Trabalho de Conclusão de Curso (ENF)

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    A saúde mental como desafio no exercício da enfermagem na atenção primária
    (2026-07) Oliveira, Letícia Valim de; Patrício, Miriam Duarte; Salvaro, Maria Salete
    A saúde mental dos profissionais de enfermagem tem se tornado um tema de crescente relevância no contexto da Atenção Primária à Saúde, considerando as demandas emocionais, assistenciais e gerenciais presentes nesse nível de atenção. A equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental na assistência à saúde, estando constantemente exposta a situações que exigem equilíbrio emocional, tomada de decisão e cuidado integral ao usuário. Nesse contexto, fatores como sobrecarga de trabalho, alta demanda assistencial, insuficiência de recursos humanos e responsabilidades múltiplas podem impactar diretamente o bem-estar psicológico desses profissionais. O estudo tem como objetivo analisar os impactos na saúde mental da equipe de enfermagem na atenção primária. Como problema de pesquisa “quais os impactos na saúde mental da equipe de enfermagem na atenção primária?”. A metodologia utilizou-se de pesquisa exploratória e de campo, com abordagem qualitativa, onde foi aplicada entrevista semi-estruturada aos profissionais de enfermagem em unidades básicas de saúde de um município do sul do estado de Santa Catarina. A análise foi realizada através da categorização dos dados. Os resultados mostram que os pesquisados são enfermeiros, que trabalham, em sua maioria, entre 31 e 40 horas semanais, e que realizam horas extras ou dobram o turno de trabalho frequentemente ou às vezes. A maioria sente que o excesso de trabalho afeta sua saúde mental, afetando a qualidade de vida, o sono e o estado físico e mental. Sobre os impactos na saúde, apresentam sintomas como ansiedade, estresse, desgaste físico e mental, depressão e fadiga. Já buscaram apoio psicológico ou psiquiátrico quando necessário, para tomar medicações ou para tratamento antidepressivo, e já pensaram em mudar de profissão ou diminuir a carga horária em virtude do cansaço mental. O apoio ou suporte à saúde é ofertado apenas quando solicitado, de acordo com os pesquisados, sendo que o principal desafio que afeta a saúde mental é a carga horária e a sobrecarga de trabalho ou de tarefas, além da falta de profissionais e alta demanda. Para lidar com o estresse, tomam medicações, tentam descansar e buscam ajuda. Conclui-se que há a necessidade de adequação de pessoal, organização das jornadas de trabalho e implementação de programas de cuidado em saúde mental nas instituições.
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    Transição dos cuidados hospitalares para o domicílio e o papel do cuidador
    (2026-07) Souza, Thalia Machado de; Zugno, Paula Ioppi
    INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional aumenta a incidência de doenças crônicas, que podem levar as pessoas a graus de dependência e a necessidade de cuidados contínuos. Nesse contexto, os cuidados paliativos tornam-se essenciais para preservar a qualidade de vida e reduzir o sofrimento. E a atenção à pessoa com alta dependência exige cuidados específicos, representando desafios ainda maiores quando realizados por cuidadores familiares. No domicílio, muitos impasses dificultam a realização de cuidados de enfermagem e podem comprometer o tratamento de saúde. OBJETIVO: Identificar como acontece a transição dos cuidados do hospital para o domicílio e o papel do cuidador em um programa de atendimento domiciliar. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória de campo, realizada com cuidadores familiares e enfermeiros do serviço de atendimento domiciliar em um município do Sul Catarinense. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas realizadas presencialmente, por meio de roteiro pré-elaborado. Os dados foram analisados segundo a técnica de análise de conteúdo de Bardin. RESULTADOS: Evidenciaram-se dificuldades de natureza emocional, socioeconômica e estrutural relacionadas à continuidade dos cuidados. No processo de transição do ambiente hospitalar para o domiciliar, os cuidadores relataram sentimentos ambivalentes, marcados pelo alívio da alta hospitalar e pelo receio diante das novas responsabilidades do cuidado. Além disso, foram identificadas fragilidades na comunicação entre as instituições de saúde. A partir disso, emergiram três categorias das entrevistas com os cuidadores: Adaptação ao Papel do Cuidador, Orientações e Apoio Profissional e Complexidade dos Cuidados. E duas categorias das entrevistas com os enfermeiros: Integração entre Instituições de Saúde e Fatores que Interferem no Cuidado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A transição dos cuidados para o domicílio envolve variáveis relacionadas tanto aos cuidadores quanto à organização do sistema de saúde. Dessa forma, torna-se essencial a elaboração de estratégias como a implementação da interoperabilidade dos sistemas de saúde, e de projetos de educação permanente, com vistas à promoção da segurança do paciente e à qualificação da assistência domiciliar.
