Universidade do Extremo Sul Catarinense
Repositório Institucional da Unesc

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Item type: Item , Nanoplataformas lípidicas funcionalizadas com N-acetilglucosaminacontendo paclitaxel: uma estratégia de direcionamento para terapia anticâncer(2026) Olegario, Rafaela Domingos; Ávila, Ricardo Andrez Machado de; Cardoso, Marina de MeloO câncer constitui um relevante problema de saúde pública, e as limitações associadas à quimioterapia convencional, como baixa seletividade, distribuição sistêmica e efeitos adversos, reforçam a necessidade de sistemas de liberação mais direcionados. Neste estudo, avaliou-se o potencial antitumoral de lipossomas funcionalizados com N-acetilglucosamina (GlcNAc) e associados ao paclitaxel (PTX) em células de adenocarcinoma mamário humano MCF-7. Os lipossomas foram preparados pelo método de evaporação em fase reversa, utilizando fosfatidilcolina purificada de lecitina de soja e o anfifílico C22PEG900GlcNAc. Foram obtidas quatro formulações: lipossomas não carregados e não funcionalizados (Lipo), lipossomas funcionalizados com GlcNAc (Lipo-GlcNAc), lipossomas contendo paclitaxel (Lipo-PTX) e lipossomas funcionalizados contendo paclitaxel (Lipo-GlcNAc-PTX). A biocompatibilidade dos carreadores vazios e a atividade citotóxica das formulações contendo PTX foram avaliadas em células MCF-7 e fibroblastos dérmicos humanos FC-0024 por meio do ensaio de viabilidade celular CellTiter-Glo®. Também foram investigadas diferentes concentrações e condições de exposição, com o objetivo de comparar o PTX livre e encapsulado e verificar a contribuição da funcionalização com GlcNAc para a atividade antitumoral. As formulações apresentaram dimensões nanométricas entre ~148–219 nm, distribuição de tamanho de baixa a moderada polidispersidade de 0,176–0,268 e potencial zeta de −44 a −65 mV. Os lipossomas vazios, funcionalizados ou não, não apresentaram efeitos citotóxicos relevantes nas linhagens avaliadas, demonstrando a biocompatibilidade do carreador lipídico. Em contrapartida, as formulações contendo PTX reduziram a viabilidade celular de maneira dependente da concentração e do período de exposição. A comparação entre Lipo-PTX e Lipo-GlcNAc-PTX indicou que a presença do carboidrato na superfície pode influenciar a interação e a internalização das partículas pelas células tumorais nas primeiras horas de exposição. Em conjunto, os resultados demonstram que os lipossomas funcionalizados com GlcNAc constituem uma plataforma biocompatível e promissora para a administração de PTX, com potencial para favorecer uma terapia antitumoral mais seletiva e direcionada.Item type: Item , Qualidade do sono em mulheres com endometriose: revisão sistemática e meta-análise(2026) Streck, Julia Niero Zanatta; Rosa, Maria Inês da; Colonetti, TamyIntrodução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica associada à dor, repercussões sistêmicas e diversas comorbidades. Alterações na qualidade do sono são frequentemente apresentadas, porém, não existem estudos que mostrem a relação entre a baixa qualidade do sono e a endometriose. Objetivo: Avaliar a qualidade do sono em mulheres com endometriose em comparação com mulheres sem endometriose. Metodologia: Esta revisão sistemática foi realizada em conformidade com as diretrizes do PRISMA. Realizou-se uma busca abrangente na literatura por estudos publicados até agosto de 2025, utilizando os termos: “sleep quality”, “sleep disorders”, “pelvic pain”, “insomnia” e “endometriosis”, combinados com os termos MeSH, nos bancos de dados do MEDLINE, EMBASE, Cochrane Library, Scopus, Biomed Central, Web of Science, IBECS, LILACS e literatura cinzenta (Google acadêmico). Foram incluídos estudos observacionais que comparavam a qualidade do sono entre mulheres com e sem endometriose. Os desfechos contínuos e dicotômicos foram analisados com intervalo de confiança de 95% e as meta-análises foram realizadas utilizando o software RevMan 5.4. Resultados: Doze estudos atenderam aos critérios de inclusão. A qualidade do sono foi avaliada pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Mulheres com endometriose apresentaram maior probabilidade de baixa qualidade do sono em comparação com mulheres sem a doença (OR 7,15; IC 95% 4,74 a 10,77; p < 0,0001; I² = 31%). Essa análise incluiu 1.197 participantes e foi classificada como evidência de qualidade moderada segundo o GRADE. Além disso, observou-se pior qualidade do sono na análise dos escores contínuos (SD=0,42; IC 95% 0,18-0,66; p = 0,0007; I² = 38%) entre os grupos. Essa análise incluiu 510 participantes e apresentou certeza de evidência moderada. Conclusão: Evidências de certeza moderada indicam que mulheres com endometriose apresentam pior qualidade do sono e maior chance de baixa qualidade do sono em comparação com mulheres sem a condição, reforçando a importância de considerar o sono na avaliação clínica dessa população.Item type: Item , Desenvolvimento, implementação e avliação de um percurso avaliativo padrão para crianças com suspeita de transtorno do espectro autista(2026) Braga, Gabriela Thaís da Silva; Gonçalves, Cinara