Estudo do estresse oxidativo cerebral tardio em ratos Wistar machos e fêmeas submetidos a sepse pós-acidente vascular cerebral isquêmico
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O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) e a sepse são condições críticas com altas taxas de morbimortalidade. Este estudo avaliou os efeitos tardios da sepse pós-AVCi no estresse oxidativo cerebral de ratos Wistar machos e fêmeas. Os animais foram submetidos à oclusão transitória da artéria cerebral média (60 min) e, após 7 dias de reperfusão, à sepse por ligação e perfuração cecal. O córtex pré-frontal e hipocampo foram analisados quanto à atividade da mieloperoxidase (MPO), nitrito/nitrato (N/N) e catalase (CAT). A sepse aumentou a atividade da MPO em machos, indicando maior infiltrado neutrofílico, enquanto em fêmeas houve redução. A concentração de N/N elevou-se em ambos os sexos, principalmente no córtex pré-frontal. A atividade da CAT diminuiu significativamente, sugerindo depleção antioxidante prolongada. A sepse pós-AVCi exacerbou o estresse oxidativo cerebral, com diferenças sexuais marcantes: machos apresentaram maior inflamação e produção de espécies reativas, enquanto fêmeas exibiram menor ativação neutrofílica, possivelmente devido a efeitos hormonais protetores. A redução da CAT em ambos os grupos indica comprometimento duradouro das defesas antioxidantes. Esses achados reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas direcionadas ao controle do estresse oxidativo e à consideração do sexo no manejo de complicações pós-AVCi.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.