Prevalência de doenças metabólicas em pacientes com hipertensão em um ambulatório universitário no Extremo Sul Catarinense
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Fundamentos: A hipertensão é uma doença crônica com alta incidência no território brasileiro. Apesar do amplo conhecimento sobre as doenças metabólicas e hipertensão de maneira isolada, estudos locais são necessários para descrever o perfil epidemiológico dessa associação e seus impactos. Objetivos: Avaliar a prevalência de pacientes com doença hipertensiva e doenças metabólicas concomitante. Métodos: Realizado estudo com 130 pacientes hipertensos, entre novembro de 2024 e março de 2025 atendidos no ambulatório de cardiologia universitário. Foram avaliados o perfil epidemiológico, exames laboratoriais, aferições de pressão no momento da consulta, uso de medicações e hábitos de vida. A investigação da distribuição das variáveis quantitativas quanto à normalidade foi realizada por meio da aplicação do teste de Kolmogorov Smirnov.
Resultados: Avaliamos 130 pacientes hipertensos, dos quais 55 (42,6%) possuíam DM e 97 (77,6%) possuíam dislipidemia. Ademais os exames avaliados demonstraram glicemia de jejum com média 112,9 mg/dL, hemoglobina glicada de 6,29%, colesterol total 183,79 mg/dL, LDL 109,71 mg/dL e HDL 47,32 mg/dL. Cerca de 38,7% apresentavam pressão elevada e 36,1% continuavam hipertensos mesmo com o uso de medicação anti-hipertensiva. Conclusão: O controle adequado das doenças metabólicas é essencial para evitar descompensações hipertensivas e reduzir o risco cardiovascular. A avaliação dos perfis glicêmico e lipídico dos pacientes contribuiu para decisões clínicas mais eficazes e prevenção de complicações.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.