Perfil epidemiológico e desfecho clínico de pacientes submetidos à craniectomia descompressiva de urgência

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Introdução: A craniectomia descompressiva (CD) consiste na remoção da calota e abertura da dura-máter subjacente para reduzir a pressão intracraniana. As principais indicações para o procedimento incluem o acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico e o traumatismo cranioencefálico (TCE) grave. Objetivo: Verificar o perfil epidemiológico e o desfecho clínico de pacientes submetidos à cirurgia de craniectomia descompressiva de urgência. Método: Estudo transversal e retrospectivo, com abordagem quantitativa e com coleta de dados secundários em prontuários. A população estudada foi composta pelos pacientes submetidos à CD entre 2019 e 2020 em um hospital de alta complexidade. Resultados: Observou-se que 63,3% eram homens, 88,8% brancos e idade média de 51,03 anos (DP±16,29). Outrossim, 55,5% tiveram AVE como indicação e 48,5% apresentaram TCE. O principal achado na tomografia computadorizada foi desvio da linha média (76,7%) e a complicação mais frequente foi infecção (43,4%). Quanto ao desfecho, 62,6% evoluíram com alta. Conclusão: A CD é uma cirurgia eficaz para tratar hipertensão intracraniana, sendo realizado majoritariamente em homens brancos. Entre os fatores estudados tempo > 9 horas para realizar a cirurgia, idade ≥ 60 anos, ECG pré-operatório grave, ausência padrão pupilar e internação > 3 semanas foram os quais definiram pior prognóstico.

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Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina

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