Trabalho de Conclusão de Curso (MED)

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    Avaliação da estimulação neurocognitiva na saúde mental de idosos participantes de grupos de convívio na cidade de Criciúma
    (2025-07) Braz, Rafael Ibraim; Fermo, Arthur Rossi; Budni, Josiane
    O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da estimulação neurocognitiva sobre a saúde mental em grupos de idosos da cidade de Criciúma, mediante a comparação dos sintomas depressivos e ansiosos, bem como variáveis de saúde geral, antes e depois da intervenção. Foi realizado um ensaio clínico com 53 idosos participantes de grupos de convivência da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC), situados em dois bairros. Os pacientes foram submetidos a uma entrevista inicial com questionário sobre dados sociais, demográficos, econômicos e de saúde. Foram aplicadas a Escala de Depressão Geriátrica 15 (GDS-15) e a Escala para Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD-7). Após nove semanas de intervenção, todos foram reavaliados. Nenhum fator foi associado significativamente à melhora dos sintomas depressivos. Entretanto, os participantes que apontaram a saúde como maior problema tiveram 116% mais chances de melhorar sintomas ansiosos do que os que não relataram problemas. Quanto à frequência, os idosos que participaram de mais de seis reuniões tiveram um aumento de 76% na probabilidade de melhora dos sintomas ansiosos, em comparação com aqueles que participaram de seis ou menos. Conclui-se que, após o estímulo neurocognitivo, aqueles que realizaram maior frequência reduziram significativamente os sintomas de ansiedade.
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    Prevalência de sintomas depressivos e sua associação com a deficiência de vitamina B12 em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 atendidos em uma clínica escola no Sul do estado de Santa Catarina
    (2025-07) Longuinho, Pedro Henrique Nazário; Mendes, Vinícius Joaquim; Streck, Emilio Luiz
    Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 2 pode reduzir os níveis séricos de vitamina B12 devido à sua fisiopatologia e ao tratamento utilizado, o que pode comprometer a formação de neurotransmissores e causar sintomas depressivos. Objetivo: Identificar possível relação entre deficiência de vitamina B12 e sintomas depressivos em indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 atendidos em uma clínica escola no sul de Santa Catarina. Métodos: Foram entrevistados 25 pacientes diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2, maiores de 18 anos, em acompanhamento médico em uma clínica escola no sul do estado de Santa Catarina, Brasil. Utilizou-se a versão em português do Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) para avaliar sintomas depressivos. Também foram coletados dados pessoais, dados de estilo de vida, medidas antropométricas, exames laboratoriais, medicamentos em uso e dados clínicos sobre diabetes. Resultados: A deficiência de vitamina B12 estava presente em 68% dos participantes embora 64% consumam alimentos ricos em vitamina B12 4 vezes ou mais na semana. Além disso, 88% dos pacientes fazem uso regular de Metformina, fármaco cujo efeito adverso é interferir na absorção e metabolização dessa vitamina. Sintomas depressivos foram relatados por 64% nas duas semanas anteriores a entrevista. Conclusão: Pacientes com diabetes tipo 2 apresentaram sintomas frequentes de depressão e alta prevalência de deficiência de vitamina B12. Os achados ressaltam a necessidade de um cuidado integral, que envolva não só o controle glicêmico, mas também a saúde mental e nutricional.
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    Análise dos esquemas de tratamento da infecção por Helicobacter pylori utilizados em uma clínica de gastroenterologia do Sul catarinense
    (2025-07) Bresciani, Letícia Schmitt; Nascimento, Sarah Suany de Souza; Campagnaro, Eduardo
    Contexto: A infecção por Helicobacter pylori tem uma elevada prevalência ao redor do globo. Isso, associado a características particulares de cada paciente, vêm contribuindo para o aumento da resistência ao tratamento dessa infecção. Objetivo: O propósito do presente estudo foi investigar a eficácia dos diferentes esquemas de tratamento utilizados para a erradicação da infecção por H. pylori. Métodos: O presente estudo foi conduzido como observacional analítico transversal no período de agosto de 2024 a março de 2025. Nele foram avaliados 200 indivíduos diagnosticados com a infecção por H. pylori, submetidos ao controle de cura do tratamento por meio de endoscopia digestiva alta, e ambas as situações (diagnóstico e controle de cura) foram avaliadas pelo método histológico, por meio de biópsia gástrica. Ao analisar o resultado dessas biópsias, foi identificada a porcentagem de pacientes que obtiveram cura e resistência. Resultados: Em uma amostra de 200 indivíduos, 74% obtiveram sucesso na erradicação da Helicobacter pylori, enquanto outros 26% não, conforme evidenciado na biópsia gástrica. Ao analisar a associação entre a eficácia do tratamento e as características sociodemográficas ou relacionadas ao tratamento empregado, foi demonstrado que 75% dos pacientes que não obtiveram sucesso na erradicação eram do sexo feminino, e que a terapia tripla padrão obteve as melhores taxas de erradicação (49,3%), enquanto a taxa de erradicação com amoxicilina, levofloxacino e IBP foi de apenas 13,5%. Além disso, ao se analisar o resultado da biópsia gástrica, foi evidenciado que 23% dos pacientes que apresentaram erradicação apresentavam gastrite crônica discreta. Conclusão:Pacientes do sexo feminino, tratados com terapia tripla padrão ou acometidos com gastrite crônica discreta obtiveram as piores taxas de erradicação, o que reforça a importância de se considerar fatores individuais para escolha do tratamento. Além disso, o conhecimento da resistência bacteriana local garante a racionalidade no uso de antibióticos e direcionamento do esquema terapêutico mais adequado. Ao auxiliar diretamente nesse norte, este adquire utilidade na prática clínica, a fim de promover melhores desfechos clínicos.