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    Alternativas para o choque septico: uso da HSP70, estudo pré clinico
    (2026-07) Pinho, Rita de Cássia Oliveira; Dominguini, Diogo
    O presente estudo aborda a sepse como uma síndrome complexa e de alta mortalidade, caracterizada por disfunção orgânica decorrente de resposta inflamatória desregulada, podendo evoluir para choque séptico. Diante da relevância clínica e do impacto global da doença, o objetivo foi avaliar os efeitos da administração de HSP70 recombinante sobre parâmetros hemodinâmicos e marcadores de estresse oxidativo em ratos Wistar submetidos ao choque séptico. Trata-se de um estudo experimental, com delineamento controlado, no qual a sepse foi induzida pelo método de ligação e perfuração cecal (CLP). Os animais foram divididos em grupos controle (Sham), sepse com reposição volêmica e sepse tratada com HSP70, sendo avaliados parâmetros como pressão arterial média, frequência cardíaca e biomarcadores de dano oxidativo (MDA, carbonila e nitrito/nitrato) em diferentes órgãos. Os resultados demonstraram que a sepse induziu significativa instabilidade hemodinâmica, caracterizada por hipotensão persistente e alterações na frequência cardíaca, além de aumento expressivo do dano oxidativo tecidual. Em contrapartida, a administração de HSP70 promoveu estabilização da pressão arterial e da frequência cardíaca, prevenindo alterações tardias associadas ao choque séptico. Adicionalmente, observou-se uma redução significativa dos marcadores de dano oxidativo em todos os tecidos analisados, indicando efeito protetor e modulador da resposta inflamatória. Esses achados sugerem que a HSP70 atua na preservação da homeostase celular e na redução dos danos induzidos pelo estresse oxidativo. Conclui-se que a HSP70 apresenta um potencial terapêutico promissor no manejo do choque séptico, contribuindo para a melhora dos parâmetros hemodinâmicos e a atenuação da lesão oxidativa. Apesar das limitações relacionadas ao modelo experimental e à ausência de análise em longo prazo, o estudo fornece evidências relevantes que podem subsidiar futuras pesquisas e aplicações clínicas. Destaca-se, ainda, o papel fundamental da enfermagem na monitorização e no cuidado ao paciente séptico, sendo essencial para a implementação de intervenções precoces e baseadas em evidências.
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    A importância do diagnóstico precoce da endometriose na saúde da mulher
    (2026-07) Germano. Larissa de Oliveira Mendes; Santiago, Maria Madalena
    A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando principalmente mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico tardio da doença permanece como um importante desafio para os serviços de saúde, contribuindo para o agravamento dos sintomas e comprometimento da qualidade de vida das pacientes. O presente estudo teve como objetivo discutir a importância do diagnóstico precoce da endometriose na saúde da mulher, identificando seus impactos na qualidade de vida e as contribuições da enfermagem para o reconhecimento precoce da doença. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa e de campo, realizada por meio de revisão bibliográfica e da aplicação de questionário estruturado com mulheres diagnosticadas com endometriose. A coleta de dados foi realizada com dez mulheres diagnosticadas com endometriose e acompanhadas na Unidade Saúde da Mulher do município de Criciúma, Santa Catarina, utilizando questionário estruturado. Os resultados demonstraram que os sintomas mais relatados pelas participantes foram fadiga, dor pélvica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, inchaço abdominal e dor intestinal. Observou-se ainda que parte significativa das participantes possuía histórico familiar positivo para a doença, evidenciando possível influência genética no seu desenvolvimento. Os dados revelaram impactos significativos na qualidade de vida das mulheres, especialmente nos aspectos físicos, emocionais, profissionais e reprodutivos. Conclui-se que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações, preservar a fertilidade, melhorar a qualidade de vida e favorecer a implementação de intervenções terapêuticas mais eficazes. Destaca-se ainda a importância da atuação da enfermagem na identificação precoce dos sintomas, educação em saúde e assistência humanizada às mulheres acometidas pela endometriose.
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    A percepção do enfermeiro e técnicos de enfermagem no cuidado à mulher em situação de perda gestacional: um estudo em um hospital no sul de Santa Catarina
    (2026-07) Costa, Maria Eduarda Teixeira; Valerim, Gabriela Martins
    Introdução: A gestação é um período marcado por intensas transformações físicas e emocionais, estando associada à expectativa da maternidade. Contudo, a perda gestacional representa uma ruptura dolorosa nesse processo, impactando profundamente a mulher, sua família e os profissionais envolvidos na assistência. Diante dessa realidade, torna-se fundamental compreender como os profissionais de enfermagem percebem e conduzem o cuidado prestado às mulheres que vivenciam o luto gestacional. Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo investigar a percepção de enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital de médio Porte do Sul de Santa Catarina, localizado no sul de Santa Catarina, acerca do cuidado oferecido às pacientes em situação de perda gestacional. Método: Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, transversal e de campo, realizada com profissionais atuantes nos setores do Centro Obstétrico, Maternidade, Bloco Cirúrgico e Clínica Cirúrgica da instituição. Resultado: Os participantes foram selecionados conforme critérios de atuação direta na assistência e experiência mínima de seis meses no setor em que atua. Os dados foram analisados segundo a técnica de análise de conteúdo. Participaram da pesquisa 46 profissionais, a partir da análise das respostas, emergiram cinco categorias: sentimentos que emergem os profissionais durante o cuidado, habilidades utilizadas pelos profissionais durante o atendimento às pacientes e familiares, dificuldades encontradas pelos profissionais no processo de cuidado e atuação frente a perda gestacional, problemas institucionais e limitações estruturais identificadas pelos profissionais no contexto de atuação e soluções melhorias apontadas pelos profissionais para qualificar o atendimento e a assistência prestada. Considerações finais: Por fim, entendeu-se por meio deste estudo a humanização da assistência à perda gestacional requer ambientes acolhedores, capacitação permanente, atuação multiprofissional e suporte emocional aos profissionais de saúde, sendo fundamental o compromisso institucional na criação de condições que favoreçam um cuidado integral, ético e sensível às famílias enlutadas.
