Universidade do Extremo Sul Catarinense

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Submissões Recentes

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    A importância do diagnóstico precoce da endometriose na saúde da mulher
    (2026-07) Germano. Larissa de Oliveira Mendes; Santiago, Maria Madalena
    A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando principalmente mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico tardio da doença permanece como um importante desafio para os serviços de saúde, contribuindo para o agravamento dos sintomas e comprometimento da qualidade de vida das pacientes. O presente estudo teve como objetivo discutir a importância do diagnóstico precoce da endometriose na saúde da mulher, identificando seus impactos na qualidade de vida e as contribuições da enfermagem para o reconhecimento precoce da doença. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa e de campo, realizada por meio de revisão bibliográfica e da aplicação de questionário estruturado com mulheres diagnosticadas com endometriose. A coleta de dados foi realizada com dez mulheres diagnosticadas com endometriose e acompanhadas na Unidade Saúde da Mulher do município de Criciúma, Santa Catarina, utilizando questionário estruturado. Os resultados demonstraram que os sintomas mais relatados pelas participantes foram fadiga, dor pélvica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, inchaço abdominal e dor intestinal. Observou-se ainda que parte significativa das participantes possuía histórico familiar positivo para a doença, evidenciando possível influência genética no seu desenvolvimento. Os dados revelaram impactos significativos na qualidade de vida das mulheres, especialmente nos aspectos físicos, emocionais, profissionais e reprodutivos. Conclui-se que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações, preservar a fertilidade, melhorar a qualidade de vida e favorecer a implementação de intervenções terapêuticas mais eficazes. Destaca-se ainda a importância da atuação da enfermagem na identificação precoce dos sintomas, educação em saúde e assistência humanizada às mulheres acometidas pela endometriose.
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    A percepção do enfermeiro e técnicos de enfermagem no cuidado à mulher em situação de perda gestacional: um estudo em um hospital no sul de Santa Catarina
    (2026-07) Costa, Maria Eduarda Teixeira; Valerim, Gabriela Martins
    Introdução: A gestação é um período marcado por intensas transformações físicas e emocionais, estando associada à expectativa da maternidade. Contudo, a perda gestacional representa uma ruptura dolorosa nesse processo, impactando profundamente a mulher, sua família e os profissionais envolvidos na assistência. Diante dessa realidade, torna-se fundamental compreender como os profissionais de enfermagem percebem e conduzem o cuidado prestado às mulheres que vivenciam o luto gestacional. Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo investigar a percepção de enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital de médio Porte do Sul de Santa Catarina, localizado no sul de Santa Catarina, acerca do cuidado oferecido às pacientes em situação de perda gestacional. Método: Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, transversal e de campo, realizada com profissionais atuantes nos setores do Centro Obstétrico, Maternidade, Bloco Cirúrgico e Clínica Cirúrgica da instituição. Resultado: Os participantes foram selecionados conforme critérios de atuação direta na assistência e experiência mínima de seis meses no setor em que atua. Os dados foram analisados segundo a técnica de análise de conteúdo. Participaram da pesquisa 46 profissionais, a partir da análise das respostas, emergiram cinco categorias: sentimentos que emergem os profissionais durante o cuidado, habilidades utilizadas pelos profissionais durante o atendimento às pacientes e familiares, dificuldades encontradas pelos profissionais no processo de cuidado e atuação frente a perda gestacional, problemas institucionais e limitações estruturais identificadas pelos profissionais no contexto de atuação e soluções melhorias apontadas pelos profissionais para qualificar o atendimento e a assistência prestada. Considerações finais: Por fim, entendeu-se por meio deste estudo a humanização da assistência à perda gestacional requer ambientes acolhedores, capacitação permanente, atuação multiprofissional e suporte emocional aos profissionais de saúde, sendo fundamental o compromisso institucional na criação de condições que favoreçam um cuidado integral, ético e sensível às famílias enlutadas.
