Universidade do Extremo Sul Catarinense

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Submissões Recentes

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    Impressões de pais e cuidadores sobre o uso do sensor de monitoramento contínuo de glicose (CGM) por crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1
    (2026-07) Jhenyffer Ramos Silvano; Dimer, Liliana Maria
    O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica autoimune que afeta principalmente crianças e adolescentes, exigindo cuidados contínuos e rigorosos. O manejo da doença envolve monitoramento glicêmico frequente, administração de insulina e controle alimentar, o que pode gerar sobrecarga física e emocional tanto para os usuários quanto para seus cuidadores. Nesse contexto, o presente estudo teve por objetivo identificar como pais e cuidadores percebem a influência do uso do sensor de monitoramento contínuo de glicose na vida de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1. Tratou-se de um estudo de abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva. A pesquisa foi realizada com 12 pais e cuidadores de crianças e adolescentes com DM1 em uso do sensor Freestyle Libre® pelo Programa Municipal de Criciúma – Criança Saudável. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas entre março e abril de 2026, e a análise foi conduzida com base na técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que o sensor foi percebido pelos cuidadores como um recurso que reduziu significativamente a sobrecarga emocional do cuidado, ampliou a autonomia das crianças e adolescentes no autocuidado, melhorou a qualidade do sono das famílias e aumentou a sensação de segurança, especialmente durante o período noturno. O diagnóstico de DM1 foi descrito como um evento de grande impacto emocional, e a transição do monitoramento capilar para o sensor contínuo foi relatada de forma unânime como positiva. Os resultados contribuem para a discussão sobre a ampliação da faixa etária de acesso ao monitoramento contínuo de glicose no contexto pediátrico do SUS e reforçam o papel da enfermagem na educação em saúde e no acompanhamento multiprofissional dessas famílias. Foram respeitados todos os princípios éticos, conforme as diretrizes da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
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    Saúde mental e transtornos relacionados ao trabalho na enfermagem catarinense
    (2026-07) Souza, Elisama de Assis de; Vieira, Viviane da Silva
    Introdução: Os transtornos mentais relacionados ao trabalho têm se consolidado como uma das principais causas de afastamento ocupacional no Brasil, especialmente entre profissionais da saúde, sendo influenciados por fatores como sobrecarga de trabalho, jornadas extensas, pressão institucional e exposição constante a situações de sofrimento, o que impacta a qualidade de vida e a eficiência dos serviços de saúde. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais em profissionais de enfermagem no estado de Santa Catarina, no período de 2020 a 2024, a partir de dados secundários do Observatório Nacional de Saúde e Trabalho (SmartLab), identificando os principais diagnósticos e sua distribuição entre as categorias profissionais. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e epidemiológico, com análise de dados secundários de afastamentos por transtornos mentais (CID-10 F00–F99), utilizando estatística descritiva para cálculo de frequências e proporções segundo diagnósticos e categorias profissionais. Resultados Encontrados: Os resultados evidenciaram variação no período analisado, com redução inicial e aumento expressivo nos anos finais da série, destacando-se os transtornos depressivos, de ansiedade e relacionados ao estresse e adaptação como os principais diagnósticos, além da maior concentração de afastamentos entre técnicos de enfermagem, seguidos por auxiliares e enfermeiros. Considerações finais : Conclui-se que os afastamentos por transtornos mentais apresentam tendência de crescimento no período estudado, evidenciando o impacto das condições de trabalho na saúde mental dos profissionais de enfermagem e reforçando a necessidade de estratégias de prevenção, promoção da saúde mental e melhoria das condições de trabalho no ambiente hospitalar.
  • Item type: Item ,
    Do diagnóstico ao transplante de órgãos: abordagem da família na perspectiva da equipe da Comissão Hospitalar de Transplantes
    (2026-07) Crepaldi, Caroline Aparecida; Lindemann, Rita Maria
    Introdução: O transplante de órgãos representa um importante avanço da medicina moderna e uma possibilidade de tratamento para pacientes que aguardam por um órgão. No entanto, apesar dos avanços no sistema de transplantes, a recusa familiar ainda constitui um dos principais desafios para a efetivação da doação. Nesse contexto, a abordagem familiar realizada pela Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) torna-se essencial, pois envolve comunicação clara, acolhimento humanizado e preparo técnico e emocional dos profissionais diante do diagnóstico de morte encefálica. Objetivo: Conhecer o processo de abordagem familiar conduzido pela Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) durante a abertura do protocolo de morte encefálica, analisando as experiências, percepções e desafios enfrentados pelos profissionais envolvidos. Metodologia: Tratou-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido em um hospital de grande porte no sul de Santa Catarina, envolvendo integrantes atuais e ex-integrantes da CHT. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, possibilitando a análise das vivências e significados atribuídos pelos participantes à sua prática profissional. Resultados e Discussão: Os resultados evidenciaram que a abordagem familiar é um processo complexo, permeado por desafios emocionais, comunicacionais e estruturais. Destacaram-se como fatores que favorecem a aceitação da doação, a comunicação clara e acolhedora, a compreensão da morte encefálica pelos familiares, o atendimento de qualidade e a atuação integrada da equipe multiprofissional. Por outro lado, a falta de conhecimento sobre o tema, crenças culturais e religiosas e dificuldades no entendimento do diagnóstico de morte encefálica foram apontadas como fatores associados à recusa familiar. Considerações Finais: A qualificação contínua dos profissionais, associada ao fortalecimento das estratégias de comunicação e acolhimento, contribui para a condução ética e humanizada da entrevista familiar, favorecendo a tomada de decisão consciente e podendo reduzir os índices de recusa à doação de órgãos.
