Mulheres encarceradas, relações de trabalho e processos de subjetivação
| Título | Mulheres encarceradas, relações de trabalho e processos de subjetivação | pt_BR |
| Autor | Souza, Vitória de Oliveira de | |
| Orientador | Salvaro, Giovana Ilka Jacinto | |
| Coorientador | Cortina, Mônica Ovinski de Camargo | |
| Resumo / Abstract | Esta dissertação buscou analisar os processos de subjetivação das mulheres na prisão, com foco nas relações de trabalho e gênero. Propomos, também, identificar contextos de saúde mental e políticas públicas relacionadas ao encarceramento feminino. A pesquisa foi realizada na Penitenciária Sul, no município de Criciúma. Para tanto, realizamos uma pesquisa qualitativa, que teve como método a cartografia social e se baseou em Michel Foucault para compreender os processos de subjetivação das mulheres encarceradas, enfocando o papel do trabalho como regulador da vida na prisão. Foram realizados dois grupos focais, posteriormente, a transcrição, análise e organização dos resultados. O contexto de discussão da presente pesquisa é o aumento e nas taxas de aprisionamento feminino no Brasil, que em 2022 se tornou o 3º país com mais mulheres encarceradas no mundo. Mais de 60% dessas mulheres estão detidas por crimes relacionados ao tráfico de drogas. A feminização da pobreza desempenha um papel crucial, levando mulheres a se envolverem no tráfico para sustentar suas famílias. A relação entre fábrica e cárcere é destacada, mostrando uma simbiose que explora a mão-de-obra prisional. Considerando as conclusões destacadas pela pesquisa, reiteramos que a guerra às drogas e a feminização da pobreza são dispositivos de seletividade penal, moldando as experiências das mulheres encarceradas por meio de exclusão, precarização e violência. A cartografia prisional apresentou fragmentos que tornam o trabalho um dispositivo de subjetivação central no contexto prisional, ao desempenhar múltiplas funções e possuir diferentes sentidos, atua como um organizador psíquico, possibilita a socialização, uma outra relação com a passagem do tempo, promoção de saúde mental e uma dialética do reconhecimento. | pt_BR |
| Data de publicação | 2024 | |
| Tipo | Dissertação | pt_BR |
| Idioma | pt_BR | pt_BR |
| Palavras-chave | Prisioneiras – Criciúma (SC) | pt_BR |
| Palavras-chave | Trabalho de presidiárias | pt_BR |
| Palavras-chave | Políticas públicas | pt_BR |
| Palavras-chave | Subjetividade | pt_BR |
| Palavras-chave | Relação de trabalho | pt_BR |
| Descrição | Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestra em Desenvolvimento Socioeconômico. | pt_BR |
| Data de depósito | 2024-09-20T17:50:27Z | |
| Data de disponibilização | 2024-09-20T17:50:27Z | |
| URI | http://repositorio.unesc.net/handle/1/11212 | |
| Cobertura espacial | Universidade do Extremo Sul Catarinense | pt_BR |
| Data de criação | 2024 |