Análise das vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K) em indivíduos com fibromialgia: Um estudo no contexto do grupo psicoterapêutico “De Bem Com Você”
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A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e manifestações sistêmicas que comprometem significativamente a qualidade de vida. Além da dor, a síndrome está associada a alterações metabólicas e psicossociais, com impacto direto sobre a saúde mental. O estresse crônico
decorrente do quadro pode elevar os níveis de cortisol e intensificar o desequilíbrio oxidativo, afetando vias neurobiológicas e contribuindo para sintomas de ansiedade, depressão, redução da resiliência e piora do bem-estar geral. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis séricos de vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K) e a saúde mental de indivíduos com fibromialgia, analisando variáveis como ansiedade, depressão e qualidade de vida. Trata-se de uma pesquisa transversal, de abordagem quantitativa e caráter exploratório, conduzida em campo com 14 participantes diagnosticados com fibromialgia e integrantes do grupo psicoterapêutico “De Bem Com Você”, vinculado ao Centro de Atenção Psicossocial do município de Sombrio, Santa Catarina. Foram utilizados instrumentos para avaliar o perfil sociodemográfico, a intensidade da dor, a qualidade de vida, a presença de sintomas ansiosos e depressivos e a resiliência dos participantes. Também foram coletadas amostras sanguíneas para análise laboratorial dos níveis de vitaminas antioxidantes (A, C, D, E e K). A análise estatística foi conduzida no software Statistical Package for the Social Sciences, empregando estatística descritiva e inferencial, com nível de significância estabelecido em p < 0,05. Os resultados indicaram predominância do sexo feminino entre os participantes, com maior frequência na faixa etária de 50 a 59 anos. Verificou-se correlação significativa entre níveis reduzidos das vitaminas C e D e piores indicadores de saúde mental, expressos por maiores escores de ansiedade, depressão e fadiga. A deficiência das vitaminas A e E também apresentou associação com menor qualidade de vida e pior qualidade do sono. Em contrapartida, os níveis de vitamina K permaneceram estáveis, não demonstrando correlação expressiva com os desfechos psicológicos avaliados. Conclui-se que o desequilíbrio nos níveis de vitaminas antioxidantes pode intensificar sintomas físicos e emocionais da fibromialgia, reforçando a relevância do acompanhamento nutricional como estratégia adjuvante ao tratamento
psicoterapêutico. Nesse sentido, a integração entre alimentação adequada, suplementação vitamínica e acompanhamento multiprofissional configura-se como abordagem fundamental para a promoção do bem-estar e a melhoria da qualidade de vida de indivíduos com fibromialgia.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), para a obtenção do título de Bacharel em Enfermagem.