Estudo de viabilidade de interface biocomputacional para o nervo óptico para restauração da visão
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A perda de visão afeta milhões de pessoas no mundo, sendo as soluções atuais baseadas principalmente em próteses retinianas e implantes corticais, que apresentam limitações quanto à resolução visual, dependência
de estruturas biológicas específicas e elevada complexidade cirúrgica. Nesse contexto, o nervo óptico surge como uma alternativa promissora por atuar como via intermediária entre a retina e o córtex visual,
preservando aspectos da organização natural da informação visual. Este trabalho tem como objetivo analisar o estado da arte atual do campo e a investigação teórica da viabilidade de uma interface biocomputacional aplicada ao nervo óptico para a restauração da visão. A metodologia adotada consiste em uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, analisando estudos sobre próteses visuais, interfaces neurais e estimulação do sistema visual. Os resultados indicam que a estimulação do nervo óptico apresenta potencial para superar limitações das abordagens tradicionais, especialmente em termos de resolução e menor dependência de condições biológicas específicas, embora ainda existam desafios relacionados à seletividade neural e à miniaturização de dispositivos. Conclui-se que essa abordagem representa uma linha promissora para o desenvolvimento de tecnologias de restauração visual, com potencial impacto na área
da saúde e na qualidade de vida dos pacientes.
Descrição
Artigo de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharel no curso de Ciência da Computação da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.