A influência do rejuvenescimento facial com bioestimuladores de colágeno na qualidade de vida e autoestima de adultos

O aumento da procura por procedimentos estéticos minimamente invasivos, alimentada pelas plataformas sociais e pela valorização da aparência física, tem gerado um crescente interesse por substâncias como o ácido poli-L-láctico, hidroxiapatita de cálcio e policaprolactona, que favorecem a produção de colágeno através da ativação de fibroblastos. O envelhecimento da pele, associado à redução de colágeno, decorre de fatores internos, como genética e mudanças hormonais, bem como externos, como exposição à radiação UV, poluição e estilos de vida. Os bioestimuladores, quando injetados na pele ou em camadas mais profundas, provocam uma resposta inflamatória controlada, que estimula a formação de colágeno tipo III, o qual é, posteriormente, substituído pelo colágeno tipo I, responsável por manter a firmeza e a elasticidade da pele. Os resultados clínicos costumam ser observados após um período de 30 dias e podem ter uma duração de até 24 meses. Embora os benefícios sejam bem documentados, a evidência científica de alto calibre ainda é escassa, com uma predominância de relatos de casos e revisões não sistemáticas. Complicações, como a formação de nódulos, são raras e geralmente vinculadas às características dos produtos utilizados. Embora considerados seguros e eficazes quando administrados de forma correta, os bioestimuladores demandam conhecimento anatômico e treinamento técnico específico, além da necessidade de mais pesquisas clínicas controladas para fortalecer a base de evidências em práticas estéticas na odontologia.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do Grau de Bacharel no Curso de Odontologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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