Avaliação do perfil clínico e epidemiológico de gestantes vivendo com HIV em uma cidade do extremo sul catarinense
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A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um problema mundial de saúde pública, que na gestação pode afetar a gestante e o feto. Assim, o objetivo da pesquisa foi descrever o perfil clínico e epidemiológico das gestantes infectadas com o HIV atendidas no programa de atenção municipal as DST/HIV/AIDS na cidade de Criciúma. Tratou-se de um estudo observacional descritivo realizado com coleta de dados secundários de 132 gestantes HIV positivas a partir de prontuários eletrônicos do Sistema de Saúde CELK. As variáveis analisadas incluem dados sociodemográficos das gestantes; como idade na gestação e escolaridade, e dados clínicos, como carga viral e nível de CD4+ ao diagnóstico. Observou-se predomínio da doença em gestantes com média de 28 anos, brancas e com ensino fundamental completo. 81,8% foram diagnosticadas antes do pré-natal, e 98,5% realizaram o pré-natal adequadamente. Quanto ao uso de TARV e via de parto, 94,5% fizeram o tratamento e 60,3% realizaram cesárea eletiva. Acerca dos dados laboratoriais, 53,1% possuíam carga viral > 1.000 cópias/ml, 82,1% possuíam CD4+ > 350, e 6,3% possuíam AIDS. A respeito da associação entre carga viral; uso de TARV e via de parto, foram obtidos valores-p com não significância. Conclui-se, que o perfil epidemiológico das pacientes estudadas é semelhante ao da literatura brasileira, e que a via de parto e o uso de TARV não podem ser associadas com a carga viral. Logo, são necessárias intervenções na prática médica para redução da infecção pelo HIV, além de melhorias no cuidado em saúde dessas gestantes.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.