LudvigO Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que pode ser caracterizada por alterações na comunicação, na interação social e no planejamento motor, associadas a comportamentos restritos e/ou repetitivos, estereotipias, déficits sensoriais e cognitivos. A identificação precoce de sinais de alerta para o TEA é fundamental para garantir o acesso oportuno a serviços especializados, porém a saúde pública enfrenta desafios com o crescimento da prevalência do TEA, associado ao subdiagnóstico e à escassez de protocolos padronizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo desenvolver, implementar e avaliar um Percurso Avaliativo Padrão para crianças com suspeita de TEA (PAP-TEA), na faixa etária de 18 a 36 meses de idade, atendidas em um Centro Especializado em Reabilitação (CER). Trata-se de um estudo metodológico e aplicado, de abordagem mista, conduzido entre 2023 e 2026, que comparou indicadores operacionais e clínicos de 90 crianças, sendo 60 avaliadas pelo modelo assistencial anterior e 30 pelo PAP-TEA, além da avaliação da percepção de dez profissionais quanto à sua aplicabilidade. Após um ano de implementação, observou-se redução estatisticamente significativa no tempo médio da avaliação, no número de sessões e no tempo de emissão do relatório diagnóstico, além de maior sistematização do percurso, com padronização da aplicação do M-CHAT-R/F e a associação estatisticamente significativa entre a carga de alterações clínicas registradas e o desfecho diagnóstico. A percepção da equipe foi predominantemente positiva quanto a facilidade de aplicação, adequação ao público infantil e ao auxílio na identificação de sinais de alerta para TEA. As principais limitações relatadas relacionam-se às condições de implementação, sobretudo a necessidade de capacitação e infraestrutura. Concluiu-se que o PAP-TEA constitui um instrumento viável e útil para a sistematização do processo diagnóstico para TEA no contexto do CER, contribuindo para a padronização das práticas clínicas, fortalecimento do trabalho multidisciplinar e qualificação do cuidado às crianças e famílias no SUS.Item type: Item , Avaliação da microbiota cervicovaginal em gestantes com parto prematuro: revisão sistemática e meta-análise(2025) Meendonça, Janine Tiago de Sousa; Colonetti, TamyA microbiota vaginal protege contra infecções e é essencial para a manutenção de uma gravidez saudável. Distúrbios na composição dessa microbiota podem estar associadas ao parto prematuro, o qual é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal. Sendo assim, identificar tal composição pode oferecer estratégias para a prevenção dessa complicação. O objetivo do presente estudo foi avaliar as alterações na microbiota cervicovaginal no parto prematuro em gestantes maiores de 18 anos. Em relação à metodologia utilizada, foi conduzida uma revisão sistemática seguindo as diretrizes do PRISMA. A busca foi feita em bases de dados como MEDLINE, Embase, Web of Science e Cochrane Library, utilizando as seguintes palavra-chave: Microbiota”, “cervicovaginal " e "Trabalho de Parto Prematuro” e seus sinônimos. Após o processo de seleção dos estudos foram incluídos apenas estudos observacionais que avaliaram a composição da microbiota cervicovaginal de gestantes com mais de 18 anos. Todos os estudos incluídos foram avaliados quanto à sua qualidade metodológica. As análises foram realizadas utilizando o software RevMan (versão 5.4). Dos 5.193 registros triados, oito estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os oito estudos incluídos nesta revisão foram publicados entre 2019 e 2024 e conduzidos nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Os delineamentos dos estudos incluíram coortes prospectivas e estudos caso-controle. A idade materna nos estudos variou entre 28 e 34 anos. Na maioria dos estudos, a coleta de amostras ocorreu entre 16 e 24 semanas de gestação. Os achados indicaram maior prevalência dos Community State Types não dominados por Lactobacillus (CST III e IV) entre os casos de parto prematuro, enquanto perfis dominados por L. crispatus, L. gasseri e L. jensenii foram mais comuns em nascimentos a termo. A meta-análise indicou media do índice de diversidade de Shannon maior no grupo de parto prematuro em comparação ao grupo a termo (diferença de médias: 0,60; IC95%: 0,16–1,04; p = 0,008; I² = 62%, três estudos, 91 participantes, baixa certeza da evidencia). Conclui-se que a disbiose cervicovaginal, caracterizada pela redução da dominância de Lactobacillus e pelo aumento da diversidade microbiana, está associada ao maior risco de parto prematuro. Perfis dominados por L. crispatus, L. gasseri e L. jensenii parecem exercer um efeito protetor. Estudos multicêntricos, longitudinais e com metodologias padronizadas são necessários para validar esses achados e investigar intervenções capazes de modular a microbiota como estratégia preventiva.Item type: Item , Qualificação intersetorial na resposta à violência contra crianças e adolescentes: material didático para atuação da Rede de Proteção no munícipio de Balneário Gaivota-SC(Unesc/PPGSCol, 2026) Costa, Samarina; Confortin, Susana Cararo