Migrânea menstrual em estudantes universitárias

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A migrânea é uma doença neurológica crônica que afeta majoritariamente mulheres, principalmente por conta das oscilações hormonais durante o ciclo menstrual. Estima-se que a migrânea menstrual (MM) afete cerca de 6% das mulheres em idade reprodutiva e, apesar disso, siga subdiagnosticada, por conta da escassez de dados epidemiológicos. Tendo em vista tal relevância, neste trabalho foi analisada a prevalência e impactos da MM em acadêmicas de uma universidade no sul de Santa Catarina, Brasil. O estudo é do tipo observacional analítico transversal e contou com 613 alunas de uma universidade do sul de Santa Catarina. Foi desenvolvido um questionário online autoaplicável elaborado a partir dos critérios diagnósticos de migrânea da ICHD-3 e do questionário HIT-6, validado internacionalmente para mensuração dos impactos das cefaleias. Além disso, foram coletados dados pessoais e sociodemográficos. Foi encontrada uma prevalência de cerca de 12% (n=71) de acadêmicas que preencheram critérios para MM dentre as 613 participantes, com média de idade de 24,87 ± 6,96 anos. Destas, 50,7% estavam em uso de método contraceptivo hormonal, majoritariamente anticoncepcional combinado oral (ACO) com pausa. Quanto aos impactos gerados pela MM, 69% das participantes apresentaram impacto severo na funcionalidade, de acordo com o questionário HIT-6, e 43,6% relataram abstenção de suas atividades de lazer cerca de 1 a 4 vezes no último ano por conta da MM. Assim, conclui-se que a prevalência de MM é importante dentre a população estudada e contribui para impactos severos nas atividades da vida cotidiana.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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