Análise do perfil clínico de pacientes com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica submetidos à elastografia hepática transitória

Contexto: A Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) apresenta um risco significativo de progressão para esteato-hepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Diante de sua relevância clínica, torna-se fundamental a análise do perfil clínico de pacientes com MASLD submetidos à elastografia hepática transitória (EHT), visando compreender os fatores associados à evolução da doença. Objetivo: Analisar o perfil clínico de pacientes acometidos por MASLD e avaliar a correlação entre os achados de ultrassonografia convencional (USG) e EHT. Métodos: Estudo transversal realizado com 22 pacientes diagnosticados com MASLD, submetidos à EHT em uma clínica localizada no extremo sul de Santa Catarina. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado, abrangendo variáveis clínicas e sociodemográficas, como sexo, idade, peso, altura, presença de diabetes mellitus tipo 2 e/ou hipertensão arterial sistêmica, além do grau de esteatose hepática identificado em exames prévios de USG abdominal. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 57,77 anos, com distribuição equitativa entre os sexos. Dos avaliados, 40,9% apresentaram índice de massa corporal dentro da faixa de eutrofia, e 68,2% tinham comorbidades metabólicas (DM2 e/ou HAS). Foi observada correlação entre os achados da USG e da EHT, especialmente nos casos com maior gravidade de esteatose e fibrose, com associação estatisticamente significativa entre os métodos diagnósticos (p = 0,038). No entanto, verificaram-se inconsistências: enquanto a USG apontou graus moderado a severo de esteatose em algumas amostras, a EHT classificou 45,5% dos pacientes como grau 0 (F0), indicando ausência de fibrose hepática. Tais discordâncias sugerem diferenças na sensibilidade diagnóstica entre os métodos. Conclusão: Indivíduos mais velhos e com comorbidades metabólicas apresentam maior risco para MASLD. Embora tenha sido observada certa correlação entre os achados da USG e da EHT, as divergências entre os métodos reforçam a importância da EHT como ferramenta complementar na detecção precoce da fibrose hepática.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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