Efeitos fisiopatológicos da dieta low FODMAP em pacientes com síndrome do intestino irritável: uma revisão de literatura

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O presente estudo aborda os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na ação da dieta Low FODMAP sobre os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII), com foco na modulação da microbiota intestinal, fermentação colônica e hipersensibilidade visceral. Uma parcela significativa da população mundial é afetada pela SII, impactando a qualidade de vida destes indivíduos. Dentre os sintomas mais comuns estão a dor abdominal, distensão, flatulência e alterações nos hábitos intestinais, sendo frequentemente desencadeados por fatores alimentares e psicossociais. O objetivo geral deste estudo é entender o impacto da dieta Low FODMAP sobre os mecanismos fisiopatológicos da SII, enquanto os objetivos específicos são descrever os mecanismos da SII em si, identificar os efeitos dos FODMAPs no trato gastrointestinal e investigar como a dieta pode modular a microbiota intestinal e melhorar os sintomas. A metodologia aplicada é uma revisão de literatura, com análise de artigos publicados de 2008 a 2025, com foco nas bases de dados Google Acadêmico, Scielo e PubMed. A dieta Low FODMAP restringe carboidratos de cadeia curta e alta fermentação, como frutanos, galactanos, lactose, frutose e polióis, que acentuam a produção de gases e a distensão intestinal em pacientes com SII. A limitação de consumo desses compostos diminui a fermentação colônica e melhora a sintomatologia dos pacientes, como dor abdominal e distensão, beneficiando também a microbiota intestinal. Mesmo os mecanismos exatos ainda não estando completamente compreendidos, os estudos mostram que a dieta Low FODMAP é capaz de reduzir a hipersensibilidade visceral e a dor abdominal nos indivíduos com SII. Os resultados apontam que a dieta tem impacto significativo na redução dos sintomas gastrointestinais. E ainda, a modulação da microbiota, mesmo que temporária, contribui para a melhoria do bem-estar emocional e da função intestinal, com um efeito positivo na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, a dieta Low FODMAP necessita de uma abordagem individualizada e acompanhamento nutricional para evitar carências nutricionais e viabilizar manutenção a longo prazo. O estudo colabora com o entendimento das interações entre dieta, microbiota e sintomas da SII, proporcionando uma base científica para o manejo nutricional dessa condição. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes à dieta Low FODMAP certamente auxilia na criação de intervenções dietéticas mais eficazes e personalizadas para os pacientes com SII.

Descrição

Artigo apresentado ao Curso de Nutrição Semipresencial para cumprimento da disciplina TCC 2 na Universidade do Extremo Sul Catarinense.

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