Avaliação do desenvolvimento de delirium e do dano oxidativo em modelo animal de esclerose múltipla
| Título | Avaliação do desenvolvimento de delirium e do dano oxidativo em modelo animal de esclerose múltipla | |
| Autor | Rodrigues, Endrielen Martins | |
| Autor | Luz, Gustavo Agostinho da | |
| Orientador | Dominguini, Diogo | |
| Resumo / Abstract | A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central (SNC) caracterizada por inflamação, desmielinização e neurodegeneração. Embora o comprometimento cognitivo seja amplamente descrito em pacientes com EM, a relação entre essa patologia e o desenvolvimento de delirium ainda é pouco compreendida. O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda, multifatorial, marcada por alterações na atenção e cognição, com grande impacto clínico. Evidências sugerem que mecanismos como inflamação cerebral, disfunção mitocondrial e dano oxidativo estão presentes na fisiopatologia de ambas as condições. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo investigar a predisposição ao desenvolvimento de delirium em um modelo animal de EM, com ênfase na análise de marcadores de dano oxidativo em estruturas cerebrais, como o córtex frontal e o hipocampo e no soro. Para isso, foi utilizado um modelo experimental de encefalomielite autoimune experimental (EAE), induzido pela imunização com glicoproteína da mielina do oligodendrócito (MOG) em camundongos, os quais foram distribuídos em grupos experimentais, incluindo grupo controle, grupo EAE e grupo EAE associado à indução de delirium. A avaliação comportamental foi realizada por meio de testes de atividade locomotora e comportamento exploratório, considerando parâmetros como locomoção total e comportamento de rearing, além do acompanhamento da progressão da incapacidade motora por meio de escala clínica específica para EAE. Ao final do período experimental, foram coletadas amostras de córtex frontal, hipocampo e soro para análise de marcadores de dano oxidativo, incluindo indicadores de dano lipídico e proteico. Os resultados demonstraram que os animais submetidos à EAE apresentaram redução significativa da atividade locomotora e do comportamento exploratório, evidenciando comprometimento motor característico do modelo experimental, além de aumento significativo dos marcadores de dano oxidativo nas estruturas cerebrais analisadas e no soro, especialmente no grupo submetido ao duplo insulto (EAE + delirium), indicando intensificação do estresse oxidativo. Entretanto, apesar do aumento do dano oxidativo e da inflamação sistêmica, os testes comportamentais relacionados à memória de habituação de curto e longo prazo não demonstraram alterações significativas entre os grupos experimentais. Conclui-se que a associação entre EAE e delirium promove aumento do estresse oxidativo cerebral sem agravamento significativo das alterações cognitivas neste estágio da doença, sugerindo maior impacto da neuroinflamação sobre vias motoras do que sobre circuitos cognitivos. | pt |
| Data de publicação | 2026-07 | |
| Tipo | Trabalho de Conclusão de Curso - TCC | |
| Idioma | pt | |
| Palavras-chave | Esclerose múltipla | |
| Palavras-chave | Delirium | |
| Palavras-chave | Modelo animal | |
| Palavras-chave | Dano oxidativo | |
| Descrição | Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. | |
| Data de depósito | 2026-08-31T23:30:26Z | |
| Data de disponibilização | 2026-08-31T23:30:26Z | |
| URI | https://repositorio.unesc.net/handle/123456789/13154 |