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    Percepções dos pacientes com dor crônica que fazem uso das práticas integrativas na rede de saúde pública de Criciúma/SC
    (2026-07) Francelino, Leonardo Amâncio; Guedin, Thaynara de Souza; Rigo, Flavia Karine
    A dor crônica é uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. O manejo da dor crônica constitui um desafio para os profissionais de saúde e para os próprios pacientes. Nesse contexto, as práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) emergem como estratégias terapêuticas que ampliam as possibilidades de cuidado, buscando atender o paciente em sua integralidade — corpo, mente e espírito. O estudo teve como objetivo analisar as experiências e percepções do paciente com dor crônica que faz uso das práticas integrativas na rede pública de saúde do Município de Criciúmas/SC. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, realizado no Espaço Terapêutico IntregraMente, localizado no município de Criciúma/SC, tendo como instrumento de coleta de dados um questionário semiestruturado com perguntas abertas e fechadas aplicado aos pacientes atendidos no local. Participaram do estudo 14 pacientes com diagnóstico de dor crônica, predominando o sexo feminino, com faixa etária entre 35 e 70 anos. As práticas integrativas mais utilizadas foram acupuntura, auriculoterapia e reiki, sendo a maioria realizada semanalmente. Os participantes relataram melhora significativa da dor, do sono, da disposição física, da realização das atividades diárias e da qualidade de vida. Também foram identificados benefícios emocionais, como redução da ansiedade e melhora do bem-estar emocional. Conclui-se que as práticas integrativas apresentaram impacto positivo na percepção dos pacientes em relação ao controle da dor crônica e à melhoria da qualidade de vida, fortalecendo o cuidado humanizado e integral ofertado pelo Sistema Único de Saúde. Entretanto, destaca-se a necessidade de novos estudos com amostras maiores e diferentes contextos assistenciais para ampliar as evidências científicas sobre a efetividade dessas práticas.
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    Avaliação dos indicadores a partir do uso de protocolo de dor torácica em unidades de pronto atendimento na região carbonífera
    (2026-07) Cechinel, Matheus Henrique Anacleto; Vicente, Kélven Gomes; Tessmann, Mágada
    O protocolo de dor torácica é um conjunto de ações e procedimentos de atendimento a pacientes que apresentam dor no peito, desenvolvido pelo enfermeiro atuante nas unidades de pronto atendimento, a partir do acolhimento e da classificação de risco. O presente trabalho propõe avaliar os indicadores a partir do uso de protocolos de dor torácica em unidades de pronto atendimento em um município da região carbonífera. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, documental e de campo. Os resultados mostraram que o atendimento decorrente de dor torácica foi maior no sexo biológico masculino, com idade entre 56 e 65 anos, tendo diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e tabagismo como comorbidades. O tempo de acolhimento e de realização de eletrocardiograma foi menor que 10 minutos, com marcadores adequados, e o desfecho principal envolveu alta, transferência para hospital de referência ou unidade básica de saúde e óbito. Conclui-se que as unidades de pronto atendimento cumprem o protocolo adequado de dor torácica quanto ao acolhimento, à realização de eletrocardiograma e aos marcadores, mas apresentam indicadores a melhorar quanto à ausência de dados referentes ao tipo de infarto agudo do miocárdio para os casos em que se confirmou a síndrome coronariana aguda.
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    A influência da menopausa na saúde mental das mulheres com transtornos de humor: o papel do enfermeiro no cuidado integral
    (2026-07) Souza, Heloísa Cardoso de; Fontana, Silvia Pereira
    A menopausa é um processo natural na vida da mulher, caracterizado pela cessação da função ovariana e por intensas mudanças hormonais, físicas e emocionais. Em mulheres com transtornos de humor, como depressão e transtorno bipolar, essa fase pode representar um período de maior vulnerabilidade emocional, favorecendo o agravamento dos sintomas psíquicos e comprometendo a qualidade de vida. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel fundamental por meio do acolhimento, da escuta qualificada e do acompanhamento contínuo dessas mulheres. O objetivo deste estudo foi identificar a influência da menopausa na saúde mental de mulheres com transtornos de humor e analisar as ações de enfermagem na promoção do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da região Sul de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, voltada à compreensão das experiências, percepções e impactos da menopausa na vida dessas mulheres. Os resultados evidenciaram que a menopausa repercute significativamente na saúde mental das participantes, estando associada ao agravamento de sintomas depressivos e ansiosos, alterações cognitivas relacionadas à memória e concentração, distúrbios do sono, mudanças na autoestima, na sexualidade e na percepção da imagem corporal. Também foram identificadas fragilidades na oferta de orientações e cuidados específicos voltados ao climatério no contexto da saúde mental. Conclui-se que o objetivo proposto foi alcançado, uma vez que foi possível compreender a influência da menopausa na intensificação do sofrimento psíquico de mulheres com transtornos de humor e reconhecer a importância da enfermagem no cuidado integral a essa população. Destaca-se a necessidade de fortalecer ações educativas, assistenciais e multiprofissionais voltadas ao climatério, promovendo cuidado humanizado, qualificado e centrado nas necessidades biopsicossociais das mulheres.
