Trabalho de Conclusão de Curso (ENF)
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Item type: Item , Gestão de materiais e medicamentos nas Estratégias de Saúde da Família(2024-12) Rissatti, Maria Eduarda Warmeling; Rocha, Renata; Dagostin, Valdemira SantinaO presente estudo tem como ponto principal a gestão de materiais e medicamentos nas Estratégias de Saúde da Família (ESF), tendo em vista, ser de fundamental importância para garantir um atendimento eficiente e de qualidade. A implementação de boas práticas de gestão, aliada ao treinamento de profissionais e a participação da comunidade, pode resultar em melhorias significativas na saúde da população. Objetivos: Verificar a compreensão dos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família sobre a gestão de materiais e medicamentos. Método: A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, foi realizada com 18 enfermeiras das ESF’s de um município de Santa Catarina, por meio de entrevista semiestruturada, com perguntas semiabertas. Resultados: Os achados revelam que a gestão é uma atividade complexa, apresentando vulnerabilidades no sistema de controle de estoque, evidenciando diferenças entre as quantidades registradas e as realmente disponíveis. É perceptível que a comunicação com o almoxarifado é eficaz, mas a falta de transparência sobre custos limita o uso racional dos recursos. A ausência de um profissional exclusivo para farmácia compromete a eficiência do processo, sobrecarregando as enfermeiras que desempenham múltiplas funções. Também foi observado que a formação contínua dos profissionais é fundamental para aprimorar a gestão de insumos e minimizar perdas. Conclusão: Melhorias são recomendadas, incluindo padronização de processos, inventários regulares e capacitação em gestão de custos. Estas ações visam reduzir desperdícios, otimizar o uso de recursos e fortalecer a assistência prestada. Este estudo destaca a necessidade de políticas públicas que valorizem e apoiem a gestão de recursos pelas enfermeiras, essencial para a sustentabilidade e qualidade dos serviços de saúde pública.Item type: Item , Caracterização das mulheres com distopia pélvica atendidas em um centro de saúde especializado do Sul de Santa Catarina(2024-12) Pizzoni, Bruna Soares; Viana, Francine Teixeira; Gulbis, Karina CardosoA distopia pélvica ou prolapso genital consiste no deslocamento de um órgão para fora de sua posição original, onde há projeção pelo hiato vaginal quando sintomático, devido ao enfraquecimento do assoalho pélvico. São considerados órgãos pélvicos que podem ser acometidos: o útero, vagina, intestino e bexiga urinária. Muitas mulheres sofrem com essa condição, e, pode levar a impactos em sua qualidade de vida. Sendo assim, buscou-se: Caracterizar as mulheres com distopia pélvica atendidas em um centro de saúde especializado. Trata-se de um estudo quantitativo, censitário, de campo, descritivo realizado em um Centro de Saúde Especializado do sul de SC. A coleta de dados se deu a partir da leitura dos prontuários e entrevista aplicada em mulheres diagnosticadas com distopias pélvicas. A análise foi realizada a partir de planilhas de Excel® e SPSS® e testes estatísticos comparativos entre variáveis. Os resultados foram descritos utilizando tabelas com média, desvio padrão, percentual e frequência absoluta. Ao final, foi obtida uma amostra de 15 mulheres diagnosticadas com diferentes tipos de prolapso de órgãos pélvicos, das quais aceitaram participar da pesquisa e assinaram o termo (TCLE). A maioria das mulheres possuem o diagnóstico de cistocele de forma isolada, mas, algumas apresentam retocele ou prolapso uterino concomitante. Em sua maioria, apresentaram mais de um fator de risco, sendo a faixa etária, a multiparidade, o parto vaginal, menopausa e o IMC elevado os mais importantes. Além disso, foi observado um impacto importante na percepção de saúde geral e no aspecto emocional das participantes, relacionados aos danos gerados pela distopia pélvica. Conclui-se que a enfermagem, observando os fatores de risco e avaliando a distopia e seu reflexo na vida diária dessas mulheres pode promover a assistência qualificada no que se refere a saúde física e mental das mesmas.Item type: Item , Cuidados de enfermagem à pessoas em cuidados paliativos em fase final de vida: Perspectivas dos enfermeiros na Atenção Primária à Saúde(2025-12) Zanette, Yara Colle; Rosa, Vitória Regina da Silva da; Zugno, Paula IoppiINTRODUÇÃO: A fase final da vida, especialmente diante de doenças crônicas e progressivas, exige cuidados que promovam dignidade, alívio da dor e qualidade de vida. Os cuidados paliativos oferecem uma abordagem integral e humanizada, atendendo às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais. A enfermagem desempenha papel essencial nesse processo, atuando no cuidado contínuo e na orientação aos familiares. OBJETIVO: Identificar a percepção dos enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre os cuidados paliativos na fase final da vida. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, realizada com enfermeiros da APS no município de Criciúma–SC. A coleta de dados ocorreu remotamente, por meio de questionários eletrônicos semiestruturados. Os dados foram analisados segundo a técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin. RESULTADOS: A análise permitiu a construção de três categorias temáticas. A primeira, Cuidados de Enfermagem na fase final da vida na APS, evidenciou que os enfermeiros compreendem os cuidados paliativos como prática integral e centrada no alívio do sofrimento, destacando o manejo da dor, o cuidado domiciliar, a escuta ativa, o acolhimento emocional e a articulação em rede. A segunda categoria, Cartilha de orientação às famílias, revelou a necessidade de materiais educativos contendo orientações sobre controle de sintomas, higiene, alimentação, prevenção de lesões, sinais de agravamento e cuidados básicos, reforçando o papel educativo da enfermagem no apoio à família e ao cuidador. A terceira categoria, Dificuldades dos enfermeiros e familiares no cuidado paliativo