Doação de órgãos e tecidos: vivência de familiares de doadores

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Trata-se de um estudo acadêmico cujo objetivo foi conhecer a vivência dos familiares de doadores de órgãos de uma cidade do Extremo Sul Catarinense. Pesquisa de abordagem metodológica qualitativa, descritivo-exploratória e de campo. O estudo foi desenvolvido com cinco familiares de quatro famílias que realizaram a doação de órgãos de um ente querido no ano de 2013. Os dados foram analisados por meio da técnica de categorização conforme Minayo. Participaram da pesquisa três cônjuges, um pai e uma mãe. Nas respostas da entrevista aplicada percebemos que dois doadores manifestaram em vida a vontade de doar órgãos, o que facilitou a família doar os órgãos no momento do diagnóstico da morte encefálica. Dois não manifestaram vontade, porém a família foi solidária no momento de dor. O relato do processo de doação de órgãos é visto de forma peculiar em cada caso, porém uma característica de todos é que o momento é doloroso, pois se perde um ente querido, mas ao mesmo tempo se tenta salvar outra pessoa. No que diz respeito ao que levou a decisão da doação de órgãos, compreende desde a vontade do doador em vida, até mesmo o pai de uma doadora ser receptor de órgãos, um dos motivos fortes para a decisão de doar órgãos. Quanto aos sentimentos que envolvem a doação de órgãos, a satisfação de ter ajudado alguém é percebida nos relatos dos familiares. No que diz respeito às orientações que a família recebeu da equipe de saúde, mostra-se nos relatos que a equipe trabalha da melhor forma para poder alcançar seu objetivo de captar órgãos, porém respeitando o momento da dor alheia. Quanto ao apoio que a família recebe após a doação de órgãos, foram unânimes as declarações que não recebem apoio algum da equipe de saúde. Quando abordados sobre o tema doação de órgãos, fica evidente nas falas a necessidade de que os familiares querem saber mais sobre a doação de órgãos, e necessitam da atuação constante da equipe de saúde como suporte na hora da doação de órgãos. Através desde estudo percebeu-se a importância do profissional enfermeiro, tanto na equipe de captação de órgãos, realizando uma boa manutenção do potencial doador de órgãos, como, realizando a abordagem dos familiares e até mesmo prestando assistência após a doação de órgãos e tecidos. É de suma importância que novos trabalhos relacionados à doação de órgãos sejam realizados. Que as famílias de doadores e também de não doadores de órgãos e tecidos sejam ouvidas. Que a partir de novos estudos possam se traçar melhorias na captação de órgãos, possibilitando que os indivíduos que necessitam tenham chance de viver com o ato solidário de outros.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC

Coorientador

Organizador

Coordenador

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