Avaliação da prevalência dos níveis de ansiedade em acadêmicos de medicina que prestam atendimento nas clínicas integradas de uma universidade do Sul do país
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O presente trabalho visou conhecer a prevalência dos níveis de ansiedade, seus fatores de risco e suas repercussões em estudantes de medicina que atenderam nas Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Nesse estudo transversal, foram avaliados 233 estudantes de medicina da 5ª a 8ª fase da UNESC entre fevereiro e junho de 2024, através da aplicação de formulários on-line contendo um questionário acerca dos dados epidemiológicos e dos fatores predisponentes ou agravantes, juntamente com o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI). 70,4% dos participantes eram do sexo feminino, a média de idade foi de 22,81 ± 2,89 anos, 44,6% possuíam ansiedade mínima ou ausente, 27,5% ansiedade leve, 14,6% ansiedade moderada e 13,3% ansiedade grave. O sexo feminino correspondeu a 94,1% dos indivíduos com ansiedade moderada e 80,6% dos com grave. 21,9% dos acadêmicos referiram que a situação que mais gerava ansiedade foi ao realizar o exame físico, 71,0% dos com ansiedade grave referiram insegurança nos atendimentos e 93,5% dos com ansiedade grave referiram prejuízo no rendimento acadêmico. Esses resultados destacam a importância da presença e divulgação dos núcleos de atendimento à saúde mental nas universidades, capazes de guiarem e atenuarem sintomas dos transtornos de ansiedade, melhorando desempenho estudantil.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.