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    Efeitos do canabidiol no comportamento e sistema colinérgico de ratos submetidos a um modelo da doença da urina do xarope de bordo
    (2025-07) Pio, João Matheus; Rodrigues, Bryce Stephanie Serafim; Streck, Emilio Luiz
    A Doença da Urina de Xarope de Bordo (DXB) é um erro inato do metabolismo caracterizado pelo acúmulo de metabólitos neurotóxicos que afetam regiões cerebrais, em particular, do hipocampo, levando a prejuízos na plasticidade sináptica, memória e aprendizagem. Visto que pacientes acometidos pela DXB apresentam esses prejuízos e que a principal forma de tratamento se baseia em uma dieta restritiva de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR), novas estratégias terapêuticas são importantes para tentar melhorar esses parâmetros alterados na doença. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do canabidiol (CBD) sobre comportamento e sistema colinérgico de ratos submetidos a um modelo experimental da DXB induzido com altos níveis de AACR. Foram utilizados 60 ratos Wistar neonatos machos, divididos em seis grupos (n = 10). O modelo da DXB foi induzido pela administração subcutânea de um pool de AACR, enquanto os grupos controle receberam salina. Os tratamentos com CBD (3,5 mg/kg ou 7,5 mg/kg) ou veículo foram realizados por gavagem. Após o período de indução do modelo experimental, foram realizados testes comportamentais de campo aberto e reconhecimento de objetos. Posteriormente, o hipocampo foi retirado para a realização das análises da atividade enzimática da colina acetiltransferase (ChAT) e acetilcolinesterase (AChE) no hipocampo. O tratamento com CBD 3,5 mg/kg preservou a memória de curto e longo prazo em animais controle e atenuou déficits de memória de curto prazo no grupo AACR. No sistema colinérgico, essa dose restaurou parcialmente a atividade da ChAT. Em contrapartida, a dose de 7,5 mg/kg não promoveu melhora significativa e esteve associada ao aumento da AChE, mesmo em animais saudáveis. Conclui-se que o CBD exerce efeitos neurobiológicos bifásicos e dose-dependentes. A dose moderada apresenta potencial terapêutico ao modular parâmetros cognitivos e colinérgicos alterados pela DXB, sugerindo possível utilidade como agente neuroprotetor em distúrbios metabólicos.
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    Abordagem da espiritualidade por profissionais da área da saúde para pacientes com câncer de mama
    (2025-07) Viegas, Liz Alborghetti; Horr, César Carlos; Heluany, Claudia Cipriano Vidal
    Justificativa: Observa-se a espiritualidade como uma dimensão significativa da saúde e do bem-estar. É essencial que a abordagem do tema espiritualidade mostre-se presente na comunicação entre os profissionais da saúde e o paciente exposto a quadros de fragilidade, como exemplo o enfrentamento do câncer de mama. Objetivo: Definir a frequência da abordagem do tema espiritualidade pelo profissional da saúde com a paciente portadora de câncer de mama. Objetivos Específicos: Consistem em analisar como e quando a espiritualidade é abordada pelos profissionais de saúde, considerando a especialidade, o momento do curso da doença e os tipos de abordagem utilizados. Além disso, busca-se compreender se a paciente foi informada sobre a relevância da espiritualidade no enfrentamento da doença, avaliar a importância atribuída por ela a esse tema e identificar possíveis carências na abordagem espiritual por parte da equipe de saúde. Métodos: Estudo observacional descritivo realizado entre setembro e novembro de 2024 com pacientes diagnosticadas com câncer de mama atendidas pelas Redes Femininas de Combate ao Câncer. Foi realizada a aplicação de questionário autoral a fim de avaliar a abordagem do tema espiritualidade pelos profissionais da saúde durante o ciclo de cuidados com as pacientes. Resultados: Das 29 participantes, 75,9% não foram abordadas sobre espiritualidade durante o tratamento, embora 93,1% considerassem essa abordagem importante. Pacientes mais jovens relataram maior carência dessa abordagem (p<0,020). Psicólogos e mastologistas foram os profissionais que mais abordaram o tema, principalmente no momento do diagnóstico. Conclusão: A espiritualidade é reconhecida pelas pacientes como um aspecto relevante no enfrentamento do câncer de mama, mas ainda pouco explorado na prática clínica. Há necessidade de maior treinamento dos profissionais para integrar essa dimensão ao cuidado de forma contínua e sensível.
