Análise do perfil epidemiológico de crianças e adolescentes acompanhados no CAPS I em Criciúma SC durante o período de 2015 á 2019

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Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das crianças e adolescentes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial infanto juvenil (CAPSi) de Criciúma-SC durante o período de 2015 a 2019. Métodos: Estudo transversal, com coleta de dados retrospectiva de prontuários dos pacientes pediátricos e adolescentes atendidos no CAPSi da cidade de Criciúma-SC, durante o período de 2015 a 2019. Resultados: A amostra compreendeu (N) 611 prontuários válidos. Observou-se que 57,1% eram do sexo masculino, com idade média de 13,17 (margem de erro + ou - 3,65 anos). O ano de 2018 obteve o maior número de prontuários válidos 33,6%. Os diagnósticos (CIDs) mais frequentes foram dificuldades de relacionamento interpessoal/familiar, transtornos depressivos, ideação suicída, bipolaridade e abuso de substâncias e drogas classificados como “outros” (38,8%). A prevalência de transtorno mental e TEA na população estudada foi de 4,7%. O diagnóstico de maior prevalência foi TOD (16,2%) sozinho e associado ao TDAH 3,6%. Transtornos Fóbicos e Ansiosos (6,5%). TDAH e Transtornos comportamentais e emocionais com início habitualmente durante a infância e adolescência tiveram proporcionalidade semelhantes 15,1%. Discussão: Estudos têm indicado que a população infanto juvenil constitui grande demanda para os serviços de saúde mental. O reconhecimento do perfil epidemiológico destes indivíduos é de grande impacto para prevenção e promoção da saúde mental desta população. Identificar a prevalência dos transtornos mentais na infância e adolescência auxilia na implementação do tratamento precoce e adequado, melhorando o prognóstico do paciente para sua vida adulta.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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