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    Avaliação do desenvolvimento de delirium e do dano oxidativo em modelo animal de esclerose múltipla
    (2026-07) Rodrigues, Endrielen Martins; Luz, Gustavo Agostinho da; Dominguini, Diogo
    A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central (SNC) caracterizada por inflamação, desmielinização e neurodegeneração. Embora o comprometimento cognitivo seja amplamente descrito em pacientes com EM, a relação entre essa patologia e o desenvolvimento de delirium ainda é pouco compreendida. O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda, multifatorial, marcada por alterações na atenção e cognição, com grande impacto clínico. Evidências sugerem que mecanismos como inflamação cerebral, disfunção mitocondrial e dano oxidativo estão presentes na fisiopatologia de ambas as condições. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo investigar a predisposição ao desenvolvimento de delirium em um modelo animal de EM, com ênfase na análise de marcadores de dano oxidativo em estruturas cerebrais, como o córtex frontal e o hipocampo e no soro. Para isso, foi utilizado um modelo experimental de encefalomielite autoimune experimental (EAE), induzido pela imunização com glicoproteína da mielina do oligodendrócito (MOG) em camundongos, os quais foram distribuídos em grupos experimentais, incluindo grupo controle, grupo EAE e grupo EAE associado à indução de delirium. A avaliação comportamental foi realizada por meio de testes de atividade locomotora e comportamento exploratório, considerando parâmetros como locomoção total e comportamento de rearing, além do acompanhamento da progressão da incapacidade motora por meio de escala clínica específica para EAE. Ao final do período experimental, foram coletadas amostras de córtex frontal, hipocampo e soro para análise de marcadores de dano oxidativo, incluindo indicadores de dano lipídico e proteico. Os resultados demonstraram que os animais submetidos à EAE apresentaram redução significativa da atividade locomotora e do comportamento exploratório, evidenciando comprometimento motor característico do modelo experimental, além de aumento significativo dos marcadores de dano oxidativo nas estruturas cerebrais analisadas e no soro, especialmente no grupo submetido ao duplo insulto (EAE + delirium), indicando intensificação do estresse oxidativo. Entretanto, apesar do aumento do dano oxidativo e da inflamação sistêmica, os testes comportamentais relacionados à memória de habituação de curto e longo prazo não demonstraram alterações significativas entre os grupos experimentais. Conclui-se que a associação entre EAE e delirium promove aumento do estresse oxidativo cerebral sem agravamento significativo das alterações cognitivas neste estágio da doença, sugerindo maior impacto da neuroinflamação sobre vias motoras do que sobre circuitos cognitivos.
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    Efeito da desregulação metabólica (obesidade/RI) sobre a cognição após sepse: achados em modelo animal
    (2026-07) Oliveira, Elizabete Nascimento de; Moro, Joice Rodrigues; Dominguini, Diogo
    A sepse é uma condição grave caracterizada por uma resposta inflamatória desregulada frente à infecção, associada a altas taxas de mortalidade e a possíveis sequelas cognitivas persistentes. A evolução do quadro pode ser influenciada pelo estado de saúde prévio do paciente, especialmente na presença de comorbidades metabólicas, como obesidade e resistência à insulina, que mantêm o organismo em um estado inflamatório crônico de baixo grau e podem intensificar a resposta inflamatória durante a sepse. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da desregulação metabólica sobre o comprometimento cognitivo após a sepse. Trata-se de um estudo experimental realizado em modelo animal, no qual ratos foram submetidos à indução de obesidade e resistência à insulina, seguidos da indução de sepse. Foram avaliados aspectos relacionados à função cognitiva, níveis glicêmicos, marcadores inflamatórios e alterações neurobiológicas. Os resultados demonstraram que a associação entre sepse e desregulação metabólica intensifica a inflamação sistêmica e a neuroinflamação, contribuindo para piora do desempenho cognitivo. Conclui-se que a obesidade e a resistência à insulina potencializam os danos cognitivos após a sepse, evidenciando a importância do controle metabólico na prevenção de desfechos neurológicos adversos.
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    Estresse ocupacional em vacinadores de salas de vacina: impactos na saúde e na qualidade do atendimento
    (2026-07) Farias, Eduarda Tavares de; Vieira, Karina dos Santos; Hoepers, Neiva Junkes
    As salas de vacina são ambientes de alta complexidade na Atenção Primária à Saúde, onde a combinação de demandas intensas, múltiplas responsabilidades e exigências emocionais torna os vacinadores especialmente vulneráveis ao estresse ocupacional. Objetivos: Investigar os fatores que contribuem para o estresse em vacinadores de salas de vacina e analisar suas consequências na saúde mental e na prática profissional. Método: Estudo quantitativo, descritivo e exploratório, realizado com 40 vacinadores da Atenção Primária à Saúde de um município do Extremo Sul Catarinense. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário sociodemográfico, Escala de Estresse no Trabalho (JSS) e Escala de Estresse Percebido (PSS-14). Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por mulheres (38), com predominância de profissionais entre 36 e 50 anos. Entre os participantes, 18 relataram histórico de afastamento por doença, incluindo casos de ansiedade, depressão e síndrome de Burnout. A sobrecarga de funções, o acúmulo de atividades além da sala de vacina, a pressão por metas e a impaciência dos usuários foram identificados como os principais fatores estressores. As estratégias de enfrentamento mais citadas incluíram manter a calma, apoio familiar, uso de medicamentos e acompanhamento psicológico. A JSS evidenciou altas demandas psicológicas e apoio social moderado, enquanto a PSS indicou estresse percebido moderado (27,4 pontos). Conclusão: O estresse ocupacional entre vacinadores está relacionado a fatores organizacionais, emocionais e estruturais, impactando a saúde física e mental dos profissionais. Torna-se essencial fortalecer o suporte institucional, promover ações de valorização profissional e implementar estratégias de cuidado psicológico, visando à melhoria das condições de trabalho e da qualidade da assistência prestada à população.
