A influência de fatores clínicos e da instabilidade de microssatélites no câncer colorretal com menos de 50 anos

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Introdução: O câncer colorretal (CCR) é um tumor maligno, sendo a segunda maior causa de óbito por neoplasias malignas no mundo. Atualmente, seu perfil epidemiológico vem sofrendo transformações, à custa do aumento do número de casos da doença em pacientes com menos de 50 anos. Desse modo, torna-se evidente a necessidade do estudo da influência clínica e genética em pacientes com câncer colorretal em idade precoce. Objetivo: Avaliar a influência de fatores clínicos e da instabilidade de microssatélites em pacientes com câncer colorretal precoce. Métodos: Foram avaliados dados clínico-epidemiológicos de 69 prontuários de pacientes com câncer colorretal, atendidos no hospital de alta complexidade no sul catarinense. A população analisada possuía idade entre 20-49 anos. Também foram avaliados laudos anatomopatológicos e imuno-histoquímicos, fornecidos por laboratório de patologia. Resultados: No período estudado, foi verificado aumento de diagnósticos de CCR precoce e um maior estágio clínico IV em menor média de idade em comparação ao estágio I. A instabilidade de microssatélites (MSI) foi verificada em 5 casos, dos quais 3 possuem assinatura genética característica de Síndrome de Lynch. Segundo a comparação dos desfechos de pacientes com e sem instabilidade de microssatélites, nenhuma população foi favorecida. Conclusão: Houve relação entre idade e estágio ao diagnóstico, destacando a necessidade de um melhor rastreio no Brasil. A análise de MSI auxilia no diagnóstico de síndromes familiares, na definição prognóstica e terapêutica. Assim, ampliar a realização de testes de MSI no CCR precoce contribui para um atendimento mais personalizado.

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Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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