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    Perfil clínico-epidemiológico de mulheres jovens com câncer de mama: um período de 10 anos
    (2025-07) Souza, Camila Tavares de; Gonçalves, Clarissa Marcon Constante; Ronsoni, Nadhine Feltrin
    Introdução: O câncer de mama é comum no Brasil e mais agressivo em mulheres jovens. Essas pacientes tendem a descobrir os tumores de uma forma mais tardia devido à ausência de método de rastreio eficiente. A mamografia tem limitações nesse grupo devido à densidade mamária, e fatores como histórico familiar e menarca precoce aumentam o risco. Objetivo: Identificar o perfil clínico-epidemiológico das pacientes jovens com câncer de mama em um hospital de referência da cidade de Criciúma, em um período de 10 anos. Método: Realizou-se um estudo observacional, descritivo e retrospectivo de abordagem quantitativa com coleta de dados secundários. Os dados foram coletados a partir de prontuários médicos de pacientes atendidas em um hospital de referência da região Sul de Santa Catarina, entre os anos 2014 e 2023. Foram incluídas mulheres, com tumores malignos de mama com idade igual ou menor a 40 anos. Os dados coletados foram categorizados de acordo com idade, história obstétrica e amamentação, tipo histológico, imuno-histoquímica, estágio, presença de linfonodo e tratamento. Resultados: As variáveis epidemiológicas mostraram que 83,7% das mulheres já gestaram, 56,1% amamentaram, 52,4% estavam utilizando ou já utilizaram anticoncepcionais hormonais orais e 42,5% apresentaram história familiar positiva de câncer de mama. Dentre as características clínicas, o estágio mais encontrado foi o II, seguido dos estágios I e III. A maioria das pacientes apresentou tumores pouco diferenciados e acometimento linfonodal negativo. O tipo histológico mais comum foi o carcinoma ductal invasivo com 79,9%. Na imunohistoquímica, o subtipo mais encontrado foi o RH+/HER2- com 53,9%, seguido do triplo negativo com 33,9%. Um percentual elevado de pacientes com tumores triplo-negativos apresentou neoplasias pouco diferenciadas no momento do diagnóstico, correspondendo a 78,4% dos casos. Conclusão: Os resultados encontrados são concordantes com os descritos na literatura, destacando o comportamento biológico mais agressivo dos tumores em mulheres jovens.
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    Relação do quadro clínico com exames diagnósticos em pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada do sul catarinense
    (2025-07) Sousa, Brenda Rodrigues; Medeiros, Maria Eduarda
    Introdução: A epilepsia, um dos transtornos neurológicos mais comuns do mundo, apresenta um diagnóstico difícil, em alguns casos, afetando o tratamento adequado das crises. Tal problemática está associada, na maioria das vezes, à discordância entre os exames de diagnósticos e o quadro clínico. Objetivo Geral: Avaliar a relação entre os resultados de exames de imagem e o quadro clínico atual de pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada no sul catarinense. Métodos: Foi desenvolvido um estudo transversal onde foram avaliados 83 pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada no extremo sul catarinense. Os pacientes foram analisados através de prontuários e neles foram coletadas as seguintes informações: dados sociodemográficos, classificação e clínica de epilepsia, frequência das crises, número de medicamentos para o controle da condição, laudo do eletroencefalograma (EEG) e da ressonância magnética de crânio (RM). Resultados: Foram analisados 78 prontuários, com predomínio de mulheres (52,6%) entre 41 e 60 anos. Crises generalizadas foram mais frequentes (50%) e, entre as focais, o lobo temporal foi o mais acometido (66,7%). Sintomas tônico-clônicos foram os mais relatados (39,7%). A maioria dos pacientes (54,7%) apresentou controle em monoterapia. Não foram encontradas associações significativas entre sintomas e achados de EEG (p = 0,326) ou RM (p = 0,551). Conclusões: Os achados reforçam a complexidade da epilepsia e a importância da avaliação clínica individualizada. A dissociação entre manifestações clínicas e exames complementares evidencia a necessidade de abordagens integradas, reconhecendo que nem sempre os métodos diagnósticos tradicionais refletem diretamente a apresentação clínica dos pacientes.