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    Percepções dos pacientes com dor crônica que fazem uso das práticas integrativas na rede de saúde pública de Criciúma/SC
    (2026-07) Francelino, Leonardo Amâncio; Guedin, Thaynara de Souza; Rigo, Flavia Karine
    A dor crônica é uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. O manejo da dor crônica constitui um desafio para os profissionais de saúde e para os próprios pacientes. Nesse contexto, as práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) emergem como estratégias terapêuticas que ampliam as possibilidades de cuidado, buscando atender o paciente em sua integralidade — corpo, mente e espírito. O estudo teve como objetivo analisar as experiências e percepções do paciente com dor crônica que faz uso das práticas integrativas na rede pública de saúde do Município de Criciúmas/SC. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, realizado no Espaço Terapêutico IntregraMente, localizado no município de Criciúma/SC, tendo como instrumento de coleta de dados um questionário semiestruturado com perguntas abertas e fechadas aplicado aos pacientes atendidos no local. Participaram do estudo 14 pacientes com diagnóstico de dor crônica, predominando o sexo feminino, com faixa etária entre 35 e 70 anos. As práticas integrativas mais utilizadas foram acupuntura, auriculoterapia e reiki, sendo a maioria realizada semanalmente. Os participantes relataram melhora significativa da dor, do sono, da disposição física, da realização das atividades diárias e da qualidade de vida. Também foram identificados benefícios emocionais, como redução da ansiedade e melhora do bem-estar emocional. Conclui-se que as práticas integrativas apresentaram impacto positivo na percepção dos pacientes em relação ao controle da dor crônica e à melhoria da qualidade de vida, fortalecendo o cuidado humanizado e integral ofertado pelo Sistema Único de Saúde. Entretanto, destaca-se a necessidade de novos estudos com amostras maiores e diferentes contextos assistenciais para ampliar as evidências científicas sobre a efetividade dessas práticas.
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    Avaliação dos indicadores a partir do uso de protocolo de dor torácica em unidades de pronto atendimento na região carbonífera
    (2026-07) Cechinel, Matheus Henrique Anacleto; Vicente, Kélven Gomes; Tessmann, Mágada
    O protocolo de dor torácica é um conjunto de ações e procedimentos de atendimento a pacientes que apresentam dor no peito, desenvolvido pelo enfermeiro atuante nas unidades de pronto atendimento, a partir do acolhimento e da classificação de risco. O presente trabalho propõe avaliar os indicadores a partir do uso de protocolos de dor torácica em unidades de pronto atendimento em um município da região carbonífera. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, documental e de campo. Os resultados mostraram que o atendimento decorrente de dor torácica foi maior no sexo biológico masculino, com idade entre 56 e 65 anos, tendo diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e tabagismo como comorbidades. O tempo de acolhimento e de realização de eletrocardiograma foi menor que 10 minutos, com marcadores adequados, e o desfecho principal envolveu alta, transferência para hospital de referência ou unidade básica de saúde e óbito. Conclui-se que as unidades de pronto atendimento cumprem o protocolo adequado de dor torácica quanto ao acolhimento, à realização de eletrocardiograma e aos marcadores, mas apresentam indicadores a melhorar quanto à ausência de dados referentes ao tipo de infarto agudo do miocárdio para os casos em que se confirmou a síndrome coronariana aguda.
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    A influência da menopausa na saúde mental das mulheres com transtornos de humor: o papel do enfermeiro no cuidado integral
    (2026-07) Souza, Heloísa Cardoso de; Fontana, Silvia Pereira
    A menopausa é um processo natural na vida da mulher, caracterizado pela cessação da função ovariana e por intensas mudanças hormonais, físicas e emocionais. Em mulheres com transtornos de humor, como depressão e transtorno bipolar, essa fase pode representar um período de maior vulnerabilidade emocional, favorecendo o agravamento dos sintomas psíquicos e comprometendo a qualidade de vida. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel fundamental por meio do acolhimento, da escuta qualificada e do acompanhamento contínuo dessas mulheres. O objetivo deste estudo foi identificar a influência da menopausa na saúde mental de mulheres com transtornos de humor e analisar as ações de enfermagem na promoção do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da região Sul de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, voltada à compreensão das experiências, percepções e impactos da menopausa na vida dessas mulheres. Os resultados evidenciaram que a menopausa repercute significativamente na saúde mental das participantes, estando associada ao agravamento de sintomas depressivos e ansiosos, alterações cognitivas relacionadas à memória e concentração, distúrbios do sono, mudanças na autoestima, na sexualidade e na percepção da imagem corporal. Também foram identificadas fragilidades na oferta de orientações e cuidados específicos voltados ao climatério no contexto da saúde mental. Conclui-se que o objetivo proposto foi alcançado, uma vez que foi possível compreender a influência da menopausa na intensificação do sofrimento psíquico de mulheres com transtornos de humor e reconhecer a importância da enfermagem no cuidado integral a essa população. Destaca-se a necessidade de fortalecer ações educativas, assistenciais e multiprofissionais voltadas ao climatério, promovendo cuidado humanizado, qualificado e centrado nas necessidades biopsicossociais das mulheres.