Impacto da rotina penitenciária na saúde mental dos detentos: Enfermagem como agente de cuidado
| Título | Impacto da rotina penitenciária na saúde mental dos detentos: Enfermagem como agente de cuidado | pt_BR |
| Autor | Medeiros, Bianca de | |
| Autor | Fagundes, Estefany Maryana Oliveira | |
| Orientador | Maciel, Amanda Luiz | |
| Resumo / Abstract | Introdução: a consolidação do sistema prisional como instrumento de aplicação da pena remonta ao Código Penal Francês de 1791, com base na privação da liberdade como forma de punição. No Brasil, o sistema penitenciário enfrenta inúmeros desafios estruturais e institucionais, como a superlotação, o déficit de profissionais e as condições insalubres, que impactam diretamente a saúde física e mental dos detentos. A saúde mental, em especial, é afetada pela rotina prisional, favorecendo o desenvolvimento de transtornos psicológicos e emocionais. Objetivo geral: analisar o impacto da rotina penitenciária na saúde mental dos detentos, destacando o papel da enfermagem como agente de cuidado. Metodologia: a presente pesquisa é um estudo qualitativo, exploratório e de campo, realizado com 19 detentos do sexo masculino, com idade entre 30 e 45 anos, cuja condenação tenha sido superior a 10 anos e que estejam cumprindo pena em regime fechado na Penitenciária Sul, localizada no município de Criciúma, Santa Catarina. A coleta de dados foi realizada por entrevistas gravadas, semiestruturadas, individuais e presenciais conduzidas pelas pesquisadoras principais com apoio da orientadora. A análise de dados utilizou a técnica de análise de conteúdo temático, tendo foco na compreensão dos impactos da rotina prisional sobre a saúde mental dos detentos, destacando qual o papel da Enfermagem como agente no cuidado dentro do sistema penitenciário. Resultados: os resultados evidenciaram que o ambiente prisional é permeado por sentimentos de tristeza, solidão e angústia, intensificados pela ausência da família e pela falta de atividades laborais, educativas e terapêuticas. Observou-se, ainda, que a enfermagem, embora presente, atua de forma pontual e predominantemente técnica, com escassez de práticas preventivas e de escuta ativa. Por outro lado, práticas como o trabalho, o estudo e a espiritualidade mostraram-se estratégias importantes de enfrentamento e preservação da saúde mental. As falas dos participantes também revelaram um desejo genuíno de transformação pessoal, amadurecimento e esperança em uma vida melhor após a liberdade. Considerações finais: concluiu-se que a rotina prisional exerce forte influência sobre o sofrimento psíquico e que a atuação da enfermagem deve ser fortalecida como prática humanizada, voltada à escuta, à promoção da saúde e à reintegração social. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas intersetoriais que ampliem o acesso a cuidados contínuos em saúde mental e promovam ações que valorizem a dignidade humana dentro do sistema prisional. | pt_BR |
| Data de publicação | 2025-12 | |
| Tipo | Trabalho de Conclusão de Curso - TCC | pt_BR |
| Idioma | pt_BR | pt_BR |
| Palavras-chave | Detentos | pt_BR |
| Palavras-chave | Saúde Mental | pt_BR |
| Palavras-chave | Cuidados de enfermagem | pt_BR |
| Descrição | Trabalho de Conclusão do Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC. | pt_BR |
| Data de depósito | 2026-07-23T22:55:53Z | |
| Data de disponibilização | 2026-07-23T22:55:53Z | |
| URI | http://repositorio.unesc.net/handle/1/13036 | |
| Cobertura espacial | Universidade do Extremo Sul Catarinense | pt_BR |
| Data de criação | 2025-12 |