Trajetórias de mulheres negras personal trainers nos mundos do trabalho: enfrentamento a desigualdades de gênero e de raça como trabalhadoras autônomas
| Título | Trajetórias de mulheres negras personal trainers nos mundos do trabalho: enfrentamento a desigualdades de gênero e de raça como trabalhadoras autônomas | pt_BR |
| Autor | Martins, Luana Marcon | |
| Orientador | Salvaro, Giovana Ilka Jacinto | |
| Coorientador | Lima, Fernanda da Silva | |
| Resumo / Abstract | O presente estudo analisou de que forma desigualdades de gênero e de raça constituem as trajetórias profissionais de mulheres negras personal trainers, que atuam como trabalhadoras autônomas. Os objetivos específicos foram: apresentar eventos que tragam visibilidade à construção da formação em educação física, no contexto da graduação brasileira, em uma perspectiva de trabalho, de gênero e de raça; analisar as relações de trabalho, de gênero e raça nas trajetórias profissionais de mulheres negras personal trainers. Constitui-se como um estudo interdisciplinar, realizado em conformidade com os Objetivos 5 (Igualdade de Gênero) e 8 (Trabalho decente e crescimento econômico) de Desenvolvimento Sustentável, no contexto da Agenda 2030 Brasil, das Nações Unidas. O estudo foi de natureza qualitativa, com pesquisas bibliográfica, documental e de campo, por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise foi orientada pela análise do discurso, de acordo com a perspectiva foucaultiana. Para analisar os marcadores de identidade das relações e dinâmicas de trabalho das participantes, mobilizamos as categorias de raça, de gênero e de classe, por uma perspectiva interseccional. A análise identificou que existem equívocos no uso do conceito de gênero na educação física no Brasil, bem como a associação da categoria à dimensão biológica, sem expressar possibilidades do debate ao mobilizá-la como categoria analítica das desigualdades entre mulheres e homens. A ausência de corpos negros durante a graduação em educação física é um dado importante. As participantes da pesquisa indicaram formas de como a graduação em educação física produz gênero, reproduz o racismo e o epistemicídio, A desigualdade racial resulta na ausência de corpos negros em ocupações das áreas da educação física. Sendo assim, a profissão personal trainer não é uma ocupação que mulheres negras atuem como maioria. O discurso neoliberal é reproduzido na graduação em educação física e recai de forma desigual sobre os corpos de mulheres negras trabalhadoras autônomas. Os resultados da pesquisa podem contribuir para reafirmar a importância das políticas de cotas que possibilitam o acesso ao ensino superior, bem como para novos estudos que permitam discussões sobre raça, gênero e classe no mundo do trabalho, mas, especialmente, nas áreas da educação física. | pt_BR |
| Data de publicação | 2026 | |
| Tipo | Dissertação | pt_BR |
| Idioma | pt_BR | pt_BR |
| Palavras-chave | Negras | pt_BR |
| Palavras-chave | Trabalho autônomo - Mulheres | pt_BR |
| Palavras-chave | Curso de Educação Física - Mulheres | pt_BR |
| Palavras-chave | Interseccionalidade | pt_BR |
| Palavras-chave | Relação de trabalho | pt_BR |
| Descrição | Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico. | pt_BR |
| Data de depósito | 2026-06-18T21:47:32Z | |
| Data de disponibilização | 2026-06-18T21:47:32Z | |
| URI | http://repositorio.unesc.net/handle/1/12811 | |
| Cobertura espacial | Universidade do Extremo Sul Catarinense | pt_BR |
| Data de criação | 2026 |