Do diagnóstico ao transplante de órgãos: abordagem da família na perspectiva da equipe da Comissão Hospitalar de Transplantes
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Introdução: O transplante de órgãos representa um importante avanço da medicina moderna e uma possibilidade de tratamento para pacientes que aguardam por um órgão. No entanto, apesar dos avanços no sistema de transplantes, a recusa familiar ainda constitui um dos principais desafios para a efetivação da doação. Nesse contexto, a abordagem familiar realizada pela Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) torna-se essencial, pois envolve comunicação clara, acolhimento humanizado e preparo técnico e emocional dos profissionais diante do diagnóstico de morte encefálica. Objetivo: Conhecer o processo de abordagem familiar conduzido pela Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) durante a abertura do protocolo de morte encefálica, analisando as experiências, percepções e desafios enfrentados pelos profissionais envolvidos. Metodologia: Tratou-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido em um hospital de grande porte no sul de Santa Catarina, envolvendo integrantes atuais e ex-integrantes da CHT. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, possibilitando a análise das vivências e significados atribuídos pelos participantes à sua prática profissional. Resultados e Discussão: Os resultados evidenciaram que a abordagem familiar é um processo complexo, permeado por desafios emocionais, comunicacionais e estruturais. Destacaram-se como fatores que favorecem a aceitação da doação, a comunicação clara e acolhedora, a compreensão da morte encefálica pelos familiares, o atendimento de qualidade e a atuação integrada da equipe multiprofissional. Por outro lado, a falta de conhecimento sobre o tema, crenças culturais e religiosas e dificuldades no entendimento do diagnóstico de morte encefálica foram apontadas como fatores associados à recusa familiar. Considerações Finais: A qualificação contínua dos profissionais, associada ao fortalecimento das estratégias de comunicação e acolhimento, contribui para a condução ética e humanizada da entrevista familiar, favorecendo a tomada de decisão consciente e podendo reduzir os índices de recusa à doação de órgãos.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de bacharel no curso de enfermagem da Universidade do Extremo Sul
Catarinense, UNESC.