Avaliação da atividade do sistema glinfático em modelo animal de traumatismo cranioencefálico

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O sistema glinfático (SG) possibilita a retirada de substâncias neurotóxicas do sistema nervoso central (SNC). Porém, esse mecanismo pode ser afetado pelo traumatismo cranioencefálico (TCE), mesmo em sua apresentação leve. Soma-se ainda o fato que tanto o TCE quanto a disfunção do SG podem causar dano cognitivo e sequelas em longo prazo. A partir disso, o objetivo deste artigo foi avaliar a atividade do SG e parâmetros de memória e aprendizado após indução de modelo animal de TCE leve. Para isso, foram utilizados 50 ratos Wistar divididos em dois protocolos experimentais com 25 animais em cada: 24 horas e 10 dias após a indução do modelo de TCE. Em ambos os protocolos houve o grupo controle (10 animais) e grupo TCE leve (15 animais). O TCE leve foi induzido nos animais sob anestesia, por queda livre de peso (400 g) de 1 metro de altura, através de um tubo cilíndrico metálico. Para os animais controles não houve queda de peso. Em 24 horas após o TCE, os níveis de EBA foram avaliados no cérebro e soro em ambos os grupos. Ainda, em 10 dias após a indução do modelo, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de habituação ao campo aberto e reconhecimento de objetos novos. Em 24 horas, o grupo TCE apresentou um comprometimento significativo do SG evidenciado pela retenção de EBA no cérebro e diminuição no soro quando comparados ao grupo controle. Em 10 dias, não houve diferença significativa na quantificação de EBA entre os grupos analisados. No teste comportamental de reconhecimento de novos objetos, o grupo controle apresentou retenção da memória de longo prazo, indicada pelo aumento no índice de reconhecimento do objeto novo na sessão teste, em comparação com a sessão treino. Tal achado não foi encontrado no grupo TCE, que não utilizou um tempo significativamente maior explorando o novo objeto, o que indica um prejuízo na memória de longo prazo. Por fim, na tarefa de habituação ao campo aberto, foi possível observar uma redução significativa no número de cruzamentos e levantamentos na sessão teste em comparação à sessão treino, em ambos os grupos experimentais, demonstrando retenção da memória de habituação dos animais. Dessa forma, o presente estudo evidenciou a correlação entre uma lesão cerebral traumática e a disfunção do SG, principalmente no que concerne a injúria aguda.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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