Avaliação do perfil clínico e epidemiológico de pacientes pediátricos com alergia à proteína do leite de vaca

Objetivos:Identificar o perfil epidemiológico e as particularidades clínicas da alergia à proteína do leite de vaca (APLV) em crianças atendidas em um centro de especialidades do sul catarinense no período entre 2022 e 2024. Métodos: Realizou-se um estudo observacional descritivo com 154 pacientes diagnosticados com APLV no Ambulatório de Especialidades Médicas em Criciúma-SC. Os dados foram coletados por meio de prontuários eletrônicos e analisados de forma descritiva, relatando a frequência e porcentagem das variáveis qualitativas e quantitativas, abrangendo perfil sociodemográfico, dados antropométricos, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. Resultados: A maioria dos pacientes com APLV tinha idade mediana de 5 meses, com leve predominância masculina (52,6%) e histórico familiar de atopia (67%). Quanto à alimentação, cerca de 60,7% foram amamentados exclusivamente e 76,6% usaram fórmula extensamente hidrolisada. As manifestações mais comuns foram gastrointestinais, como cólicas (86,4%) e diarreia (78,4%), seguidas por dermatite atópica (46,9%) e anafilaxia (11,2%). A adesão aos métodos diagnósticos recomendados foi alta, com dieta de exclusão em 99,3% e teste de provocação oral (TPO) em 96,5% dos casos. Conclusões: O estudo identificou que a maioria dos casos de APLV ocorreu em lactentes com mediana de idade de 5 meses, com leve predominância do sexo masculino e histórico familiar de atopia. A dieta de exclusão e o TPO foram os principais métodos diagnósticos, sendo cólica e diarreia as manifestações clínicas mais comuns. Os achados reforçam a importância da avaliação clínica e epidemiológica para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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