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Título: Avaliação da função ventricular esquerda por meio do strain miocárdico em cirurgias cardíacas de revascularização miocárdioca: uma análise interina de um estudo prospectivo observacional
Autor(es): Búrigo, Eduardo Meller
Fermo, Gabriel Simoni Rossi
Orientador(es): Lineburger, Eric Benedet
Palavras-chave: Anestesia
Procedimentos cirúrgicos cardíacos
Débito cardíaco
Complicações intraoperatórias
Monitorização intraoperatória
Complicações pós-operatórias
Descrição: Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
Resumo: Objetivo: Avaliar a correlação do Global Longitudinal Strain em duas dimensões (GLS) do ventrículo esquerdo (VE) com a Síndrome do Baixo Débito Cardíaco (SBDC) após circulação extracorpórea (CEC) em pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada submetidos a cirurgias cardíacas de revascularização do miocárdio (CRM). Os desfechos secundários foram determinar a relação do GLS com tempo de internação em terapia intensiva, tempo de hospitalização, tempo de uso de noradrenalina, lactato na chegada à UTI, necessidade de diálise, pneumonia, delirium e mortalidade hospitalar. Também foram analisadas as diferenças do GLS antes da indução da anestesia (GLSAI) e após a indução da anestesia (GLSDI) para obter a variação do GLS (∆GLS). Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo observacional analítico, com coleta de dados secundários e abordagem quantitativa, incluindo uma amostra de 30 pacientes. Em pacientes submetidos à CRM foram utilizadas a ecocardiografia transtorácica antes da indução da anestesia e a ecocardiografia transesofágica após a indução da anestesia em pacientes com FEVE ≥ 50% para obtenção dos valores de GLSAI e GLSDI. Esses valores foram utilizados para determinar a correlação do GLS com a incidência de SBDC na saída de CEC e, em até 24 horas no pós-operatório, sendo definida como necessidade de suporte inotrópico nesse período. Resultados: A SBDC no pós-operatório ocorreu em 43% dos pacientes, nos quais a média dos valores de GLSAI foi de -16,51% ± 4,8%. Em pacientes que não evoluíram com SBDC, o GLSAI foi de -13,24% ± 3,6% (P = 0,05). A média dos valores de GLSDI em pacientes que desenvolveram a SBDC foi de -14,74% ± 2,8%, enquanto que nos pacientes que não apresentaram SBDC, a média dos valores de GLSDI foi de -12,88% ± 3,0% (P = 0,28). Na análise multivariada ajustada para EuroSCORE II, valores menos negativos de GLSAI, foram fator de risco independente para mortalidade hospitalar (OR, 0,63; IC 95%, 0,46 a 0,85; P = 0,003), bem como delirium quando ajustado para EuroSCORE II e Mini Exame do Estado Mental (MEEM) (OR, 0,80; IC 95%, 0,64 a 1,00; P = 0,05). Conclusão: Nessa análise interina, os valores de GLSAI e GLSDI não tiveram correlação com a ocorrência de SBDC pós CEC. O GLSAI foi um preditor de risco independente em pacientes com FEVE normal, para delirium e mortalidade hospitalar pós-operatória, após CRM.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Jul-2022
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/9729
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