domiciliar, evidenciou desafios como falta de capacitação específica, ausência de protocolos estruturados, limitações de tempo, fragilidades na comunicação sobre finitude e resistência familiar em aceitar a terminalidade. CONCLUSÃO: O estudo identificou a percepção de enfermeiros da APS sobre os cuidados paliativos na fase final da vida, evidenciando que os profissionais reconhecem essa prática como fundamental para promover conforto, dignidade e apoio emocional aos pacientes e familiares. Os resultados demonstraram que os pressupostos da pesquisa foram atendidos e que todos os objetivos específicos foram alcançados, revelando compreensão dos enfermeiros sobre a efetividade do cuidado domiciliar, os principais desafios enfrentados e as demandas recorrentes das famílias. Também se constatou a relevância de estratégias educativas, especialmente a elaboração de uma cartilha, apontada como ferramenta capaz de qualificar o cuidado e orientar os familiares no manejo de sintomas e no suporte emocional. As dificuldades relatadas, como ausência de capacitação específica, falta de protocolos estruturados e limitações na articulação da rede, reforçam a necessidade de educação permanente e de diretrizes claras para o atendimento paliativo na APS. Conclui-se que fortalecer práticas e instrumentos assistenciais pode aprimorar a segurança, a autonomia e a continuidade do cuidado no domicílio.Item type: Item , Fatores que dificultam a cicatrização de feridas crônicas em pacientes de um ambulatório de feridas do Sul de Santa Catarina(2025-12) Isé, Verônica Pirola; Gulbis, Karina CardosoAs feridas crônicas representam um desafio crescente nos serviços de saúde devido à sua elevada prevalência e ao impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. Conforme a literatura esses quadros clínicos principalmente acometem indivíduos idosos com comorbidades como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e insuficiência vascular, além de serem agravados por fatores sociais como baixa renda e escolaridade. A cicatrização dessas lesões envolve um processo biológico complexo que pode ser interrompido por diversos fatores locais e sistêmicos, exigindo um cuidado de enfermagem qualificado e contínuo. Este trabalho teve como objetivo investigar os fatores que dificultam a cicatrização de feridas crônicas em membros inferiores de pacientes atendidos em um ambulatório de feridas do Sul de Santa Catarina, para tanto, foi necessário identificar os principais tipos de feridas crônicas, verificar a presença de comorbidades, analisar fatores sociais e comportamentais que interferem no processo de cicatrização. Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa, exploratória, descritiva e de campo. A coleta de dados foi realizada em um ambulatório especializado, envolvendo pacientes com feridas crônicas em membros inferiores. Os dados foram submetidos à análise estatística com uso do software SPSS® e Excel. O estudo foi conduzido conforme as normas éticas da Resolução nº 466/2012 do CNS. A caracterização sociodemográfica da amostra evidenciou predomínio de pacientes idosos, com baixa escolaridade, renda familiar entre dois e três salários mínimos e prevalência do sexo masculino. As comorbidades mais frequentes foram hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia seguidas de obesidade, insuficiência venosa e depressão. A maior parte das lesões apresentaram etiologia vascular ou diabética. Observou-se também predominância das fases inflamatória e de granulação, indicando processos de reparo prolongados e frequentemente estagnados uma vez que a maturação seria a etapa desejada para essas lesões. Quanto aos hábitos de vida, verificou-se elevado índice de sedentarismo, ingestão frequente de açúcares e gorduras, ingestão proteica insuficiente e alto percentual de tabagismo. Desse modo, o estudo demonstrou que a cicatrização das feridas é prejudicada principalmente por comorbidades como diabetes e hipertensão, idade avançada, sedentarismo e alimentação inadequada. Esses fatores comprometem o metabolismo, a resposta inflamatória e a regeneração tecidual. Conclui-se que a cicatrização de feridas crônicas é um processo multifatorial, influenciado por fatores intrínsecos e extrínsecos, sendo esses relacionados às condições clínicas, estado nutricional, estilo de vida, adesão terapêutica e características locais da lesão. Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel central, articulando cuidado técnico, educação em saúde, acolhimento emocional e práticas sistematizadas. Assim, reforça-se a importância de uma abordagem multidisciplinar e integrada, com intuito de favorecer uma melhor evolução da clínica, para assim reduzir complicações, e, portanto, promover uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada aos pacientes com feridas crônicas.Item type: Item , A importância da implementação de um protocolo assistencial para o pré-natal na Atenção Primária em Saúde: padronização da assistência de enfermagem em um município do Extremo Sul Catarinense(2025-12) Moreira, Tainara Dahl; Hoffmam, Taylane Rocha; Rodolfo, Rozilda Lopes de SouzaA Atenção Primária à Saúde (APS) representa a porta de entrada prioritária ao Sistema Único de Saúde (SUS), sendo essencial para garantir a universalidade, integralidade e equidade do cuidado e o enfermeiro desempenha um papel estratégico nesse contexto, especialmente do acompanhamento pré-natal, promovendo cuidado humanizado e baseado em evidências. Diante disso, torna-se fundamental a existência de protocolos assistenciais que orientem e padronizem a prática profissional, garantindo qualidade e segurança no atendimento às gestantes. O objetivo deste estudo é conhecer a percepção dos enfermeiros da APS sobre a importância da implementação de um protocolo assistencial na padronização da atuação do enfermeiro na assistência ao pré-natal em um município do extremo sul catarinense. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, com abordagem compreensiva. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com nove enfermeiros atuantes nas unidades básicas de saúde do município de Forquilhinha, em Santa Catarina. A análise dos dados foi feita com base na análise de conteúdo, permitindo a compreensão das experiências e significados atribuídos pelos profissionais ao uso de protocolos na prática clínica. O estudo buscou contribuir para o fortalecimento das práticas de enfermagem no préprénatal, subsidiando estratégias de gestão e educação permanente voltadas à qualificação do cuidado. Os resultados apontaram que os enfermeiros reconhecem a relevância dos protocolos e possuem conhecimento satisfatório sobre suas diretrizes. Porém, constatou-se uma lacuna entre o conhecimento teórico e a aplicação prática, uma vez que sua utilização ainda não ocorre de forma sistemática na rotina assistencial. Esse cenário revela a necessidade de fortalecer a integração entre saber e fazer, promovendo a efetividade das recomendações do Ministério da Saúde. Também foi possível identificar que os protocolos ampliam o respaldo técnico e legal da atuação profissional e favorecem a autonomia do enfermeiro na assistência pré-natal. Entretanto, desafios como sobrecarga de atendimentos, tempo reduzido para consultas, questões estruturais e a baixa adesão de algumas gestantes impactam a plena implementação das ações previstas. Os participantes ainda destacaram a necessidade de capacitação contínua, especialmente devido à ao cumprimento das diretrizes é fundamental para fortalecer o uso efetivo dos protocolos. Conclui-se que sua aplicação contribui para um cuidado integral e seguro, promovendo melhores resultados no processo saúde-doença e na qualidade de vida materno-infantil. adoção recente do protocolo municipal. Dessa forma, o estudo evidencia que investir em educação permanente, condições de trabalho adequadas e incentivo gerencial.Item type: Item , Coleta de colostro antenatal em gestantes com diabetes gestacional: Conhecimento e capacitação no Programa de Automonitoramento Glicêmico Capilar (PAMGC)(2025-12) Menezes, Letycia da Luz de; Rocha, ZoraideIntrodução: O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) aumenta o risco de hipoglicemia neonatal, e a coleta de colostro antenatal constitui uma estratégia preventiva capaz de favorecer o aleitamento precoce. Contudo, essa prática ainda é pouco difundida entre gestantes e profissionais de saúde. Objetivo: Investigar o conhecimento de gestantes com DMG sobre a coleta de colostro antenatal e analisar o impacto de uma capacitação aplicada aos profissionais de enfermagem do Programa de Automonitoramento Glicêmico Capilar (PAMGC) na promoção e adesão à técnica. Método: Estudo quali-quantitativo conduzido com 20 gestantes e 7 profissionais de enfermagem. A coleta de dados foi organizada em três etapas: (1) identificação do conhecimento prévio por meio de questionários com perguntas semiestruturadas; (2) realização de uma capacitação estruturada direcionada às gestantes e aos profissionais; e (3) aplicação de questionários pós-intervenção para avaliar o impacto da ação educativa. Os dados foram analisados por meio de medidas descritivas e análise temática. Resultados: Entre as gestantes, 75% desconheciam a coleta de colostro antenatal e 75% nunca haviam recebido orientação profissional; embora 95% afirmassem saber o que é colostro, o conhecimento demonstrou-se superficial. Entre os profissionais, 42,9% não possuíam conhecimento prévio sobre a técnica. Após a capacitação, 100% relataram sentir-se seguros para orientar as gestantes, e 85,7% declararam intenção de incorporar o tema às consultas. A análise qualitativa mostrou redução de inseguranças, maior compreensão da técnica e fortalecimento do papel educativo da enfermagem. Conclusão: A capacitação ampliou o conhecimento de gestantes e profissionais, favoreceu a adesão à coleta de colostro antenatal e qualificou o cuidado pré-natal no contexto da DMG. A orientação humanizada e baseada em evidências mostrou-se fundamental para promover segurança materna e melhores desfechos neonatais.Item type: Item , Complicações relacionadas ao uso do cateter venoso central de inserção periférica (PICC) em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal(2025-12) Silva, Júlia Alves da; Boer, LyzianeTendo em vista que as complicações relacionadas ao uso do Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC) em recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) podem comprometer a segurança e o bem-estar do neonato, o presente estudo trata sobre as complicações associadas ao uso do PICC, a fim de identificar as principais intercorrências relacionadas à sua utilização no período de janeiro a junho de 2025. Para tanto, foi necessário analisar os casos de recém-nascidos que utilizaram o PICC durante a internação, buscar na literatura científica os fatores de risco associados às complicações, propor um plano de cuidados de enfermagem voltado à prevenção dessas ocorrências e elaborar uma cartilha educativa destinada à capacitação dos profissionais de enfermagem. Realizou-se, então, uma pesquisa quantitativa, exploratória e retrospectiva, por meio de um estudo censitário, com análise de 38 prontuários de recém-nascidos internados na UTIN de um hospital em estudo, utilizando como instrumento de coleta um questionário elaborado com base nas informações contidas nos registros dos prontuários. Os resultados evidenciaram que a maioria dos neonatos foi internada devido a doenças respiratórias, demonstrando o perfil clínico predominante na unidade. Observou-se que a principal complicação associada ao uso do PICC foi a infecção, representando 7,9% dos casos analisados. Entretanto, verificou-se que 76,5% dos cateteres foram retirados por término de tratamento, o que indica que, quando manejado de forma correta, o PICC é um dispositivo seguro e eficaz para o cuidado neonatal. Conclui-se que o conhecimento técnico, a capacitação contínua e a adoção de protocolos assistenciais padronizados são fundamentais para reduzir complicações e fortalecer a qualidade da assistência de enfermagem, garantindo maior segurança e melhor prognóstico aos recém-nascidos internados na UTIN.Item type: Item , Conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre os protocolos de segurança do paciente em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos do Sul Catarinense(2025-12) Felisbino, Henrique Vassoler; Magro, Isadora Hobold Dal; Zugno, Paula IoppiIntrodução: O envelhecimento populacional impõe desafios aos serviços de saúde, especialmente nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), onde a vulnerabilidade funcional exige cuidados seguros. A segurança do paciente é pilar essencial da qualidade assistencial, mas ainda há fragilidades na aplicação de protocolos como prevenção de quedas, lesões por pressão, higiene das mãos, administração de medicamentos e identificação dos pacientes. Objetivo: Identificar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre os protocolos de segurança do paciente em uma ILPI do sul catarinense. Metodologia: Pesquisa qualitativa, descritiva e de campo, com sete profissionais de enfermagem (enfermeiros e técnicos). A coleta ocorreu por entrevistas semiestruturadas e a análise utilizou categorização temática para identificar percepções, práticas e lacunas. Resultados: Os profissionais reconhecem a importância da segurança do paciente e possuem conhecimento técnico sobre prevenção de lesões por pressão, higiene das mãos e quedas. Contudo, há fragilidades como falta de padronização, falhas na identificação, checagem de medicamentos e baixa adesão aos cinco momentos da higiene das mãos. Destacam-se, porém, o comprometimento da equipe, mudanças de decúbito, uso de caixas individualizadas e propostas de melhorias, como treinamentos, pulseiras de identificação e ampliação do quadro de colaboradores. Conclusão: A segurança do paciente em ILPIs é um desafio contínuo, que requer capacitação, infraestrutura e fortalecimento da cultura de segurança. A equipe de enfermagem é central nesse processo, devendo contar com educação continuada e monitoramento de práticas seguras. Apesar das limitações, o estudo contribui para reflexões sobre a qualidade do cuidado e o papel da enfermagem na prevenção de eventos adversos, sugerindo futuras pesquisas em outras ILPIs e avaliação do impacto de checklists e indicadores de segurança.Item type: Item , Motivação dos técnicos de enfermagem que atuam em equipes da Estratégia Saúde da Família de municípios selecionados do Estado de Santa Catarina(2025-12) Silverio, Genifer Nunes; Soratto, JacksIntrodução: A atuação dos técnicos de enfermagem nas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) representa um elemento essencial para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Apesar de desempenharem funções essenciais no cuidado em saúde, esses profissionais enfrentam desafios significativos que impactam diretamente na sua motivação, como a sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e a falta de valorização profissional. Objetivo: Diante disso, o presente estudo tem como objetivo compreender os fatores que influenciam na motivação dos técnicos de enfermagem que atuam nas equipes de Saúde da Família (eSF) em municípios selecionados do estado de Santa Catarina, analisando as implicações dessa motivação na qualidade do cuidado ofertado à população. Métodos: Estudo qualitativo, de caráter exploratório e descritivo, realizado com 17 técnicos de enfermagem vinculados às eSF dos municípios. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) previamente selecionadas com base no desempenho avaliado pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). A análise dos dados foi conduzida por meio da técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin, utilizando o software Atlas.ti como ferramenta de apoio. O olhar teórico foi sustentado pelos referenciais das teorias motivacionais. Resultados: A partir da análise emergiram três categorias temáticas: a) Condições de trabalho e estabilidade profissional, com as subcategorias bom ambiente de trabalho, vínculo por concurso público, jornada reduzida, localização da UBS e remuneração adequada, que influenciam diretamente na motivação dos técnicos de enfermagem. b) Realização e satisfação pessoal, com as subcategorias vocação profissional, crescimento pessoal e satisfação no exercício das atividades, que constituem elementos motivacionais importantes, associados ao sentimento de reconhecimento e pertencimento. c) Cuidado e vínculo profissional, com as subcategorias integralidade do cuidado, proximidade com o paciente, vínculo com a equipe e autonomia no cuidado prestado, que se configuram como fatores que fortalecem o compromisso e a motivação para o trabalho na ESF. De modo geral, as três categorias revelam que a motivação dos técnicos de enfermagem resulta da interação entre aspectos pessoais, organizacionais e relacionais, refletindo diretamente na qualidade do cuidado prestado à população. Considerações finais: Conclui-se que o fortalecimento da motivação dos técnicos de enfermagem requer políticas de valorização profissional, melhoria das condições laborais, investimento em educação permanente e reconhecimento institucional, elementos fundamentais para qualificar as práticas na APS e fortalecer a ESF.Item type: Item , Perfil clínico e demográfico de pessoas com diabetes mellitus 1 de 0 a 18 anos atendidos pelo Sistema Único de Saúde em um município do Sul de Santa Catarina(2025-12) Serafim, Gabriela Rocha; Dimer, Liliana MariaIntrodução: O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma condição crônica que acomete principalmente crianças e adolescentes, exigindo acompanhamento contínuo para prevenção de complicações e manutenção do controle glicêmico. Conhecer o perfil clínico e demográfico dessa população na rede pública de saúde é essencial para avaliar a qualidade do cuidado e direcionar estratégias de intervenção. Objetivo: Analisar o perfil clínico e demográfico de crianças e adolescentes com DM1, de 0 a 18 anos, atendidos nos serviços públicos de saúde de um município do Sul de Santa Catarina. Método: Estudo quantitativo, descritivo, realizado a partir da análise de 73 prontuários clínicos. Foram coletadas variáveis como idade, sexo, faixa etária ao