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    Eventos adversos no paciente hospitalizado relacionados a queda, flebite e cadeia medicamentosa
    (2026-07) Goettems, Cibele Cristina; Rosso, Letícia Macarini; Tereza, Denise Maccarini
    Introdução: A segurança do paciente constitui prioridade nas políticas de saúde nacionais e internacionais, sendo os eventos adversos indicadores essenciais da qualidade assistencial. Entre os eventos de maior prevalência e impacto clínico no ambiente hospitalar, destacam-se as quedas de pacientes, a flebite associada ao cateter venoso periférico e as falhas na cadeia medicamentosa. O presente estudo teve como objetivo identificar e analisar os eventos adversos registrados no sistema de notificação do Núcleo de Segurança do Paciente de um hospital de médio porte localizado no sul do estado de Santa Catarina, no período de janeiro de 2024 a fevereiro de 2026. O problema central investigado refere-se à qualidade e à completude dos registros disponíveis e à capacidade do sistema de notificação de retratar a realidade assistencial da instituição. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, descritivo e retrospectivo, fundamentado na análise de dados secundários provenientes do banco de dados eletrônico do Núcleo de Segurança do Paciente. A população do estudo é constituída pela totalidade dos 251 registros de eventos adversos inseridos no sistema no período investigado, em abordagem censitária. Os dados foram coletados por meio de instrumento padronizado, organizados em planilha eletrônica com dupla digitação e submetidos à análise estatística descritiva com cálculo de frequências absolutas e relativas. Resultados: Os resultados evidenciaram que, em 2024, não houve registro formal de nenhum evento adverso nas categorias investigadas. Em 2025, dos 226 registros gerais, apenas 12 (5,3%) apresentavam detalhamento suficiente para análise; em 2026 parcial, dos 25 registros, somente 2 (8,0%) atendiam aos critérios de inclusão. No conjunto dos dois períodos, 94,7% e 92,0% dos registros, respectivamente, foram classificados como notificação incompleta por ausência de categorização específica ou por campos essenciais em branco. Dos 14 registros adequadamente documentados, a flebite associada ao cateter venoso periférico foi o evento mais frequente, seguida de falhas na etapa de administração de medicamentos; nenhum registro de queda apresentava preenchimento adequado. Conclusão: Conclui-se que a subnotificação estrutural supera 92% dos registros analisados, comprometendo a capacidade da instituição de monitorar, analisar e prevenir os eventos adversos mais prevalentes. O Núcleo de Segurança do Paciente investigado existe formalmente, mas tem encontrado dificuldades em cumprir sua missão de transformar os dados dos incidentes em ciclos de melhoria contínua da qualidade assistencial. Recomenda-se o investimento prioritário na reestruturação dos processos de notificação, na educação permanente das equipes e na consolidação de uma cultura de segurança justa e não punitiva, como estratégias essenciais para a proteção dos pacientes hospitalizados.
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    Relação entre traumas na infância e transtornos mentais na vida adulta através de relatos de usuários em um CAPS na região Sul de Santa Catarina
    (2026-07) Duarte, Ana Karolina Botelho; Uggioni, Pietra; Maciel, Amanda Luiz
    INTRODUÇÃO: A infância representa uma etapa fundamental para a formação emocional, cognitiva e social do ser humano. Nesse período, o indivíduo constrói as bases de sua personalidade, da autoestima e da capacidade de lidar com emoções e relações interpessoais. Quando essa fase é marcada por experiências adversas, como negligência, abuso físico, emocional ou sexual, abandono ou exposição a situações de violência, podem ocorrer impactos duradouros no desenvolvimento psíquico. OBJETIVOS: Compreender a relação entre traumas vivenciados na infância e o desenvolvimento de transtornos mentais na vida adulta, analisando as percepções dos usuários atendidos em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e suas implicações para a prática da enfermagem em saúde mental. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida com usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A pesquisa contou com a participação de seis usuários do CAPS , identificados por codinomes para garantir o anonimato. Os relatos evidenciaram experiências traumáticas marcadas por violência física, psicológica e sexual, negligência afetiva, abandono parental, perdas precoces e ausência de acolhimento durante a infância. Observou-se que essas vivências permaneceram associadas a repercussões emocionais significativas na vida adulta, incluindo ansiedade, depressão, ideação e tentativa de suicídio, dificuldades relacionais, sentimentos de solidão e dependência emocional. Os resultados foram organizados em cinco categorias temáticas relacionadas às vivências traumáticas na infância, às repercussões emocionais na vida adulta, à relação entre trauma e transtornos mentais, ao papel do CAPS e da enfermagem no cuidado em saúde mental e às estratégias de prevenção e cuidado humanizado. CONCLUSÃO: Os relatos evidenciaram que experiências traumáticas vivenciadas na infância permaneceram presentes ao longo da vida, influenciando diretamente a forma como os participantes percebem a si mesmos, estabelecem vínculos afetivos e enfrentam situações de sofrimento emocional. Os achados reforçam a importância de práticas de cuidado em saúde mental que considerem a trajetória de vida dos usuários e os impactos duradouros das experiências traumáticas na infância.
