Consequências agudas maternas e neonatais relacionadas à macrossomia

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Introdução: Macrossomia refere-se a um peso fetal maior que 4000 gramas e está associada a um risco significante de complicações maternas e neonatais. Objetivo: Conhecer a prevalência de macrossomia bem como as consequências agudas maternas e neonatais relacionadas à macrossomia em um hospital de referência do extremo sul catarinense no período da admissão até a alta hospitalar. Métodos: Efetuou-se um estudo observacional, retrospectivo, com coleta de dados secundários e abordagem qualitativa e quantitativa que incluiu neonatos macrossômicos e suas respectivas mães em um Hospital de referência da cidade de Criciúma/SC no período de dezembro de 2018 a dezembro de 2019. Foram avaliados cesariana, atonia uterina, laceração de trajeto, distocia de parto, instrumentalização, hipoglicemia, fratura de clavícula, asfixia perinatal, óbito fetal e peso fetal. Resultados: A prevalência de macrossomia foi de 6,7% no período estudado. A frequência de cesariana foi de 60,7%. Atonia uterina foi observada em 7,7% dos casos e distocia de parto em 20,8%. Laceração de trajeto e instrumentalização estiveram presentes em 16,7% e 1,8% dos dados, respectivamente. Hipoglicemia ocorreu em 89,7% dos macrossômicos e a média do peso fetal (Kg) foi de 4,25 ± 0,21. Não houve óbito fetal e foi verificado 1 (0,8%) caso de fratura de clavícula. Conclusão: A macrossomia fetal é uma importante causa de complicações maternas e neonatais. Sugere-se durante a fase de pré-concepção propiciar informações a respeito de fatores de risco modificáveis e melhorar as intervenções durante o controle do pré-natal para alcançar eficácia e resultados favoráveis na prevenção de macrossomia fetal.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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