Avaliação dos sintomas não motores na evolução da Doença de Parkinson

Introdução: A Doença de Parkinson apresenta, além da sintomatologia motora, sintomas não motores, podendo estes estarem associados à evolução e prognóstico do paciente. Objetivo: Foram avaliados os sintomas não motores na evolução da doença de Parkinson e seu correspondente impacto na qualidade de vida do paciente, no período de junho a dezembro do ano de 2024. Métodos: Avaliaram-se 38 pacientes com doença de Parkinson atendidos em uma clínica especializada em neurologia no sul de Santa Catarina. Os dados, epidemiológicos e clínicos, foram retiradas de prontuários eletrônicos. Resultados: Foram analisados 38 pacientes com Doença de Parkinson, com idade média de 69,74 anos. Observou-se predominância do subtipo tremor-dominante (57,9%), com maior frequência no sexo masculino, enquanto o subtipo rígido-acinético apresentou distribuição equitativa entre os sexos e diagnóstico mais precoce. Os sintomas não motores mais prevalentes foram distúrbio do sono REM (73,7%) e constipação intestinal (50%), sem diferenças significativas entre os subtipos.Conclusões: O presente estudo evidenciou, dentre as manifestações não relacionadas à motricidade, uma elevada prevalência de distúrbio do sono REM e de constipação intestinal. Não houve diferenças estatisticamente significativas na distribuição entre os sintomas não motores e os subtipos motores, o que sugere que a gênese desses eventos pode decorrer de mecanismos patológicos distintos. Desse modo, este trabalho corrobora a perspectiva de que tais sintomas são componentes essenciais na trajetória evolutiva da doença de Parkinson e exercem profundo impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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