Composição da mastofauna de médio e grande porte em remanescentes da Floresta Atlântica em ambiente urbano no sul de Santa Catarina

TítuloComposição da mastofauna de médio e grande porte em remanescentes da Floresta Atlântica em ambiente urbano no sul de Santa Catarinapt_BR
AutorBastos, Vitor Rosauro
OrientadorZocche, Jairo José
Resumo / AbstractO bioma da Mata Atlântica vem sofrendo intensamente com as atividades antrópicas e atualmente sobraram, principalmente, pequenos fragmentos florestais isolados ao longo de toda sua extensão histórica. Grandes metrópoles brasileiras estão completamente imersas neste bioma deixando animais silvestres a mercê de ambientes urbanos. A mastofauna de médio e grande porte é severamente afetada pela degradação e antropização de ambientes naturais. O sul de Santa Catarina carece de dados comprobatórios sobre a riqueza de mamíferos de médio e grande porte especialmente em remanescentes florestais em ambientes urbanos. Este estudo teve como objetivo analisar a composição de mamíferos de médio e grande porte em remanescentes de Floresta Atlântica em meio urbano no sul de Santa Catarina. A amostragem foi efetuada com armadilhas fotográficas instaladas em quatro ambientes florestais distintos, ao longo da mesma cordilheira de morros que une fragmentos de floresta nativa de Criciúma, Morro da Fumaça, Cocal do Sul e Siderópolis, no período de dezembro de 2020 a outubro de 2021. A primeira câmera, instalada na Vila São Simão, em Criciúma, permaneceu em campo 284 dias, totalizando um esforço amostral de 6816 h. A segunda câmera instalada, na região da Linha Vicentina, Cocal do Sul, proporcionou 60 dias de amostragens, totalizando 1440 h de esforço amostral. A terceira câmera foi instalada na região da Linha Tigre, Cocal do Sul, permanecendo em campo por 160 dias, totalizando 3840 h de esforço amostral. A quarta e última câmera foi instalada na região dos bairros Mina do Toco/Montenegro, na divisa dos municípios de Criciúma e Siderópolis, totalizando 109 dias de amostragem e 2616 h de esforço amostral. Os dados obtidos foram analisados em relação a riqueza, número total de registros, frequência e abundância de registros por espécie. Com um esforço amostral total de 18264 h foi obtido o total de 825 registros de dez espécies, enquadradas em quatro ordens. Carnívora foi a mais rica contribuindo com quatro famílias e seis espécies, seguida de Didelmorphia, com uma família e duas espécies, Rodentia e Cingulata contribuíram com uma família e uma espécie cada. Cerdocyon thous foi a espécie com maior abundância relativa de registros (25,21%), seguida de Dasyprocta azarae (21,09%), Nasua nasua (13,33%), Eira barbara (9,45%), Procyon cancrivorus (8,24%), Didelphis aurita (7,27%), Dasypus novemcinctus (7,03%), Didelphis albiventris (6,55%), Leopardus wiedii (0,97%) e por último, Galactis cuja (0,85%). Outras espécies que tem presença confirmada para as áreas amostradas, como Hydrochoerus hydrochaeris e Coendou prehensilis, não foram registradas, o que evidencia a seletividade de registro das armadilhas fotográficas. As espécies registradas são classificadas como generalistas em relação a qualidade do habitat, uma vez que conseguem sobreviver em locais com elevada pressão antrópica. No entanto, considerando um gradiente de tolerância à qualidade do hábitat, para espécies mais exigentes o número de registros foi baixo. Os resultados obtidos contribuem para maior conhecimento faunístico da região, algo necessário para conhecermos melhor a composição da mastofauna que sobrevive em fragmentos florestais localizados próximos a ambientes urbanos, a qual em sua maioria, é desconhecida pela população sul catarinense, mais jovem.pt_BR
Data de publicação2021-12
TipoTrabalho de Conclusão de Curso - TCCpt_BR
Idiomapt_BRpt_BR
Palavras-chaveMastofaunapt_BR
Palavras-chaveMamíferospt_BR
Palavras-chaveAção antrópicapt_BR
Palavras-chaveAnimais silvestrespt_BR
Palavras-chaveAnimais em extinçãopt_BR
Palavras-chaveMamíferos rarospt_BR
DescriçãoTrabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharel, no Curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.pt_BR
Data de depósito2022-10-03T23:18:49Z
Data de disponibilização2022-10-03T23:18:49Z
URIhttp://repositorio.unesc.net/handle/1/9423
Cobertura espacialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
Data de criação2021-12

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