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    Perfil de pacientes amputados por complicações de diabetes mellitus em um hospital de alta complexidade no Sul de Santa Catarina
    (2025-07) Toé, Ana Luisa Simoni Dal; Rovaris, Isabella Fontana; Dimer, Liliana Maria
    Amputações de membros são uma complicação crônica do diabetes mellitus e estão fortemente ligadas à piora do quadro do paciente, aumentando a morbimortalidade e podendo levar a óbito. O objetivo do presente estudo foi avaliar o perfil de pacientes que sofreram amputações por complicação de diabetes mellitus em um hospital de alta complexidade do extremo sul de Santa Catarina. Foi realizado um estudo observacional transversal descritivo, utilizando dados secundários, coletados a partir de 113 prontuários de pacientes que realizaram amputação por complicação de Diabetes Mellitus no período de 2018 até 2024. Foram avaliadas variáveis como sexo, idade, cor da pele, tempo de diagnóstico de Diabetes Mellitus, tipo de Diabetes Mellitus e recorrência da amputação. O estudo demonstrou que a maior parte dos pacientes eram do sexo masculino, com média de idade elevada, acima de 65 anos e de cor branca. A maioria dos pacientes possuía diagnóstico de diabetes mellitus, predominantemente, do tipo 2 há mais de 10 anos e mais da metade dos indivíduos analisados apresentaram amputações recorrentes, evidenciando a gravidade e a progressão das complicações por diabetes nesse grupo.
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    Avaliação da qualidade de vida de docentes de uma universidade do sul catarinense: estudo transversal com uso do WHOQOL-bref
    (2025-07) Balbinot, Angélica; Madeira, Kristian
    OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida de docentes de uma universidade no sul de Santa Catarina, com base nos domínios físico, psicológico, ambiental e de relações sociais, segundo o instrumento WHOQOL-bref. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado com docentes ativos no segundo semestre de 2024. A coleta de dados ocorreu por meio do questionário validado WHOQOL-bref, aplicado via Google Forms e enviado aos e-mails dos participantes via instituição de vínculo. A análise estatística dos dados foi conduzida com o auxílio do software SPSS versão 23.0. RESULTADOS: Foram analisados 86 professores, dos quais 48 (55,8%) são do sexo feminino. Além disso 67 docentes (77,9%), são casados ou estão em união estável e 35 (40,7%) possuem título de Mestrado. A média geral do escore de qualidade de vida foi 76,16. Dentre os domínios avaliados o físico obteve a maior pontuação (77,23), enquanto o Econômico/Político apresentou a menor (67,76). CONCLUSÃO: Os resultados indicam que os docentes da universidade avaliada possuem uma percepção geral positiva sobre sua qualidade de vida, com destaque para os domínios físico e organizacional. No entanto, aspectos relacionados ao contexto econômico e político foram os que apresentaram menor pontuação. Tais achados evidenciam a importância de estratégias institucionais que promovam o bem-estar integral dos docentes, especialmente em relação ao reconhecimento profissional e às condições de trabalho.
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    Uso de álcool e drogas ilícitas e sua associação com características sociodemográficas e comportamentais de adolescentes do Sul catarinense
    (2025-07) Longaretti, Guiddo; Rech, Ana Beatriz Scarabelot; Schäfer, Antônio Augusto; Prestes Junior, Ruy Hyran; Meller, Fernanda Oliveira
    A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações biopsicossociais, que podem favorecer a exposição a situações de vulnerabilidade. Entre essas, destacam-se o consumo de álcool e o uso de drogas ilícitas, fatores associados ao comprometimento da saúde mental. O objetivo desse trabalho foi avaliar a prevalência do uso de álcool e drogas ilícitas e sua associação com fatores socioeconômicos e comportamentais em adolescentes masculinos. Foi desenvolvido um estudo transversal, em período de alistamento militar obrigatório, em uma organização militar no ano de 2020. Foi utilizado questionário contendo questões sociodemográficas, comportamentais e de saúde mental. Análises bruta e ajustada da associação entre o consumo de álcool e uso de drogas ilícitas com as variáveis sociodemográficas, comportamentais e de saúde mental foram realizadas através do teste Qui-quadrado de Pearson e da regressão de Poisson. Os dados foram analisados Stata versão 17.1. Foram estudados 923 adolescentes. A prevalência do consumo de álcool foi 37,5% e do uso de drogas ilícitas foi 17,8%. As variáveis religião, ocupação, tabagismo atual e já fumou alguma vez na vida estiveram associadas ao consumo de álcool, enquanto o uso de drogas esteve relacionado com escolaridade, religião, tabagismo atual e já fumou alguma vez na vida. As variáveis de saúde mental não estiveram relacionadas com os desfechos estudados. O uso de álcool e drogas estão relacionados com fatores sociodemográficos e comportamentais em adolescentes masculinos. Políticas públicos direcionadas a esse público são necessárias a fim de prevenir o consumo precoce e reduzir seus impactos na saúde dos jovens.
