Associação do uso de benzodiazepínicos e alterações cognitivas

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INTRODUÇÃO: É descrito na literatura que o uso de BZD (benzodiazepínico) pode levar a alterações cognitivas. OBJETIVO: Avaliar a correlação entre o uso de BZD e a presença de alterações cognitivas em funcionários de uma universidade do sul catarinense. MÉTODOS: Os dados foram coletados a partir de uma amostra populacional de 122 funcionários de uma universidade. As informações foram obtidas através da aplicação do teste MoCA (Montreal Cognitive Assesment), um instrumento de triagem para detecção de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL). Além disso, foram recolhidas as seguintes variáveis: idade, sexo, raça, escolaridade, estado civil, uso de BZD, posologia da medicação, tempo de uso e motivo da prescrição. RESULTADOS: Não houve relação estatisticamente significativa entre o consumo de BZD e declínio cognitivo (p=0,077). Apenas o domínio da função executiva do método de triagem utilizado (MoCA) apresentou diferença estaticamente significativa entre os usuários e não usuários de BZD (p=0,010). Foi referida alta prevalência de uso da medicação, que resultou em 21,3%. O perfil geral contou, em sua maioria, com mulheres brancas, em união estável ou casadas que apresentavam como indicação principal ao uso da medicação o sintoma de ansiedade e tempo de uso prevalente de 0-12 meses. CONCLUSÃO: Não houve relação estatisticamente significativa entre o consumo de BZD e declínio cognitivo. Apenas a função executiva triada pelo Teste MoCA apresentou diferença estaticamente significativa entre os usuários e não usuários de BZD, tendo os usuários prejuízo desse domínio de execução de tarefas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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