Influência do aparelho intra-oral em pacientes com apneia obstrutiva do sono

Estima-se que a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) afete 2% a 4% da população adulta de meia idade, no mundo. Contudo, estudo epidemiológico recente demonstrou que a prevalência da SAOS na população de São Paulo é de 32,8%. Apesar de o tratamento padrão ouro ser com Pressão Positiva Contínua na Via Aérea (CPAP), os aparelhos intra-orais (AIOs) constituem uma alternativa de tratamento clínico com resultados favoráveis quando bem indicados. Avaliar a influência do AIO em pacientes com SAOS, por meio de análise polissonográfica pré e pós instalação do dispositivo oral. Estudo observacional, de abordagem quantitativa com coleta de dados secundários. A amostra deste estudo foi composta por prontuários e laudos de 26 pacientes com diagnóstico polissonográfico de SAOS e indicação de tratamento com AIO. A idade média observada foi de 55,38 (± 14,72) anos, índice de massa corporal (IMC) médio de 26,76(± 3,92) Kg/m2 e perímetro cervical médio de 37,15 (± 2,98) cm. No índice de apneia e hipopneia (IAH) houve redução na média do número de eventos por hora de 12,98 (±5,75) pré-AIO para 6,91 (±7,23) pós-AIO, sendo estatisticamente significativo com p<0,001. Houve melhora significativa no índice de microdespertar, porcentagem de ronco no tempo total de sono, no IAH-NREM (non rapid eye movement), número de apneias mistas, hipopneias e número total de eventos respiratórios. Houve uma redução significativa do IAH em relação a polissonografia basal e pós instalação do AIO em pacientes com SAOS.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

Coorientador

Organizador

Coordenador

Citação