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    Perfis clínicos e histopatológicos de pacientes submetidos ao procedimento de biópsia de pele em um ambulatório de pequenas cirurgias no Sul catarinense.
    (2025-07) Carvalho, Alinne Viviane de; Vieira, Thays Lopes; Blanco, Luiz Felipe
    Fundamentos: O câncer de pele é o câncer mais diagnosticado mundialmente, e a presença frequente de neoplasias benignas dificulta seu diagnóstico precoce. Assim, novos estudos são essenciais para ampliar o conhecimento sobre essas lesões e permitir a detecção e o tratamento precoces. Objetivo: Avaliar o perfil clínico e as características das lesões cutâneas em pacientes submetidos à biópsia, relacionando-as ao desenvolvimento do câncer de pele. Métodos: Estudo transversal com 183 pacientes que realizaram biópsia de lesão cutânea no Hospital Dia Maria Schmitt. Dados foram coletados via questionário sobre histórico clínico, hábitos de vida e características das lesões, complementados pela análise dos laudos histopatológicos dos prontuários. Resultados: Foram analisados 142 pacientes com idade média de 64,5 anos, maioria do sexo feminino e pele branca. Metade não usava protetor solar e 35,9% relataram múltiplas queimaduras solares. Lesões, em sua maioria, mediam até 1 cm, apresentavam bordas irregulares e coloração eritematosa, com maior frequência na cabeça. Mais da metade das lesões eram malignas, predominando carcinoma basocelular, seguido por carcinoma espinocelular e melanoma. O melanoma, embora menos comum, ocorreu principalmente em homens brancos com histórico de queimaduras e lesões assintomáticas no tronco. Limitações do estudo: A falta de informações nos prontuários dificultou o acesso completo aos diagnósticos, causando perda de 41 resultados. Conclusões: O câncer de pele está associado a fatores fenotípicos, comportamentais e socioeconômicos, com a radiação ultravioleta como principal risco. A prevenção, educação e políticas de segurança são fundamentais para reduzir sua incidência e melhorar o manejo clínico.
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    Comparação da dor no pós-operatório de postectomia entre crianças submetidas a anestesia regional com vasoconritor e sem vasoconritor
    (2025-07) Scarpari, Bianca Fernandes; Vieira, Alícia Wensing; Prado, Christian de Escobar
    Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a diferença da dor no pós-operatório imediato da postectomia em crianças submetidas a anestesia regional com vasoconstritor e sem vasoconstritor em um Hospital Materno Infantil do Extremo Sul Catarinense. Método: Foram avaliados 22 indivíduos pré-puberais, submetidos a cirurgia de postectomia no Hospital Materno Infantil Santa Catarina. A coleta foi realizada por meio de um questionário produzido pelos autores da pesquisa para avaliar a dor pós-operatória relacionada à solução anestésica e às características sociodemográficas e clínicas dos pacientes. As perguntas foram respondidas pelo responsável do menor, pelo cirurgião-pediátrico e pelo paciente. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 22 pacientes, com média de idade de 9,05 ± 2,15 anos, peso médio de 35,37 ± 11,13 kg e altura média de 139,31 ± 16,43 cm. A maioria dos participantes era de cor branca (77,3%) e havia feito uso de corticosteróides (77,3%). Apenas 22,7% haviam sido submetidos a cirurgia anteriormente, sendo a principal indicação para o procedimento a disúria e/ou hesitação urinária (50,0%). Houve distribuição equitativa entre os anestésicos utilizados: bupivacaína com e sem adrenalina (50,0% cada). A intensidade de dor mais frequente, segundo a Escala de Faces, foi a moderada (40,9%). A maioria dos responsáveis era composta por pais (91,0%), com predominância de ensino médio completo (31,9%). Conclusões: Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o tipo de anestésico e a intensidade da dor.
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    Análise de aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos de pacientes internados com IAMCSST em uso de AAS com ticagrelor em um hospital de SC
    (2025-07) Silveira, Gustavo De Lucca; Soares, Luana Aparecida; Bolan, Amanda Cirimbelli
    Fundamento: A associação do ácido acetilsalicílico (AAS) com ticagrelor é usada frequentemente no tratamento do infarto agudo do miocárdio com supra do segmento ST (IAMCSST). Os pacientes com essa característica representam cerca de 30 a 40% dos casos de Infarto Agudo do Miocárdio. Objetivo: Analisar os dados clínicos, epidemiológicos e terapêuticos sobre o uso do AAS associado com ticagrelor no tratamento do IAMCSST em um hospital do sul de Santa Catarina em 2023. Métodos: Foram avaliados 183 indivíduos hospitalizados por IAMCSST em um hospital do sul de Santa Catarina. A análise do perfil clínico (dados fisiopatológicos), epidemiológico (aspectos sociodemográficos) e terapêutico (evolução com o tratamento) foi realizada a partir de prontuários. Resultados: A associação AAS + ticagrelor foi utilizada por 28 pacientes (15,3%), sendo a maioria homens (78,6%) e com média de idade de 62,6 anos. Hipertensão arterial sistêmica (53,6%), tabagismo (28,6%) e diabetes tipo 2 (25%) foram as comorbidades mais frequentes nesse grupo. Esses pacientes apresentaram maior mediana do tempo de internação (6 dias) em comparação ao grupo AAS + clopidogrel (4 dias), com diferença estatisticamente significativa (p=0,018). Conclusões: Apesar de existirem evidências na literatura que respaldam o uso do ticagrelor, no presente estudo seu impacto clínico não pôde ser comprovado, em razão do baixo número de pacientes expostos ao medicamento. A limitada utilização, possivelmente relacionada ao custo e à familiaridade terapêutica do ticagrelor, reforça a necessidade de estudos com maior amostragem para validação dos resultados.