diagnóstico, tempo de diagnóstico, hemoglobina glicada, tipo de insulina utilizada, histórico familiar e frequência de consultas multiprofissionais. Também foi avaliado o regime terapêutico, observando-se o uso de insulinas basais e de ação rápida. Resultados: A amostra foi composta por 36 pacientes do sexo feminino (49,3%) e 37 do sexo masculino (50,7%). A faixa etária atual predominante foi de 10 a 15 anos (53,4%). A idade do diagnóstico concentrou-se principalmente entre 5 e 10 anos. O tempo médio desde o diagnóstico foi de 46,9 meses (DP = 29,7), variando entre 6 meses e 13 anos. Quanto ao tratamento, observou-se uso regular de insulinas basais disponibilizadas pelo SUS, especialmente NPH, enquanto o uso de análogos de ação prolongada, como glargina e detemir, foi menos frequente. Em relação ao controle glicêmico, 61,6% dos pacientes apresentaram hemoglobina glicada acima da meta recomendada, enquanto 28,8% estavam dentro do valor adequado e 9,6% não possuíam registro. Houve grande lacuna quanto ao histórico familiar, ausente em 83,6% dos prontuários. A média de consultas com endocrinologia foi de 5,2 atendimentos, com enfermagem de 5,9, nutrição de 1,3 e assistência social de 8,6, demonstrando heterogeneidade no acesso ao acompanhamento multiprofissional. Considerações finais: O estudo evidencia fragilidades importantes no registro clínico, predominância de pacientes fora das metas glicêmicas, variações no tipo de insulina utilizada e desigualdades no acesso às consultas multiprofissionais. Esses achados reforçam a necessidade de qualificação do acompanhamento contínuo e da organização do cuidado às crianças e aos adolescentes com DM1 na rede pública, contribuindo para o aprimoramento das políticas de saúde voltadas a essa população.Item type: Item , Norma Reguladora NR-01: a efetividade da gestão de enfermagem e o impacto da saúde mental dos trabalhadores(2025-12) Wanderlind, Bruna; Martins, Letícia Selau; Tereza, Denise MaccariniIntrodução: A Norma Regulamentadora nº 01 estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no ambiente de trabalho. Ela é fundamental para a criação de condições adequadas e sua implementação efetiva impacta a saúde mental dos profissionais e a eficácia da gestão de enfermagem, visto que esses profissionais estão frequentemente expostos a altos níveis de estresse, sobrecarga emocional e física. Objetivo: O presente estudo objetivou identificar os aspectos da implementação da referida norma e os desafios encontrados pelos gestores e demais profissionais relacionados à sua aplicação e à valorização da saúde mental, favorecendo a diminuição dos riscos psicossociais. Metodologia: Para a realização desta pesquisa, optou-se por uma abordagem qualitativa, de natureza observacional e transversal, com a aplicação de um questionário a trinta e um profissionais de enfermagem em uma instituição de saúde privada no extremo sul catarinense, cuja coleta se iniciou por meio da ferramenta Google Forms. Apresentação e análise de dados: A partir da análise dos questionários, observou-se que a maioria dos profissionais classificou seu conhecimento sobre a NR-01 como básico ou moderado. Apesar dessa limitação inicial, muitos demonstraram compreensão sobre a importância do gerenciamento de riscos ocupacionais e dos riscos físicos, biológicos, químicos, ergonômicos e psicossociais, destacando a aplicação prática do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e do Programa de Gerenciamento de Riscos. Houve ênfase na valorização da saúde mental no ambiente de trabalho, com reconhecimento da necessidade de programas de apoio psicológico para a redução do adoecimento mental e dos riscos psicossociais. Além disso, os participantes identificaram a Norma Regulamentadora nº 01 como uma norma que fortalece a segurança no trabalho, especialmente por meio de treinamentos, uso adequado de equipamentos de proteção individual e comunicação eficaz dos riscos. Apesar da percepção positiva, a análise revelou uma lacuna significativa na formação técnica e legal sobre a Norma. Essa deficiência destacou a necessidade de capacitação contínua, sobretudo para enfermeiros que atuam em cargos de gestão, os quais reconheceram o impacto direto dela em suas funções de liderança, prevenção e articulação institucional. Conclusão: Entende-se que os dados sugerem que, embora haja uma compreensão geral sobre os objetivos da Norma Regulamentadora nº 01, ainda é necessário fortalecer o seu conhecimento técnico e legal entre os enfermeiros, especialmente aqueles em cargos de gestão. A inclusão de temas, como saúde mental, nas discussões sobre riscos ocupacionais representa um avanço importante, mas deve ser acompanhada de capacitação sistemática e institucionalizada, de forma a garantir a efetividade das ações propostas no âmbito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e do Programa de Gerenciamento de Riscos.Item type: Item , Análise das vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K) em indivíduos com fibromialgia: Um estudo no contexto do grupo psicoterapêutico “De Bem Com Você”(2025-12) Gonçalves, Atauan Gomes; Colares, Kelly da Silva; Cardoso, Carine dos Santos; Dominguini, DiogoA fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e manifestações sistêmicas que comprometem significativamente a qualidade de vida. Além da dor, a síndrome está associada a alterações metabólicas e psicossociais, com impacto direto sobre a saúde mental. O estresse crônico decorrente do quadro pode elevar os níveis de cortisol e intensificar o desequilíbrio oxidativo, afetando vias neurobiológicas e contribuindo para sintomas de ansiedade, depressão, redução da resiliência e piora do bem-estar geral. