Expandindo fronteiras cognitivas: a inteligência artificial como ferramenta de apoio à decisão estratégica nas organizações
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Este trabalho analisa de que forma o uso da inteligência artificial como suporte à decisão contribui para aprimorar a alocação de recursos estratégicos ou para comprometer a autonomia decisória em pequenas e médias empresas. O estudo demonstra que a literacia algorítmica do gestor é o fator determinante entre o uso da inteligência artificial como amplificador de capacidades ou como vetor de dependência organizacional. Para isso, conduziu-se uma revisão sistemática da literatura, com análise qualitativa aprofundada de oito artigos científicos publicados entre 2024 e 2026, selecionados por meio de protocolo estruturado na base Web of Science. Os resultados revelam uma dualidade central: de um lado, sistemas de inteligência artificial preditiva e generativa ampliam a capacidade analítica dos gestores, expandindo os limites da racionalidade limitada e gerando capacidades dinâmicas que compensam desvantagens estruturais das PMEs; de outro, a adoção desbalanceada da tecnologia produz heteronomia algorítmica, dependência de trajetória e descarga cognitiva, fenômenos que comprometem progressivamente a autonomia decisória e atrofiam as competências estratégicas internas. A síntese das evidências orienta o desenvolvimento de um modelo conceitual integrativo estruturado em três camadas interdependentes de inputs, processos e outputs, que representa o funcionamento sistêmico da decisão mediada pela inteligência artificial. Conclui-se que os efeitos da tecnologia são determinados não por suas características técnicas, mas pelo modelo de governança que orienta sua adoção.
Descrição
Artigo de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no curso de Administração de Empresas, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.