Relação do quadro clínico com exames diagnósticos em pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada do sul catarinense
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Introdução: A epilepsia, um dos transtornos neurológicos mais comuns do mundo, apresenta um diagnóstico difícil, em alguns casos, afetando o tratamento adequado das crises. Tal problemática está associada, na maioria das vezes, à discordância entre os exames de diagnósticos e o quadro clínico. Objetivo Geral: Avaliar a relação entre os resultados de exames de imagem e o quadro clínico atual de pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada no sul catarinense. Métodos: Foi desenvolvido um estudo transversal onde foram avaliados 83 pacientes portadores de epilepsia em uma clínica privada no extremo sul catarinense. Os pacientes foram analisados através de prontuários e neles foram coletadas as seguintes informações: dados sociodemográficos, classificação e clínica de epilepsia, frequência das crises, número de medicamentos para o controle da condição, laudo do eletroencefalograma (EEG) e da ressonância magnética de crânio (RM). Resultados: Foram analisados 78 prontuários, com predomínio de mulheres (52,6%) entre 41 e 60 anos. Crises generalizadas foram mais frequentes (50%) e, entre as focais, o lobo temporal foi o mais acometido (66,7%). Sintomas tônico-clônicos foram os mais relatados (39,7%). A maioria dos pacientes (54,7%) apresentou controle em monoterapia. Não foram encontradas associações significativas entre sintomas e achados de EEG (p = 0,326) ou RM (p = 0,551). Conclusões: Os achados reforçam a complexidade da epilepsia e a importância da avaliação clínica individualizada. A dissociação entre manifestações clínicas e exames complementares evidencia a necessidade de abordagens integradas, reconhecendo que nem sempre os métodos diagnósticos tradicionais refletem diretamente a apresentação clínica dos pacientes.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.