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    Impacto da utilização de terapias de reperfusão para o acidente vascular encefálico isquêmico e o desenvolvimento de depressão e ansiedade: revisão sistemática
    (2025-07) Germann, Sara Sbardelotto; Lessa, Felipe; Petronilho, Fabrícia Cardoso
    O acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi) é a principal causa de morte e incapacidade no Brasil. O tratamento busca restaurar o fluxo sanguíneo cerebral, o que parece reduzir o surgimento de ansiedade e/ou depressão, as principais complicações neuropsiquiátricas. Diante disso, esse estudo avaliou o impacto do tratamento de reperfusão e o desenvolvimento de transtornos depressivos e/ou de ansiedade após acometimento de AVEi. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática onde pesquisouse nas bases de dados: Medline (National Library of Medicine), EMBASE (Ovid), LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences Literature), IBECS (Bibliographical Index in Spanish in Health Sciences), Web of Science, e literatura cinza (Google Scholar). Foram revisadas as referências dos estudos em busca de citações relevantes um total de 984 artigos foram selecionados para triagem primária. Por fim, 21 artigos foram incluídos no estudo atual. Destaca-se que a variedade de estudos utilizou 14 tipos de instrumentos, incluindo suas variações, para a avaliação dos sintomas de depressão e/ou ansiedade. Em relação ao desfecho, foram 7 tipos de comparações entre os tratamentos. Assim, pacientes submetidos às terapias de reperfusão, seja trombólise ou trombectomia, apresentam dados similares com relação ao desenvolvimento de depressão e/ou ansiedade após AVEi. Os artigos incluídos também mostram que o mais importante para o não desenvolvimento de sintomas neuropsicológicos pós AVEi é a rápida intervenção e a independência do paciente.
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    Análise do perfil clínico de pacientes com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica submetidos à elastografia hepática transitória
    (2025-07) Marcello Filho, Eraldo; Eberhardt, Jordão Hoffmann; Andrade, Vanessa Moraes de
    Contexto: A Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) apresenta um risco significativo de progressão para esteato-hepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Diante de sua relevância clínica, torna-se fundamental a análise do perfil clínico de pacientes com MASLD submetidos à elastografia hepática transitória (EHT), visando compreender os fatores associados à evolução da doença. Objetivo: Analisar o perfil clínico de pacientes acometidos por MASLD e avaliar a correlação entre os achados de ultrassonografia convencional (USG) e EHT. Métodos: Estudo transversal realizado com 22 pacientes diagnosticados com MASLD, submetidos à EHT em uma clínica localizada no extremo sul de Santa Catarina. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado, abrangendo variáveis clínicas e sociodemográficas, como sexo, idade, peso, altura, presença de diabetes mellitus tipo 2 e/ou hipertensão arterial sistêmica, além do grau de esteatose hepática identificado em exames prévios de USG abdominal. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 57,77 anos, com distribuição equitativa entre os sexos. Dos avaliados, 40,9% apresentaram índice de massa corporal dentro da faixa de eutrofia, e 68,2% tinham comorbidades metabólicas (DM2 e/ou HAS). Foi observada correlação entre os achados da USG e da EHT, especialmente nos casos com maior gravidade de esteatose e fibrose, com associação estatisticamente significativa entre os métodos diagnósticos (p = 0,038). No entanto, verificaram-se inconsistências: enquanto a USG apontou graus moderado a severo de esteatose em algumas amostras, a EHT classificou 45,5% dos pacientes como grau 0 (F0), indicando ausência de fibrose hepática. Tais discordâncias sugerem diferenças na sensibilidade diagnóstica entre os métodos. Conclusão: Indivíduos mais velhos e com comorbidades metabólicas apresentam maior risco para MASLD. Embora tenha sido observada certa correlação entre os achados da USG e da EHT, as divergências entre os métodos reforçam a importância da EHT como ferramenta complementar na detecção precoce da fibrose hepática.