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis séricos de vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K) e a saúde mental de indivíduos com fibromialgia, analisando variáveis como ansiedade, depressão e qualidade de vida. Trata-se de uma pesquisa transversal, de abordagem quantitativa e caráter exploratório, conduzida em campo com 14 participantes diagnosticados com fibromialgia e integrantes do grupo psicoterapêutico “De Bem Com Você”, vinculado ao Centro de Atenção Psicossocial do município de Sombrio, Santa Catarina. Foram utilizados instrumentos para avaliar o perfil sociodemográfico, a intensidade da dor, a qualidade de vida, a presença de sintomas ansiosos e depressivos e a resiliência dos participantes. Também foram coletadas amostras sanguíneas para análise laboratorial dos níveis de vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K). A análise estatística foi conduzida no software Statistical Package for the Social Sciences, empregando estatística descritiva e inferencial, com nível de significância estabelecido em p < 0,05. Os resultados indicaram predominância do sexo feminino entre os participantes, com maior frequência na faixa etária de 50 a 59 anos. Verificou-se correlação significativa entre níveis reduzidos das vitaminas C e D e piores indicadores de saúde mental, expressos por maiores escores de ansiedade, depressão e fadiga. A deficiência das vitaminas A e E também apresentou associação com menor qualidade de vida e pior qualidade do sono. Em contrapartida, os níveis de vitamina K permaneceram estáveis, não demonstrando correlação expressiva com os desfechos psicológicos avaliados. Conclui-se que o desequilíbrio nos níveis de vitaminas antioxidantes pode intensificar sintomas físicos e emocionais da fibromialgia, reforçando a relevância do acompanhamento nutricional como estratégia adjuvante ao tratamento psicoterapêutico. Nesse sentido, a integração entre alimentação adequada, suplementação vitamínica e acompanhamento multiprofissional configura-se como abordagem fundamental para a promoção do bem-estar e a melhoria da qualidade de vida de indivíduos com fibromialgia.Item type: Item , Análise dos níveis de estresse e suas estratégias de enfrentamento em profissionais de enfermagem atuantes nos setores materno-infantil do Sul do Estado de Santa Catarina(2025-12) Brehm, Andressa Pereira; Tereza, Denise MaccariniIntrodução: Este estudo buscou compreender os níveis de estresse vivenciados por profissionais de enfermagem que atuam em setores específicos da área da saúde, especialmente após os desafios impostos pela pandemia. O ritmo acelerado das mudanças sociais, os avanços tecnológicos e as exigências emocionais do cuidado com vidas, muitas vezes em estado vulnerável, têm contribuído para o desgaste físico e psicológico desses profissionais. Metodologia: trata-se de uma pesquisa, quantitativa, descritiva e de campo com a aplicação de um questionário a dez profissionais de enfermagem em uma instituição de saúde privada localizada no extremo sul catarinense. A coleta de dados foi iniciada por meio da ferramenta Google Forms. Apresentação e análise de dados: pesquisa analisou por meio de instrumentos validados, quais são os principais fatores que geram estresse no ambiente de trabalho e como isso afeta a saúde e o bem-estar da equipe de enfermagem. O instrumento de coleta de dados escolhido para aplicação é um modelo criado e aprovado para o uso por profissionais atuantes nos setores de cuidado à saúde mental (psicólogos e psiquiatras), tendo como objetivo analisar a carga de estresse gerada na amostra de pesquisa devido ao ambiente estressor. Conclusão: A pesquisa apresentou um resultado positivo, quanto ao esperado, mostrando como uma boa gestão de equipe além da importância com cuidado, dignidade e respeito ao trabalhador são de extrema importância para a manutenção de um ambiente saudável. Essa análise, o estudo espera ter contribuído com propostas que promovam um ambiente saudável e acolhedor, onde o cuidado com o outro também inclua o cuidado com quem cuida. A base principal para a resolução desse fator é a união e disposição tanto da gerência quanto da equipe de trabalho para que haja o enfrentamento do problema e sua solução, para isso pode ser utilizado atividades de integração que proponham a toda equipe, expressar seus sentimentos, positivos e negativos assim buscando soluções para as demandas observadas nas atividades.Item type: Item , Imunização extramuros: a prevalência e a busca por vacinas, além do Programa Nacional de Imunização (PNI)(2025-12) Muller, Alexia de Cassia Centeno; Rampinelli, Lais; Pavei, Susane Raquel PéricoA vacinação é uma das intervenções em saúde pública mais eficazes no controle e erradicação de doenças imunopreveníveis. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, estruturou-se como uma estratégia robusta e coordenada de acesso gratuito e universal às vacinas, garantindo a proteção da população contra diversas enfermidades. A atuação conjunta das redes pública e privada fortalece o sistema de saúde como um todo, reduzindo internações, gastos com tratamentos e a circulação de vírus e bactérias. O estudo teve como objetivo principal analisar a prevalência e os fatores determinantes da busca por vacinas que complementam o esquema oficial de imunização, caracterizando o fenômeno da Imunização Extra Muros, com foco nas vacinas Meningocócica B (MenB) e Pneumocócica 20V (P20). Trata-se de uma pesquisa documental, de abordagem quantitativa, realizada em uma clínica de vacinação privada na cidade de Criciúma (SC), cuja amostra consistiu na análise de 92 registros de pacientes (73 para MenB e 19 para P20). Os resultados demonstraram que a Imunização Extra Muros é um processo majoritariamente mediado pela ciência: a indicação profissional, seja pela orientação médica ou pelo cumprimento do calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), foi responsável pela quase totalidade das aplicações (acima de 93% em ambas as vacinas). Em relação à motivação para a busca na rede privada, o fator mais prevalente foi a Confiança no serviço e no atendimento da clínica (entre 36,98% e 42,10%), seguido pela Orientação do Pediatra e pelo desejo de Ampliar a Proteção, evidenciando que a escolha é impulsionada pela demanda por excelência e conveniência. Além disso, o estudo revelou que a reatogenicidade das vacinas, como a MenB (57,53% de febre/dor local), é um fator conhecido e aceito, reforçando que o risco da doença supera