Avaliação dos impactos do atraso verbal em crianças e adolescentes autistas

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Introdução: O transtorno do espectro autista tem como uma manifestação o atraso verbal, sendo este um dos principais motivos de preocupação dos pais. Objetivo: Foi avaliado os impactos do atraso verbal na interação social e processo de aprendizagem em crianças e adolescentes com autismo atendidos na cidade de Criciúma, no período de 2021 a 2023. Métodos: Foram analisados 64 prontuários de crianças e adolescentes autistas, com idade entre 5 e 18 anos, de ambos os sexos, atendidas na AMA entre 2021 a 2023. Foram coletadas variáveis sociodemográficas e clínicas entre os meses de abril a julho de 2024. Resultados: Dos prontuários analisados, 79,7% eram do sexo masculino, 56,3% tinham entre 7 e 10 anos e 73,4% possuíam atraso verbal. Desses, 91,5% apresentaram algum distúrbio no comportamento, sendo a não socialização o mais visto, com 51,1%. Ademais, 87,2% apresentaram alteração no processo de aprendizagem, sendo de 70,2% a necessidade de monitora. Discussão: O atraso verbal esteve presente em 73% dos autistas avaliados, condizendo com dados que afirmam que 25 a 30% das crianças com TEA permanecem minimamente verbais. Os autistas com atraso verbal tinham mais probabilidade, visto pelo valor estatisticamente significativo, de ter alterações no comportamento e uma maior tendência a não socialização com seus pares, o que é sustentado pois o comprometimento da linguagem leva a habilidades sociais mais empobrecidas que resulta em isolamento social. Conclusão: Foram alcançados os propósitos do estudo, foi visto uma prevalência de 73,4% do atraso verbal e as suas principais consequências nos autistas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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