Eu e o outro: o olhar do professor sobre as crianças institucionalizadas em regime de abrigo de Criciúma.

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O presente trabalho tem por objetivo analisar qual o olhar do professor para a criança institucionalizada em regime de abrigo de Criciúma. Para isso estruturamos nosso trabalho a partir de uma metodologia de forma descritiva, com abordagem qualitativa. Dessa forma, foi necessário perceber como o conceito de infância se constituiu, para compreender como se estabeleceu à relação entre adultos e crianças. Observou-se que, as crianças nem sempre participavam da vida familiar. Muitas eram enjeitadas e criadas em instituições de caridade, as quais foram modificando o seu caráter, de acordo com as exigências sociais e políticas de cada época. Na década de 1990, no Brasil, com a publicação da lei n° 8069, o ECA, foram criados os abrigos para atender a essas crianças, uma medida de proteção provisória. Mesmo estando nas instituições as crianças devem frequentar as escolas. A escola tende a moldar as crianças aos padrões ideológicos da sociedade capitalista. E é analisando as escolas que podemos constatar como o professor vê as crianças que vivem nas instituições em regime de abrigo. Para os professores as crianças são carentes, e precisam de muita atenção, caracterizando um olhar de discriminação e classificação. Nota-se que muitas dessas crianças já internalizaram um conceito de inferioridade, de incapacidade, em relação às demais crianças da escola. Faz-se necessário que o abrigo, a escola e a família repensem suas atitudes e ralações estabelecidas com essas crianças.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de licenciado no curso de Pedagogia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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