a preocupação com eventos adversos esperados. Conclui-se que a Imunização Extra Muros é uma escolha informada e justificada, atuando como um pilar complementar essencial ao sistema de saúde, sendo um fenômeno impulsionado pela recomendação profissional e pela valorização da qualidade do serviço privado.Item type: Item , A aplicação de estratégias de humanização durante a vacinação de adultos e crianças em uma Unidade Básica de Saúde(2025-12) Bratti, Taís Vitória Viola; Santiago, Maria MadalenaIntrodução: A vacinação, embora essencial para a prevenção de doenças, pode gerar dor e ansiedade, especialmente em crianças, impactando negativamente a adesão e a experiência do cuidado. Nesse contexto, estratégias de humanização vêm sendo incorporadas como alternativas para promover conforto e acolhimento durante os procedimentos vacinais. Objetivos: Identificar os efeitos da aplicação de estratégias de humanização no alívio da dor durante a vacinação de adultos e crianças em uma Unidade Básica de Saúde. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, realizada com 30 participantes, divididos entre grupo intervenção e grupo controle. As estratégias não farmacológicas incluíram crioterapia, vibração, distração e o uso de técnicas combinadas. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado, observação direta e aplicação de escalas de dor facial e numérica. Resultados e Discussão: Os resultados indicaram que os participantes submetidos às estratégias de humanização demonstraram maior tranquilidade, aceitação e conforto durante a vacinação. As técnicas mais eficazes percebidas foram a vibração e a combinação com a crioterapia, que favoreceram o alívio da dor e melhora comportamental, especialmente em crianças. Esses achados reforçam a relevância da humanização como componente fundamental na prática de enfermagem, contribuindo para o bem-estar do usuário. Conclusão: Conclui-se que a aplicação de métodos humanizados no processo vacinal contribui para a redução do desconforto físico e emocional, promovendo experiências mais positivas e acolhedoras durante o ato da vacinação.Item type: Item , Testagem rápida de ISTs em adolescentes: Uma análise qualitativa sobre as percepções e práticas dos enfermeiros na APS(2025-12) Souza, Pedro Henrique Luz de; Tomasi, Cristiane DamianiA adolescência é uma fase de transformações biopsicossociais que expõe os jovens a vulnerabilidades, incluindo as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), os enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) são profissionais centrais no acolhimento e na realização da testagem rápida (TR). Contudo, a abordagem desse público é complexa, permeada por desafios éticos, como o sigilo, lacunas formativas e barreiras institucionais, podendo gerar um "vazio assistencial". Com base nisso, o presente estudo tem como objetivo geral descrever a abordagem dos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família frente ao adolescente em processo de testagem rápida para ISTs na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em Unidades de Estratégia de Saúde da Família no município de Criciúma, SC. A amostra foi composta por 10 enfermeiros atuantes na ESF, selecionados por conveniência, sendo o critério de encerramento a saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais, presenciais e gravadas, com base em um roteiro semiestruturado, e a análise foi realizada seguindo a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. Como resultado, emergiram cinco categorias centrais. Evidenciou-se que a prática é marcada pela ausência de diretrizes e protocolos específicos para o público adolescente, levando os profissionais a atuarem com base no improviso. Esta lacuna, somada a uma formação acadêmica "adultocêntrica" e tecnicista, gera profunda insegurança profissional, cujo principal expoente é o dilema ético sobre o sigilo e a autonomia do adolescente. Para superar essas barreiras, os enfermeiros recorrem à escuta qualificada e ao diálogo como principais ferramentas para a construção do vínculo. Por fim, foi identificada uma crescente resistência na intersetorialidade, especialmente com as escolas, que por barreiras político-morais, dificultam ações de prevenção coletiva. O estudo conclui que existe um "vazio assistencial", reforçando a necessidade de protocolos institucionais e de estratégias de educação permanente para qualificar o cuidado ao adolescente na APS.Item type: Item , Atuação do enfermeiro no reconhecimento e assistência na sepse em Unidades de Terapia Intensiva no extremo sul catarinense(2025-12) Balbino, Paulo Henrique Andrade; Dominguini, DiogoA sepse é uma síndrome clínica grave resultante de uma resposta inflamatória desregulada a uma infecção, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Esses pacientes, frequentemente imunocomprometidos e expostos ao uso de dispositivos invasivos, apresentam maior risco para o desenvolvimento da condição. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para a sobrevida. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel essencial na vigilância contínua, no reconhecimento dos sinais clínicos e na implementação de protocolos assistenciais. A alta mortalidade associada à sepse em UTIs brasileiras evidencia a importância da atuação qualificada da enfermagem para prevenir complicações e melhorar os desfechos clínicos. O objetivo deste estudo foi conhecer a atuação do enfermeiro diante da assistência à sepse em UTIs de um hospital do Extremo Sul Catarinense. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, realizada com oito enfermeiros atuantes em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital localizado no Extremo Sul Catarinense. A coleta de dados foi conduzida por meio de entrevistas individuais, utilizando um questionário semiestruturado elaborado pelo pesquisador. Os resultados demonstraram que os enfermeiros apresentaram conhecimento satisfatório sobre o reconhecimento e manejo da sepse, destacando a importância da capacitação contínua e do uso de protocolos institucionais. Verificou-se que a atuação ágil e observação clínica do enfermeiro são determinantes para o diagnóstico precoce e a redução de complicações em pacientes sépticos. Conclui-se que o enfermeiro desempenha papel fundamental no enfrentamento da sepse, sendo essencial sua atualização constante e a adesão a práticas sistematizadas que promovam um cuidado seguro e eficaz.Item type: Item , A compreensão dos pais e responsáveis de crianças com diagnóstico de transtorno neurodivergente em acompanhamento em um CAPS Infanto-Juvenil na região Sul do país(2025-12) Batista, Maria Rita da Rosa; Guimarães, Paola de Souza; Maciel, Amanda LuizOs transtornos do neurodesenvolvimento, em especial o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), caracterizam-se por alterações persistentes no comportamento, na comunicação, na atenção e na regulação emocional, impactando diretamente o desempenho escolar, as relações sociais e a dinâmica familiar. No contexto brasileiro, o aumento de diagnósticos e a maior visibilidade desses transtornos evidenciam a necessidade de qualificar o cuidado em saúde mental infantojuvenil e de compreender como as famílias vivenciam esse processo. Nessa perspectiva o estudo teve como objetivo compreender como os pais e responsáveis de crianças diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), em acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), percebem e interpretam os transtornos e o processo de cuidado ofertado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada com sete participantes, pais e responsáveis por crianças atendidas no CAPSi do sul do país. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, e a análise seguiu a metodologia de Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Emergiram quatro categorias: o conhecimento dos pais e responsáveis sobre os transtornos; as dificuldades enfrentadas no cotidiano; o acolhimento e as orientações recebidas; e o papel do CAPSi na formação da percepção familiar. Os resultados evidenciaram que o conhecimento dos pais e responsáveis é construído gradualmente, a partir da vivência e do contato com a equipe multiprofissional. O acolhimento, a escuta qualificada e a orientação contínua mostraram-se fundamentais para o fortalecimento do vínculo entre família e serviço. Constatou-se que, apesar dos avanços, ainda persistem desafios como a sobrecarga emocional dos cuidadores e a limitação de recursos nos serviços públicos. Conclui-se que o CAPSi é um espaço essencial de aprendizagem, apoio e corresponsabilização, fortalecendo o cuidado humanizado e a atuação da enfermagem na promoção da saúde mental infantojuvenil.Item type: Item , Saúde mental materna em Criciúma (SC): Associação entre sintomas depressivos, estresse e bem-estar na Atenção Primária(2025-12) Pizzoni, Natalia Mendes; Tomasi, Cristiane DamianiA saúde mental materna é influenciada por fatores psicossociais e contextuais que podem afetar o bem-estar da gestante e o desenvolvimento fetal. A depressão gestacional, frequentemente subdiagnosticada na Atenção Primária à Saúde (APS), está associada a desfechos adversos para a mãe e o bebê. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de sintomas depressivos e os fatores associados entre gestantes atendidas na APS do município de Criciúma (SC). Trata-se de uma pesquisa quantitativa, transversal e analítica, realizada com 428 gestantes em acompanhamento pré-natal. Foram coletados dados sociodemográficos, gestacionais e psicossociais, e aplicados os instrumentos PHQ-9, PSS-14, Escala de Faces e WHOQOL-Bref. Os resultados evidenciaram alta prevalência de sintomas depressivos (50,9%), associada a fatores como estado civil, renda mensal, planejamento da gestação e número de consultas pré-natais. Gestantes com sintomas depressivos apresentaram maior nível de estresse percebido, pior qualidade de vida e menor bem-estar subjetivo. Conclui-se que a prevalência de sintomas depressivos entre gestantes na APS de Criciúma é elevada e relacionada a condições de vulnerabilidade socioeconômica e psicossocial. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer a APS como espaço de promoção e vigilância da saúde mental materna, por meio do rastreamento sistemático e do acolhimento pela enfermagem, visando uma assistência mais integral e humanizada.Item type: Item , Percepção dos profissionais de enfermagem sobre a identificação e manejo de dor com métodos não farmacológicos em neonatos na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado no Sul de Santa Catarina(2025-12) Mateus, Morgana Guimarães; Boer, LyzianeO manejo da dor em recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) representa um desafio constante para os profissionais de enfermagem, especialmente diante da incapacidade dos neonatos de expressarem verbalmente o que sentem. Este estudo teve como objetivo compreender a percepção da equipe de enfermagem sobre a identificação e o manejo da dor utilizando métodos não farmacológicos em um hospital privado localizado no Sul de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, descritiva e exploratória, realizada com 15 profissionais de enfermagem atuantes na UTIN, por meio de entrevistas semiestruturadas com perguntas abertas. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo, possibilitando a identificação de categorias temáticas. Os resultados evidenciaram que os profissionais reconhecem a importância dos métodos não farmacológicos no alívio da dor neonatal, destacando práticas como o contato pele a pele, a sucção não nutritiva, o banho, o enrolamento, a contenção facilitada, a musicoterapia e a administração de glicose oral. Observou-se também o uso frequente de escalas validadas, como a escala de avaliação de dor infantil neonatal, para avaliação da dor. Contudo, foram relatados desafios relacionados à dificuldade de identificar a dor em pacientes neonatos, por ainda não verbalizarem, e à necessidade de capacitação contínua da equipe. Conclui-se que a enfermagem desempenha papel essencial na detecção e manejo da dor neonatal, sendo indispensável o aprimoramento técnico e científico para garantir um cuidado humanizado, sensível e eficaz.