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    Associação entre sintomatologia depressiva e processos infecciosos: um estudo transversal
    (2026-07) Caio, Ana Carolina Cândido; Réus, Gislaine Zilli
    O transtorno depressivo maior caracteriza-se por uma condição mental de potencial incapacitante. Consolida-se como a terceira causa de óbitos entre jovens. Evidências sugerem o envolvimento de vias neuroinflamatórias mediadas por processos infecciosos na fisiopatologia do transtorno. Diante desse cenário, torna-se importante investigar os riscos que possam interligar o histórico infeccioso à depressão. O presente trabalho teve como objetivo analisar a associação entre internação hospitalar por infecção em qualquer momento da vida e a depressão. Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa, realizado no município de Criciúma. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, individuais e presenciais, conduzidas por integrantes da Unidade de Pesquisa em Depressão do Laboratório de Psiquiatria Translacional da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Foram aplicados o questionário sociodemográfico, a MINI para diagnóstico de transtornos psiquiátricos, a escala de Hamilton para depressão, a escala de Hamilton para ansiedade, uma escala de ritmos biológicos, uma escala de funcionalidade e uma escala para avaliação dos níveis de estresse. Os dados foram então tabulados e aplicados métodos estatísticos apropriados a cada análise. A amostra foi composta por 93 participantes; destes, 70 sem diagnóstico de depressão e 23 com o diagnóstico. Os resultados não demonstraram diferença entre os indivíduos com ou sem diagnóstico de depressão quanto à condição de terem sido previamente internados por um processo infeccioso, nem quanto às variáveis socioeconômicas. Dos que apresentaram internação, a mais frequentemente associada foi a infecção respiratória. Indivíduos com diagnóstico de depressão apresentaram maior severidade dos sintomas ansiosos, maior prejuízo funcional, piores ritmos biológicos e maiores níveis de estresse, em comparação com indivíduos sem diagnóstico de depressão. Conclui-se que, embora não tenha sido identificada associação estatisticamente significativa entre infecção e depressão na amostra, indivíduos com depressão apresentam alterações psicológicas que podem estar associadas a outros mecanismos biológicos.
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    Enfrentamento da equipe de enfermagem diante de emergências obstétricas no período intraparto
    (2026) Dicksen, Amanda Rodrigues; Cardoso, Natália Machado; Tessmann, Mágada
    A atuação do enfermeiro nas emergências obstétricas é essencial para a promoção do bem-estar materno e fetal, envolvendo ações preventivas e assistenciais. Esse profissional é responsável pela identificação precoce de sinais de risco, monitorização dos sinais vitais e tomada de decisões rápidas diante de alterações clínicas. Além disso, atua no manejo de intercorrências durante o parto, realizando medidas de estabilização até a chegada de suporte especializado, bem como oferecendo assistência humanizada e apoio emocional. Presente em todos os níveis de atenção à saúde, o enfermeiro contribui significativamente para a redução de complicações e da mortalidade materno-fetal por meio de um acompanhamento qualificado e contínuo. O presente estudo tem como objetivo discutir o enfrentamento da equipe de enfermagem durante emergências obstétricas no período intraparto em um hospital no extremo sul catarinense. Sendo utilizado como método a abordagem qualitativa, descritiva e de campo. Resultados: Observou-se que enfermeiras e técnicas de enfermagem reconhecem a presença de protocolos para emergências como hemorragias, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, prolapso de cordão e distócias. As principais dificuldades são as falhas de comunicação, o relacionamento hierárquico difícil, a exigência de condutas fora do escopo profissional, o turnover e a estrutura física limitada. Como facilitadores, destacam-se a integração da equipe, a presença de médico obstetra 24 horas e a oferta de treinamentos. Embora haja apoio institucional para capacitações, constatou-se a ausência de gerência e enfermeira obstetra no período noturno. Conclusões: Os protocolos ainda não são acessíveis a todos os membros da equipe. As falhas de comunicação podem ser mitigadas por estratégias como o uso de Situação, Antecedentes, Avaliação e Recomendação (SBAR), ferramenta de comunicação assertiva é fundamental para a segurança do paciente em centros obstétricos. O suporte institucional deve ser fortalecido por meio da revisão de convênios e da oferta de serviços em tempo real, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento do processo de trabalho.