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    Enfermagem corporativa na implementação das práticas ESG em empresas de logística
    (2026-07) Mafioleti, Carlos Willians Pereira; Rosa, Julia Locatelli da; Tereza, Denise Maccarini
    Objetivo: Analisar a contribuição estratégica da Enfermagem Corporativa para o fortalecimento das práticas ESG (Environmental, Social and Governance) em uma empresa do setor logístico, com foco na saúde ocupacional, bem-estar e responsabilidade social, sob as diretrizes dos GRI Standards (Normas da Global Reporting Initiative) e da ABNT PR 2030:2022. Metodologia: Estudo de caso único, documental e retrospectivo, com abordagem quantitativa descritiva, realizado em uma transportadora de cargas em Palhoça (SC). A população compreendeu 68 colaboradores (66% do quadro total). Os dados foram extraídos do Relatório de Auditoria Interna ESG (2024) e de uma pesquisa de materialidade estruturada pela ABNT PR 2030:2022. Realizou-se análise estatística descritiva e inferencial exploratória. Resultados: A análise dos eixos ESG revelou: Ambiental: 86,8% de aprovação no tratamento de resíduos, embora apenas 52,9% reconheçam ações estruturadas nos setores. Social: 60,3% percebem um ambiente inclusivo, mas 51,5% desconhecem canais de denúncia de assédio e 54,4% apontam carência em ações de responsabilidade social. Governança: 54,4% veem clareza nas decisões, contudo 35,3% não acessaram treinamentos de ética. O perfil indicou predominância masculina e alta rotatividade (48,5% dos funcionários com menos de seis meses de casa). Conclusão: A empresa encontra-se em estágio "gerencial" de maturidade ESG, com lacunas críticas no eixo social, como a ausência de programas de saúde mental, prevenção da fadiga e políticas formais de benefícios. A Enfermagem Corporativa emerge como agente estratégico para preencher essas lacunas, atuando na promoção da saúde integral e no monitoramento de indicadores. Tal atuação alinha-se aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) 3 (Saúde e Bem-Estar) e ODS 8 (Trabalho Decente), integrando o cuidado humano à governança e à sustentabilidade organizacional.
  • Item type: Item ,
    O uso de atividades manuais como intervenção terapêutica em grupos de usuários com depressão
    (2026-07) Anita Albonico; Silvia Aparecida Pereira Fontana
    A depressão é um transtorno mental comum que impacta significativamente a vida social, afetiva e ocupacional dos indivíduos, sendo considerada um importante problema de saúde pública. Nesse contexto, as atividades manuais, como artesanato, pintura e bordado, vem sendo utilizadas nos serviços de saúde mental, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), como recursos terapêuticos que favorecem a expressão criativa, a socialização e o fortalecimento de vínculos. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos das atividades manuais como intervenção terapêutica em grupos de usuários adultos com diagnóstico de depressão atendidos em um CAPS de um município do sul catarinense. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 15 participantes usuários do serviço. Os dados foram analisados a partir da análise de conteúdo proposta por Bardin, permitindo a construção de categorias temáticas relacionadas ao contexto clínico, experiência com as atividades manuais, impactos na saúde mental e desenvolvimento pessoal. Os resultados evidenciaram que as atividades manuais contribuíram para a redução da ansiedade, tristeza e isolamento social, além de promoverem melhora da autoestima, fortalecimento de vínculos sociais, organização da rotina e maior sensação de bem-estar. Os participantes também relataram desenvolvimento de habilidades como concentração, paciência e criatividade, bem como maior motivação para participação nas atividades terapêuticas do CAPS. Conclui-se que as atividades manuais representam importante estratégia terapêutica complementar no cuidado em saúde mental, contribuindo para a reabilitação psicossocial, autonomia e humanização do atendimento aos usuários com depressão.