Confiabilidade vacinal entre responsáveis legais de crianças atendidas em ambulatório de pediatria no Sul de Santa Catarina
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A vacinação é uma das estratégias mais eficazes na prevenção de doenças infecciosas, contribuindo significativamente para o controle e a erradicação de enfermidades. Apesar disso, tem-se observado uma crescente hesitação vacinal, especialmente após a pandemia de COVID-19, com impacto negativo na cobertura vacinal. Este estudo teve como objetivo analisar as percepções de responsáveis legais de crianças de 0 a 4 anos em relação à confiabilidade vacinal. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 81 responsáveis legais atendidos em um ambulatório de pediatria de uma universidade do sul catarinense. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado e analisados estatisticamente com testes de associação e comparação de médias. Os resultados indicaram que a maioria dos participantes confia nas vacinas, porém houve redução dessa confiança após a pandemia, especialmente entre indivíduos com ensino fundamental incompleto e aqueles divorciados. A principal fonte de informação sobre imunizantes referida foi o profissional de saúde. Os achados reforçam a importância da atuação ativa desses profissionais, sobretudo na atenção primária, para fornecer informações baseadas em evidências e combater a desinformação sobre vacinação. O estudo também destaca a necessidade de estratégias direcionadas para grupos mais vulneráveis à hesitação vacinal.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.