Padrões de consumo de álcool como fatores de risco para depressão

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Introdução: A depressão é a condição psiquiátrica mais comum entre indivíduos com transtorno por uso de álcool. Objetiva-se, portanto, analisar a associação entre consumo de álcool e depressão. Métodos: Estudo transversal de base populacional que utilizou dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2023. A amostra incluiu 21.690 adultos brasileiros. Foram analisadas variáveis sociodemográficas (sexo, faixa etária, escolaridade, cor da pele, região), depressão autorreferida e relativas ao consumo de álcool. Utilizou-se análises brutas e ajustadas para investigar a associação entre consumo de álcool e depressão. Resultados: A prevalência de depressão autorreferida foi de 12,3%, sendo maior entre mulheres (16,8%), brancos (14,5%), indivíduos com 12 anos ou mais de escolaridade (14,0%), viúvos (18,6%) e residentes da região Sul (17,1%). Cerca de 44,6% relataram consumo de álcool nos últimos 30 dias, com padrão abusivo mais frequente entre homens. As análises bruta e ajustada não identificaram associação estatisticamente significativa entre consumo de álcool e depressão. Conclusão: Embora não tenha sido observada associação direta entre álcool e depressão, a alta prevalência de depressão em mulheres e o consumo abusivo de álcool entre homens evidenciam a necessidade de estratégias de cuidado para grupos vulneráveis.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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