Avaliação dos efeitos ansiolíticos da sertralina associada às nanopartículas de ouro em camundongos adultos
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Os transtornos de ansiedade têm origem multifatorial e a fisiopatologia ainda não está bem elucidada, o que representa um desafio para o tratamento. Nesse sentido, são necessárias pesquisas com o propósito de apresentar uma terapêutica mais eficaz. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre sertralina e nanopartículas de ouro (AuNP) sobre biomarcadores comportamentais e inflamatórios. Para isso, camundongos Swiss gestantes receberam uma dose única de endotoxina bacteriana (LPS), para indução do comportamento do tipo ansioso na prole. Após 60 dias de vida, a prole foi dividida em 5 grupos e tratada cronicamente por 28 dias. No final do tratamento, foram coletados dados comportamentais (teste do campo aberto; teste do labirinto em cruz elevada) e retiradas estruturas cerebrais (córtex pré-frontal, amigdala, hipocampo, hipotálamo) para análise de resposta inflamatória através da dosagem da interleucina (IL)-1 β. O estudo evidenciou que o LPS foi capaz de provocar um comportamento ansioso e ativar resposta inflamatória. Contudo, a resposta terapêutica dos grupos sertralina, AuNPs, e a associação entre a sertralina e as AuNps foi condicionada pela estrutura cerebral analisada e pelo gênero. A pesquisa indica que as AuNPs podem ser uma estratégia eficaz ao atuar de maneira cooperativa com a sertralina, reduzindo a dose necessária para a resposta farmacológica e minimizando os efeitos adversos.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.