Avaliação do índice de massa corporal e perfil metabólico De pacientes com doença arterial coronariana

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No presente estudo foram analisados os principais fatores de risco associados à gênese da doença arterial coronariana. O sexo feminino foi o predominante e a idade teve relação com o aparecimento e a gravidade da doença. Dentre os participantes portadores de diabetes mellitus, a grande maioria estava com os níveis glicêmicos fora das metas de controle. A hipertensão arterial sistêmica foi o fator de risco mais correlacionado com a DAC, acometendo quase a totalidade dos participantes. Avaliando a associação entre hipertensão e diabetes mellitus, encontrou-se uma relação com infarto agudo do miocárdio maior do que a descrita em outros estudos. Os indivíduos classificados como excesso de peso compuseram quase a totalidade da amostra e, nos prontuários onde constava o valor de circunferência abdominal, a mediana classificou ambos os sexos como alto risco cardiovascular e preencheu critérios para síndrome metabólica. Em sequência teve-se de avaliar o índice de massa corporal, perfil metabólico e outros fatores de risco, em pacientes com doença arterial coronariana atendidos entre 2011 e 2021 no ambulatório de cardiologia de uma universidade no extremo sul catarinense. A pesquisa foi realizada a partir da análise de prontuários de pacientes com doença arterial coronariana, avaliando a prevalência dos principais fatores de risco para a doença. O presente estudo é observacional, descritivo, com coleta de dados secundários e abordagem quantitativa. De um total de 205 pacientes, a média de idade foi de 62,66 anos, sendo 56,1% do sexo feminino. 86,1% dos participantes possuíam índice de massa corporal ≥ 25, 90,7% eram portadores de hipertensão arterial sistêmica e 47,3% tinham diagnóstico de diabetes mellitus. O valor médio encontrado para circunferência abdominal foi de 106,36 cm para o sexo feminino e 108,92 cm no sexo masculino. A prevalência de infarto agudo do miocárdio prévio foi de 56,1%. Pode-se então concluir de que a hipertensão arterial sistêmica foi o fator de risco mais prevalente na amostra. Dentre os pacientes que haviam infartado previamente, houve prevalência de diabetes maior do que a relatada na literatura, e boa parte destes fora das metas glicêmicas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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