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    Avaliação do perfil clínico e epidemiológico de pacientes pediátricos com alergia à proteína do leite de vaca
    (2025-07) Farias, Emanuelly Silva; Darela, Júlia Souza; Sônego, Mayra
    Objetivos:Identificar o perfil epidemiológico e as particularidades clínicas da alergia à proteína do leite de vaca (APLV) em crianças atendidas em um centro de especialidades do sul catarinense no período entre 2022 e 2024. Métodos: Realizou-se um estudo observacional descritivo com 154 pacientes diagnosticados com APLV no Ambulatório de Especialidades Médicas em Criciúma-SC. Os dados foram coletados por meio de prontuários eletrônicos e analisados de forma descritiva, relatando a frequência e porcentagem das variáveis qualitativas e quantitativas, abrangendo perfil sociodemográfico, dados antropométricos, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. Resultados: A maioria dos pacientes com APLV tinha idade mediana de 5 meses, com leve predominância masculina (52,6%) e histórico familiar de atopia (67%). Quanto à alimentação, cerca de 60,7% foram amamentados exclusivamente e 76,6% usaram fórmula extensamente hidrolisada. As manifestações mais comuns foram gastrointestinais, como cólicas (86,4%) e diarreia (78,4%), seguidas por dermatite atópica (46,9%) e anafilaxia (11,2%). A adesão aos métodos diagnósticos recomendados foi alta, com dieta de exclusão em 99,3% e teste de provocação oral (TPO) em 96,5% dos casos. Conclusões: O estudo identificou que a maioria dos casos de APLV ocorreu em lactentes com mediana de idade de 5 meses, com leve predominância do sexo masculino e histórico familiar de atopia. A dieta de exclusão e o TPO foram os principais métodos diagnósticos, sendo cólica e diarreia as manifestações clínicas mais comuns. Os achados reforçam a importância da avaliação clínica e epidemiológica para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.
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    Microvesículas derivadas do sistema nervoso central e a indução da resposta inflamatória sistêmica: estudo experimental
    (2025-07) Effting, Pauline Souza; Cadini, Elizabeth; Dominguini, Diogo; Pizzol, Felipe Dal
    As microvesículas extracelulares (MVs) têm sido reconhecidas como mediadoras de processos inflamatórios sistêmicos. Elas atuam como vetores de sinalização intercelular, transportando proteínas inflamatórias, ácidos nucleicos e lipídeos bioativos que modulam a resposta imune tanto local como à distância. Este estudo avaliou o potencial inflamatório de MVs derivadas de culturas de células hipocampais expostas a estímulo inflamatório, injetadas perifericamente em camundongos previamente hígidos. Foram analisadas citocinas séricas e teciduais (fígado, rim e hipocampo), bem como marcadores bioquímicos de disfunção orgânica. Os animais que receberam as MVs, especialmente nas doses intermediária e alta, apresentaram aumento significativo de IL-1β, TNF-α e IL-6 no soro, acompanhado de queda nos níveis de IL-10. Também houve elevação de lactato e fosfatase alcalina, sugerindo inflamação sistêmica precoce. No tecido hepático, observou-se um padrão inflamatório exuberante, compatível com disfunção orgânica, evidenciada por hiperbilirrubinemia, hipoalbuminemia e aumento de transaminases. Alterações semelhantes foram encontradas no rim, com elevação de ureia e creatinina. Por fim, foi identificado aumento de citocinas no hipocampo, mesmo sem aplicação intracerebral direta, sugerindo possível translocação de MVs ou sinalização inflamatória cruzada entre periferia e sistema nervoso central. Os dados sustentam que MVs derivadas de células neuronais inflamadas são capazes de desencadear inflamação sistêmica e dano orgânico em animais previamente saudáveis. Esses achados reforçam a relevância de se investigar, em modelos clínicos, a presença e o papel de MVs derivadas do SNC na sepse, especialmente em pacientes com manifestações neurológicas, como o delirium.