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    Acesso e adesão à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV de usuários acompanhados no Programa de Atenção Municipal às DST/HIV/AIDS (PAMDHA) no município de Criciúma
    (2026-07) Silva, Allisson Coral da; Pedroso, Ana Leticia Mandelli; Valerim, Gabriela Martins
    Introdução: A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) permanece como um importante desafio de saúde pública, exigindo estratégias de prevenção eficazes e sensíveis às diferentes realidades sociais. A PrEP constitui uma ferramenta fundamental da prevenção combinada, apresentando elevada eficácia quando utilizada de forma contínua e acompanhada adequadamente. Entretanto, o acesso aos serviços de saúde e a adesão ao uso da PrEP ainda representam desafios no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Identificar como ocorre o acesso e o processo de adesão à PrEP ao HIV, desde o primeiro atendimento até o uso contínuo do medicamento, entre usuários acompanhados no Programa Municipal de DST/HIV/Aids (PAMDHA) de Criciúma. Método: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo, realizada por meio de questionário eletrônico, composto por questões fechadas e abertas, aplicado aos usuários da PrEP. As questões fechadas foram analisadas de forma descritiva, enquanto as respostas às questões abertas foram submetidas à Análise de Conteúdo, conforme proposta por Bardin, sendo a interpretação orientada pela abordagem da pesquisa qualitativa em saúde de Minayo. Resultados: Participaram do estudo 10 usuários da PrEP acompanhados no PAMDHA no município de Criciúma/SC, dos quais oito se identificaram como homossexuais e dois como bissexuais. A análise dos dados possibilitou a construção de quatro categorias temáticas: I.Caracterização dos participantes da pesquisa; II.Formas de acesso à informação sobre a PrEP; III.Experiências dos usuários no acompanhamento da PrEP; e IV.Desafios cotidianos para manutenção da adesão à profilaxia. Os resultados evidenciaram que a PrEP é percebida como estratégia de proteção e segurança sexual, sendo o acesso à informação predominantemente mediado por redes sociais, amigos e parceiros. Também foram identificadas barreiras relacionadas aos horários de atendimento, disponibilidade de consultas e estigma, enquanto o acolhimento e a atuação da equipe multiprofissional, especialmente da enfermagem, mostraram-se importantes para o fortalecimento do vínculo e da adesão ao acompanhamento. Considerações finais: Conclui-se que o acesso e a adesão à PrEP são influenciados por fatores individuais, sociais e organizacionais. O acolhimento, a atuação da equipe multiprofissional e o acesso à informação mostraram-se fundamentais para a continuidade do cuidado, enquanto barreiras relacionadas ao serviço e ao estigma podem interferir na permanência dos usuários no acompanhamento.
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    Olhar dos enfermeiros e gestores da área materno-infantil sobre a implantação de um Banco de Leite Humano em um hospital público
    (2026-07) Arcenego, Amália Antonio; Tessmann, Mágada
    O Banco de Leite Humano é um serviço especializado responsável pela promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, além da coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição de leite humano pasteurizado para recém-nascidos prematuros, de baixo peso ou hospitalizados. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo compreender a percepção e o nível de entendimento dos gestores e enfermeiros assistenciais da área materno-infantil sobre o funcionamento e a importância da implantação de um Banco de Leite Humano em um hospital público do Extremo Sul Catarinense. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e de campo, realizada com enfermeiros assistenciais, coordenadores e gerente de enfermagem atuantes nos setores materno-infantis da instituição. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário semiestruturado, sendo os dados analisados conforme a Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Os resultados evidenciaram que os participantes reconhecem a importância do banco de leite humano para a promoção do aleitamento materno, redução da morbimortalidade neonatal e qualificação da assistência materno-infantil. Além disso, foram identificados benefícios relacionados ao fortalecimento do cuidado humanizado, apoio às puérperas, segurança alimentar dos recém-nascidos e melhoria dos indicadores institucionais. Entretanto, os participantes também apontaram desafios relacionados à estrutura física, recursos financeiros, capacitação profissional para efetiva implantação do serviço. Conclui-se que a implantação de um Banco de Leite Humano no hospital estudado é percebida de forma positiva pelos profissionais participantes, sendo considerada uma estratégia relevante para fortalecimento das políticas públicas de incentivo ao aleitamento materno e qualificação da assistência neonatal e materno-infantil.
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    Por trás dos sorrisos: o adoecimento mental invisível de um grupo de trabalhadores da enfermagem catarinense
    (2026-07) Martins, Alfred Junior Oliveira; Dagostin, Valdemira Santina
    Introdução - A depressão e a ansiedade figuram entre os principais agravos à saúde mental da atualidade, sendo consideradas importantes causas de afastamento laboral entre profissionais de enfermagem. A constante exposição a elevados níveis de estresse, à sobrecarga de trabalho e a ambientes laborais altamente exigentes contribui para o adoecimento mental desses trabalhadores, impactando negativamente sua qualidade de vida e a segurança da assistência prestada aos pacientes. Santa Catarina foi selecionada como cenário do estudo por apresentar um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil e por ser frequentemente apontado em pesquisas como um estado com boas condições de saúde. Entretanto, observa-se a ocorrência expressiva de diagnósticos relacionados a transtornos mentais entre profissionais de enfermagem. O objetivo foi descrever o perfil profissional da enfermagem que foram afastados nos últimos cinco anos. Metodologia - Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e documental, baseado em dados de notificação de afastamentos por transtorno mental de profissionais de enfermagem registrados no CEREST/SC, compreendendo o período de 2020 a 2024. Os resultados evidenciaram um pico de afastamentos no ano de 2022, com 330 casos registrados. Houve predominância de técnicos de enfermagem (80%), do sexo feminino (88,5%), na faixa etária de 30 a 39 anos (34,1%), de raça/cor branca (89,9%), com ensino médio completo (55%) e vínculo empregatício regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) (94,0%). Observou-se ainda que a maioria dos casos (92,1%) ocorreu no ambiente de trabalho da instituição contratante. Os achados reforçam a associação entre as condições laborais e o adoecimento mental dos profissionais de enfermagem, evidenciando a necessidade de implementação de políticas e estratégias voltadas à promoção da saúde mental, prevenção dos transtornos mentais e comportamentais e fortalecimento das ações de cuidado aos trabalhadores da enfermagem. Conclusão - os resultados poderão subsidiar intervenções dos serviços de saúde na elaboração de medidas de proteção e valorização da categoria.
