Percepção dos profissionais de enfermagem sobre a identificação e manejo de dor com métodos não farmacológicos em neonatos na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado no Sul de Santa Catarina
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O manejo da dor em recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva
Neonatal (UTIN) representa um desafio constante para os profissionais de
enfermagem, especialmente diante da incapacidade dos neonatos de expressarem
verbalmente o que sentem. Este estudo teve como objetivo compreender a
percepção da equipe de enfermagem sobre a identificação e o manejo da dor
utilizando métodos não farmacológicos em um hospital privado localizado no Sul de
Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, descritiva e exploratória,
realizada com 15 profissionais de enfermagem atuantes na UTIN, por meio de
entrevistas semiestruturadas com perguntas abertas. Os dados foram submetidos à
análise de conteúdo, possibilitando a identificação de categorias temáticas. Os
resultados evidenciaram que os profissionais reconhecem a importância dos
métodos não farmacológicos no alívio da dor neonatal, destacando práticas como o
contato pele a pele, a sucção não nutritiva, o banho, o enrolamento, a contenção
facilitada, a musicoterapia e a administração de glicose oral. Observou-se também o
uso frequente de escalas validadas, como a escala de avaliação de dor infantil
neonatal, para avaliação da dor. Contudo, foram relatados desafios relacionados à
dificuldade de identificar a dor em pacientes neonatos, por ainda não verbalizarem, e
à necessidade de capacitação contínua da equipe. Conclui-se que a enfermagem desempenha papel essencial na detecção e manejo da dor neonatal, sendo
indispensável o aprimoramento técnico e científico para garantir um cuidado
humanizado, sensível e eficaz.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.