Atendimento a vítimas de trauma: a importância da intervenção rápida da Unidade de Suporte Avançado (USA)

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Trauma é qualquer tipo de lesão ou dano à algum individuo, provocado por uma força externa física ou química. Muitas vezes a vítima se encontra em situação de risco, seja por perda de um membro, ou até mesmo de sua vida. Esse estudo teve como intuito analisar o perfil das vítimas de trauma e observar como ocorre a intervenção desde o acionamento da equipe até o deslocamento para unidade hospitalar, ressaltando as dificuldades e facilidades da equipe e o perfil das vítimas. O estudo possui uma abordagem quali - quantitativa, de caráter observacional, descritivo, classificado como estudo de campo. A coleta de dados foi realizada por meio de observação e preenchimento de um check list referentes ao perfil do paciente e os dados avaliativos da equipe foram transcritos para a ficha de avaliação e analisado através de uma planilha eletrônica elaborada através do software estatístico SPSS. Relacionando a equipe, 41,2% (n=7) dos profissionais são médicos, 29,4 (n=5) são enfermeiros e 29,4 (n=5) condutores socorristas, com uma predominância do gênero masculino, totalizando 64,7% (n=11) versus 35,3% (n=6) do gênero feminino. Desses 29,4% (n=5) possui idade entre 20 à 30 anos, 58,8% (n=10) entre 31à 40 anos, 5,9% (n=1) entre 41 à 50 anos, 5,9% (n=1) idade de 51 à 60 anos. A equipe foi observada quanto ao uso de uniforme completo apresentável com faixas refletivas de mangas longas, higiene (unhas, cabelos, lavagem das mãos), uso de sapatos fechados e EPI’s (óculos, máscara e luvas), sendo que o resultado obtido foi muito favorável no que diz respeito as normas de segurança. Observado também, quanto ao atendimento em si, avaliação da cena, apresentação a vítima, humanização no atendimento, privacidade e habilidades técnicas. Quando avaliado a vítima, obtivemos um numero de 20 vítimas de trauma. Relacionado a faixa etária, 20% (n=4) compreendiam de 15 à 20 anos, 30% (n=6) de 21 á 30 anos, 25% (n=5) de 31 á 40 anos, 10% (n=2) de 41 à 50 anos, 5% (n=1) de 51 à 60 anos, 5% (n=1) de 61 à 70 anos e 5% (n=1) de 71 à 80 anos. Dessas 90% (n=18) eram do gênero masculino e 10% (n= 2) do gênero feminino. Foi avaliado também o código, sendo todos caracterizados como vermelho, o local, a hora da ocorrência, a unidade hospitalar de referência, bem como a avaliação da cinemática do trauma, a avaliação primaria e secundaria da vítima e os sinais vitais. Quando confrontado os dados e avaliado a relevância do mesmo, obtivemos significância nas seguintes análises: hemorragias e frequência cardíaca (p=0,035); idade e frequência cardíaca (p=0,025); nível de consciência e saturação (p=0,004); saturação e frequência cardíaca (p=0,034); saturação e fratura de ossos da face (p=0,009); horário da ocorrência e coloração da pele (p=0,007); pupilas e escala de coma de Glasgow (p=0,001) e nível de consciência e escala de coma de Glasgow (p=0,001). O atendimento prestado pela Unidade de Suporte Avançado está intimamente relacionado à manutenção da saúde e sobre vida desses indivíduos.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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Coordenador

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