Estudo de rota de beneficiamento de pirita para potencial aplicação em células solares

TítuloEstudo de rota de beneficiamento de pirita para potencial aplicação em células solarespt_BR
AutorOliveira, Camila Machado de
OrientadorPeterson, Michael
Resumo / AbstractCélulas solares são dispositivos que convertem energia solar em elétrica por intermédio do efeito fotovoltaico, observado em semicondutores como a pirita (FeS2). Por seu band gap de 0,95 eV e sua coloração escura, que favorece a absorção de luz, esse mineral desperta o interesse de pesquisadores que buscam materiais semicondutores alternativos ao silício. Apesar de seu potencial como matéria-prima para diferentes segmentos da indústria, quando a pirita provém da mineração do carvão, é tratada como rejeito e sua disposição culmina em problemas ambientais para as regiões carboníferas. Diante desses fatos, elevar o grau de pureza do rejeito piritoso, objetivo deste trabalho, aumentando seu teor de dissulfeto de ferro, fortalece a possibilidade de transformá-lo em subproduto de maior valor agregado, inclusive para o setor de dispositivos fotovoltaicos. Considerando as análises das impurezas presentes na pirita da região sul catarinense, sugeriu-se uma rota de beneficiamento baseada em separação por densidade em bromofórmio e lixiviações sucessivas em água e solução de solvente orgânico. Aplicaram-se metodologias estatísticas para definição dos parâmetros de lixiviação e a eficiência do processo foi avaliada e comprovada por fluorescência de raios X (FRX), análise elementar (CHNS/O), difratometria de raios X (DRX) e espectrometria de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). Suas propriedades elétricas classificam as piritas in natura e concentrada como semicondutoras. O beneficiamento extraiu impurezas como calcita, quartzo, presente na fração argilosa e arenosa, e sulfato ferroso, elevando a condutividade do rejeito em aproximadamente uma ordem de grandeza. As metodologias propostas não removeram óxidos de ferro, que contribuíram para o band gap de 1,7 eV, dentro da faixa considerada ideal para células solares.pt_BR
Data de publicação2016
TipoDissertaçãopt_BR
Idiomapt_BRpt_BR
Palavras-chaveCélulas solarespt_BR
Palavras-chaveDispositivos fotovoltaicospt_BR
Palavras-chavePirita – Beneficiamentopt_BR
Palavras-chaveSemicondutorespt_BR
Palavras-chaveEnergia – Fontes alternativaspt_BR
DescriçãoDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais, da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais.pt_BR
Data de depósito2016-10-27T12:37:51Z
Data de disponibilização2016-10-27T12:37:51Z
URIhttp://repositorio.unesc.net/handle/1/4377
Cobertura espacialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
Data de criação2016

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