Avaliação da associação entre encurtamento de isquiotibiais e sintomas da síndrome da dor femoropatelar em acadêmicos de medicina de uma universidade do Sul de Santa Catarina
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Introdução: A síndrome da dor femoropatelar é uma condição relativamente comum entre pessoas jovens e o encurtamento da musculatura posterior da coxa é um dos fatores que podem influenciar na origem desta patologia. Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi avaliar a relação entre sintomas da dor femoropatelar e a presença de encurtamento dos músculos isquiotibiais. Métodos: Foi realizado um estudo analítico transversal com acadêmicos de medicina maiores de 18 anos, totalizando um número de 236 participantes. Para avaliar os sintomas da dor femoropatelar, foi usada a Escala de Desordens Patelofemorais (Kujala), além de perguntas elaboradas pelos pesquisadores. Já para análise do encurtamento de isquiotibiais, foi medido o ângulo poplíteo bilateralmente por meio de goniômetro. A comparação da média das variáveis quantitativas foi realizada por meio da análise de variância de uma via, ANOVA, seguida do post hoc teste de Tukey quando observada significância estatística e homogeneidade das variâncias. A comparação da média das variáveis quantitativas foi realizada por meio da aplicação do teste t de Student. Resultados: Houve uma diferença estatisticamente significativa (p = 0,039) ao comparar o ângulo poplíteo esquerdo dos participantes classificados como “excelente” e “regular” na escala Kujala, sendo que o primeiro grupo apresentou uma média de 153,80° (153,80° ± 11,15) e o segundo 145,32° (145,32° ± 10,40). Conclusão: Há evidências de que uma menor amplitude de ângulo poplíteo acarreta pior classificação no escore Kujala.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.