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    Avaliação do uso de pré-treinos e suplementos ergogênicos a longo prazo em alunos e professores da Universidade do Extremo Sul Catarinense
    (2025-07) Brum, Bruno Pilar; Pizzolotto, João Pedro; Locatelli, Matheus Curcio
    Suplementos ergogênicos e pré-treinos (SEPTs) demonstram um rápido avanço do mercado em direção ao seu uso, todavia sem estudos adequados a longo prazo dos seus efeitos. A partir do exposto, o presente estudo transversal teve como objetivo avaliar a percepção do impacto a longo prazo do uso de suplementos ergogênicos e pré-treinos (SEPTs) na resistência, potência muscular, redução do esforço percebido e outras alterações, em estudantes e professores universitários, buscando informações sobre efeitos crônicos pouco explorados na literatura. O desenvolvimento da pesquisa envolveu a aplicação de um questionário de autodeclaração a 178 participantes da Universidade do Extremo Sul Catarinense entre setembro e novembro de 2024, sendo que 124 relataram uso de SEPTs. Os resultados baseados na autodeclaração indicaram que uma proporção considerável de usuários percebeu melhora no tempo de recuperação entre as séries e após o treino, bem como na força e resistência durante o treino, percepções observadas independentemente do tempo de uso dos suplementos. Em relação ao sono, a maioria relatou nenhuma mudança, embora alguns tenham percebido piora ou melhora. A análise estatística não encontrou associação significativa entre o tempo de uso e as alterações percebidas em recuperação, força/resistência, treinos aeróbicos ou sono. A conclusão é que, nesta população, a percepção de benefícios em recuperação e desempenho muscular com o uso de SEPTs é comum e parece persistir ao longo do tempo de utilização. Contudo, devido às limitações do estudo transversal e dados subjetivos, pesquisas longitudinais com medições objetivas são necessárias para validar esses achados e determinar os efeitos reais do uso crônico de SEPTs.
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    Prevalência de doenças metabólicas em pacientes com hipertensão em um ambulatório universitário no Extremo Sul Catarinense
    (2025-07) Oliveira, Thaissa de; Coletti, Ana Alices Teixeira; Bruch, Tatiana Pizzolotto
    Fundamentos: A hipertensão é uma doença crônica com alta incidência no território brasileiro. Apesar do amplo conhecimento sobre as doenças metabólicas e hipertensão de maneira isolada, estudos locais são necessários para descrever o perfil epidemiológico dessa associação e seus impactos. Objetivos: Avaliar a prevalência de pacientes com doença hipertensiva e doenças metabólicas concomitante. Métodos: Realizado estudo com 130 pacientes hipertensos, entre novembro de 2024 e março de 2025 atendidos no ambulatório de cardiologia universitário. Foram avaliados o perfil epidemiológico, exames laboratoriais, aferições de pressão no momento da consulta, uso de medicações e hábitos de vida. A investigação da distribuição das variáveis quantitativas quanto à normalidade foi realizada por meio da aplicação do teste de Kolmogorov Smirnov. Resultados: Avaliamos 130 pacientes hipertensos, dos quais 55 (42,6%) possuíam DM e 97 (77,6%) possuíam dislipidemia. Ademais os exames avaliados demonstraram glicemia de jejum com média 112,9 mg/dL, hemoglobina glicada de 6,29%, colesterol total 183,79 mg/dL, LDL 109,71 mg/dL e HDL 47,32 mg/dL. Cerca de 38,7% apresentavam pressão elevada e 36,1% continuavam hipertensos mesmo com o uso de medicação anti-hipertensiva. Conclusão: O controle adequado das doenças metabólicas é essencial para evitar descompensações hipertensivas e reduzir o risco cardiovascular. A avaliação dos perfis glicêmico e lipídico dos pacientes contribuiu para decisões clínicas mais eficazes e prevenção de complicações.
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    Radiofrequência não ablativa para melhora do tônus vaginal em distúrbios do assoalho pélvico
    (2025-07) Bussolo, Yasmin Hilbert; Dandolini, Júlia Weber; Magalhães, Mariana
    Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da radiofrequência não ablativa no tônus vaginal em mulheres com distúrbios do assoalho pélvico. Métodos: Foram avaliadas 28 mulheres atendidas em uma Unidade Básica de Saúde, em um ambulatório de ginecologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense e em uma clínica particular de ginecologia em Criciúma, Santa Catarina. A seleção das participantes foi realizada a partir da análise de prontuários, abrangendo mulheres diagnosticadas com algum distúrbio do assoalho pélvico. Cada participante realizou três sessões de radiofrequência não ablativa e respondeu a questionários elaborados pelas autoras na primeira sessão e 15 dias após a última sessão. Os questionários avaliaram o nível de frouxidão vaginal e sintomas dos distúrbios do assoalho pélvico, permitindo a comparação dos efeitos do tratamento. Além disso, foram obtidas informações sociodemográficas e melhorias observadas após o tratamento. Resultados: A partir dos resultados encontrados, pode-se concluir que a radiofrequência não ablativa promoveu uma melhora significativa no tônus vaginal em mulheres com distúrbios do assoalho pélvico, além de reduzir sintomas associados como a sensação de prolapso e os episódios de incontinência urinária. Observou-se também um aumento na satisfação sexual relacionado à melhora da lubrificação e sensibilidade vaginal, evidenciando benefícios tanto fisiológicos quanto na qualidade de vida das participantes. Conclusão: A radiofrequência não ablativa é uma alternativa eficaz e promissora para o tratamento conservador dos distúrbios do assoalho pélvico, proporcionando melhora no tônus vaginal e alívio dos sintomas associados. Seu uso pode representar uma opção para mulheres que buscam evitar procedimentos cirúrgicos ou que ainda não têm indicação invasiva.