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    Percepção da pessoa com câncer: contribuições para o cuidado integral
    (2026-07) Monteiro, Vitória Pereira; Zugno, Paula Ioppi
    Introdução: O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade no mundo e representa uma experiência complexa que afeta não apenas o corpo físico, mas também as dimensões emocionais, sociais e espirituais do indivíduo. A percepção da pessoa com câncer sobre sua doença e tratamento influencia diretamente sua adesão terapêutica, qualidade de vida e enfrentamento diante das mudanças impostas pelo processo oncológico. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel essencial no cuidado integral, promovendo ações que valorizam o diálogo, o acolhimento, a escuta sensível e o respeito às individualidades de cada pessoa. Objetivo: Identificar, na perspectiva da pessoa com câncer, de que maneira os cuidados de enfermagem contribuem para o processo de enfrentamento da doença. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva de campo realizada em uma Casa de Apoio a Pessoas com Câncer no Sul de Santa Catarina. Resultados: O estudo contou com 10 participantes com câncer, com idades entre 41 e 79 anos, predominando mulheres e pessoas com baixa escolaridade. O câncer de mama foi o diagnóstico mais frequente, seguido por câncer de intestino e outros tipos. Os tratamentos mais utilizados incluíram quimioterapia, radioterapia, cirurgia e terapia hormonal. Da análise dos dados, emergiram cinco categorias principais: Comunicação e Cuidado de Enfermagem: Construindo Vínculos; Suporte Psicológico e o Cuidado Integral; Vivenciando os efeitos colaterais do tratamento oncológico: Desafios e Enfrentamentos; Sugestões Importantes para Melhorar o Cuidado e Caminhos para qualificar o cuidado: Sugestões para a Prática Assistencial, evidenciando a importância dos cuidados de enfermagem, do apoio emocional e dos materiais educativos na promoção da autonomia e continuidade do cuidado. Conclusão: Os resultados evidenciam que as orientações de enfermagem são fundamentais no enfrentamento do câncer, contribuindo para a compreensão do tratamento, adesão terapêutica e qualidade de vida. Destaca-se a importância de orientações individualizadas, do vínculo e da comunicação efetiva. A utilização de tecnologias educativas, como cartilhas, mostra-se relevante para promover autonomia e autocuidado.
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    Saúde mental na Atenção Primária: a percepção do enfermeiro na organização do cuidado e suporte assistencial
    (2026-07) Souza, Tamy Gasen Oleques; Teixeira, Aline Rodrigues; Cardoso, Carine dos Santos
    A saúde mental tem se consolidado como uma das principais demandas na Atenção Primária à Saúde, exigindo dos profissionais de enfermagem competências que articulem cuidado clínico, acolhimento e organização do processo assistencial no território. Nesse contexto, a enfermagem assume papel estratégico na coordenação do cuidado, na escuta qualificada e na articulação com a Rede de Atenção Psicossocial. Entretanto, desafios relacionados à sobrecarga de trabalho, fragilidades na integração entre os serviços e limitações estruturais podem comprometer a resolutividade das ações em saúde mental na atenção primária. Diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo compreender a percepção dos enfermeiros da Atenção Primária à Saúde de um município no sul de Santa Catarina sobre a organização do cuidado e a execução da assistência em saúde mental no território. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida com 12 enfermeiros atuantes na Estratégia Saúde da Família. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com profissionais que possuem experiência mínima de seis meses na atenção primária do município, buscando compreender percepções, práticas e dificuldades relacionadas ao atendimento de usuários em sofrimento psíquico. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo temática, que permitiu identificar categorias relacionadas à organização do cuidado, às estratégias assistenciais e às barreiras institucionais enfrentadas pelos profissionais. Os resultados confirmam uma grande sobrecarga de trabalho e acúmulo de funções, o que torna o cuidado mecânico, compromete a escuta qualificada e acaba levando ao adoecimento das equipes. Além disso, nota-se a insuficiência da educação permanente por parte do município, a escassez de protocolos bem definidos e uma tendência à medicalização. Como enfrentamento, as enfermeiras utilizam o vínculo com pacientes e Agentes Comunitários de Saúde para melhor coordenar o cuidado. Assim, conclui-se que há um descompasso entre as diretrizes de humanização e a realidade do serviço, fazendo com que a assistência dependa majoritariamente do compromisso ético e da intuição profissional. Logo, evidencia-se a necessidade de estudos futuros sobre a prevalência de Burnout na atenção básica, a perspectiva dos usuários sobre a medicalização e a efetividade real do matriciamento com os CAPS.