A incidência do câncer na região carbonífera como uma proposta de educação em saúde

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Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, documental de campo. O câncer é indubitavelmente um problema de saúde pública, incluído entre as primeiras causas de morte nas diferentes regiões do nosso país. Os Registros Hospitalares de Câncer – RHC são fontes sistemáticas de informações, instalados em hospitais gerais ou especializados em oncologia, com o objetivo de coletar dados referentes ao diagnóstico, tratamento e evolução dos casos de neoplasia maligna atendidos nessas instituições. O presente estudo teve como objetivo geral promover educação em saúde por meio de palestras para a prevenção do câncer, de acordo com as principais incidências identificadas no registro hospitalar de câncer, de um hospital de grande porte do sul catarinense. Na primeira etapa, o estudo foi realizado por registro de pacientes que foram diagnosticados com câncer nos anos de 2017 e 2018 na presente instituição. Já na segunda etapa, foi realizada uma palestra educativa para prevenção de câncer, no qual o público alvo foram os funcionários dos setores de higienização e segurança de uma universidade do sul catarinense. Para a coleta de dados, foi utilizado um instrumento sociodemográfico e clínico, além de um material de apoio para a educação em saúde, elaborado para promoção e prevenção do câncer, levando em conta os 5 tipos mais incidentes na região carbonífera. Os resultados da pesquisa indicaram que as maiores incidências foram encontradas nos cânceres de mama 23,6% (70), intestino 10,5% (31), estômago 8,4% (25), pulmão 7,8% (23) e leucemias 6,1% (18). Foram utilizados 299 prontuários, destes, 47% (142) eram homens e 53% (157) mulheres. A principal faixa etária encontrada foi 25,8% (77) entre 61 e 70 anos. Relacionado a localização de tumor, a maior incidência foi de 11,4% (34) casos, localizados na mama direita e de 10,7% (32) casos na mama esquerda. Quanto à existência de mais de um tumor primário, 98,7% (295) dos pacientes não apresentaram mais de um tumor primário no diagnóstico. 0,3% (1) apresentou mais de um tumor primário e 1,0% (3) não constaram a informação no prontuário. De acordo com os dados obtidos nos 83 prontuários dos pacientes que constaram o estadiamento, nota-se que a principal incidência está em T3, N3 e M0. Quanto ao tratamento, 52,2% (156) dos pacientes realizaram tratamento concomitante, 44,9% (134) tratamento isolado e 2,9% (9), não realizaram o tratamento. A enfermagem exerce um papel importante no acompanhamento destes pacientes oncológicos, no controle das reações adversas, tendo influência na melhora da qualidade de vida destes pacientes. Desta forma, considera-se essencial as prática de ações de enfermagem para o cuidado integral a pessoa com câncer, vendo o paciente como um todo, considerando os contextos: físico, psicoespiritual, sociocultural e ambiental, proporcionando tranquilidade e alívio durante as internações ou sessões do tratamento. Conclui-se que, a partir dos dados obtidos com a pesquisa, estudou-se as estatísticas e números de casos de câncer registrados na região carbonífera, e assim, foram realizadas intervenções de maneira positiva na redução dos números. Sugere-se que haja continuidade nas ações de enfermagem frente as educações em saúde, capacitando a população para melhoria nos hábitos de vida, objetivando a prevenção do câncer, através do conhecimento e conscientização dos cidadãos.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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Coordenador

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