Radiofrequência não ablativa para melhora do tônus vaginal em distúrbios do assoalho pélvico
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Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da radiofrequência não ablativa no tônus vaginal em mulheres com distúrbios do assoalho pélvico. Métodos: Foram avaliadas 28 mulheres atendidas em uma Unidade Básica de Saúde, em um ambulatório de ginecologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense e em uma clínica particular de ginecologia em Criciúma, Santa Catarina. A seleção das participantes foi realizada a partir da análise de prontuários, abrangendo mulheres diagnosticadas com algum distúrbio do assoalho pélvico. Cada participante realizou três sessões de radiofrequência não ablativa e respondeu a questionários elaborados pelas autoras na primeira sessão e 15 dias após a última sessão. Os
questionários avaliaram o nível de frouxidão vaginal e sintomas dos distúrbios do assoalho pélvico, permitindo a comparação dos efeitos do tratamento. Além disso, foram obtidas informações sociodemográficas e melhorias observadas após o tratamento. Resultados: A partir dos resultados encontrados, pode-se concluir que a radiofrequência não ablativa promoveu uma melhora significativa no tônus vaginal em mulheres com distúrbios do assoalho pélvico, além de reduzir sintomas associados como a sensação de prolapso e os episódios de incontinência urinária. Observou-se também um aumento na satisfação sexual relacionado à
melhora da lubrificação e sensibilidade vaginal, evidenciando benefícios tanto fisiológicos quanto na qualidade de vida das participantes. Conclusão: A radiofrequência não ablativa é uma alternativa eficaz e promissora para o tratamento conservador dos distúrbios do assoalho pélvico, proporcionando melhora no tônus vaginal e alívio dos sintomas associados. Seu uso pode representar uma opção para mulheres que buscam evitar procedimentos cirúrgicos ou que ainda não têm indicação invasiva.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.