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Título: Efeitos do treinamento físico sobre a plasticidade hipocampal no envelhecimento
Autor(es): Vivela, Thais Ceresér
Orientador(es): Andrade, Vanessa Moraes de
Co-orientador: Pinho, Ricardo Aurino de
Palavras-chave: Exercícios físicos para idosos
Treinamento de força
Exercícios aeróbicos
Envelhecimento
Memória espacial
Descrição: Tese de Doutorado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense para obtenção do título de Doutor em Ciências da Saúde.
Resumo: O envelhecimento está associado à diminuição da cognição e memória e ao aumento da suscetibilidade a doenças neurodegenerativas. Entre as medidas de promoção de saúde, o exercício físico é um dos principais responsáveis pela prevenção a morbidades, pela redução no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e osteoporose. Além disso, o exercício físico é neuroprotetor; no entanto, a maioria dos estudos envolvem apenas os efeitos da modalidade de treinamento aeróbio em animais jovens. Os benefícios de outros protocolos de exercícios, como treinamento de força em animais idosos, permanecem desconhecidos. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do treinamento aeróbio e de força sobre a memória espacial e a plasticidade do hipocampo em ratos velhos. Foram utilizados ratos Wistar de 24 meses de idade que foram submetidos ao treinamento aeróbio ou de força durante 50 min de 3 a 4 dias por semana durante 8 semanas. A memória espacial e a sinalização neurotrófica e glutamatérgica no hipocampo de ratos idosos foram avaliadas após treinamento aeróbio ou de força. Tanto o treinamento aeróbio quanto o treinamento de força melhoraram a cognição durante o desempenho de uma tarefa de memória espacial. Notavelmente, a melhora da memória espacial foi acompanhada por um aumento nas proteínas de plasticidade sináptica no hipocampo após o treino, com algumas diferenças nas funções intracelulares dessas proteínas entre os 2 protocolos de exercício. Além disso, a sinalização neurotrófica (CREB, BDNF e receptor P75NTR) aumentou após o treinamento para ambos os protocolos de exercício, e o exercício aeróbio aumentou especificamente as proteínas glutamatérgicas (receptor NMDA e PSD-95). Observou-se também uma diminuição nos danos ao DNA após o treinamento aeróbio. Em contraste, o treinamento de força aumentou os níveis de PKC α e os fatores pró-inflamatórios TNF e IL-1. Em geral, os presentes resultados mostram que tanto o treinamento aeróbio quanto o treinamento de força melhoraram a memória espacial em ratos velhos através da indução de mecanismos moleculares distintos de neuroplasticidade. Nossos resultados estendem a ideia de que os protocolos de exercícios podem ser usados para melhorar a cognição durante o envelhecimento.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Tese
Data da publicação: 2016
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/5005
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