Intensidade dos sintomas negativos na esquizofrenia e sua relação com parâmetros bioquímicos: um estudo correlacional

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A esquizofrenia é uma condição grave e impõe um grande desafio em relação à identificação e tratamento de sintomas negativos (SN). O objetivo deste trabalho foi verificar se há correlação entre a intensidade dos SN da esquizofrenia e marcadores bioquímicos em pacientes da Região Carbonífera de Santa Catarina. A amostra do estudo compõe indivíduos diagnosticados com esquizofrenia, com mais de 18 anos de idade (n = 26). O recrutamento dos participantes foi realizado por meio da triagem de prontuários das clínicas de uma universidade do sul catarinense. Durante a pesquisa, foram utilizadas a escala Positive and Negative Syndrome Scale (PANSS) e Entrevista Clínica Estruturada para os Transtornos do DSM-5 (SCID-5) para registro das informações e avaliação da intensidade dos SN dos pacientes. Ao fim da entrevista, coletaram-se amostras de sangue para análise dos biomarcadores, sendo estes, ácido fólico, glicose, Proteína C Reativa (PCR), triglicerídeos, vitamina B12 e vitamina D. Com a obtenção dos resultados clínicos e laboratoriais, realizou-se a correlação de Spearman, cujo resultado foi ausência de significância estatística entre os níveis de tais biomarcadores e a intensidade dos SN. Os resultados levantam o questionamento se realmente não existem tais associações ou se a amostra foi insuficiente para evidenciá-las. Nesse sentido, apenas amostras mais robustas serão capazes de evidenciar possíveis nuances correlacionais entre as variáveis.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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