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dc.contributor.advisorMiranda, Vanessa Iribarren Avena-
dc.contributor.authorOnofre, Cristiane Elias-
dc.date.accessioned2023-09-18T14:15:24Z-
dc.date.available2023-09-18T14:15:24Z-
dc.date.created2023-
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/10344-
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Mestrado Profissional) da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva.pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema Palladium, que é transmitida por via sexual e via placentária, em qualquer período da gestação ou estágio clínico da doença em gestantes não-tratadas ou inadequadamente tratadas. Salienta-se que uma das formas de evitar a ocorrência de sífilis congênita é a assistência pré-natal de qualidade com a finalidade de promover o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo hábil. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a sífilis congênita é um dos mais graves desfechos adversos preveníveis na gestação, pois apresenta fácil tratamento e baixo custo efetivo. No entanto, ainda continua sendo um desafio para a saúde pública que vem ao longo dos anos implantando várias ações estratégicas com o objetivo de reduzir a incidência de sífilis congênita para 0,5 casos por 1.000 nascidos vivos. Objetivo: Avaliar a incidência de sífilis congênita e o perfil epidemiológico materno no estado de Santa Catarina em tempos de pandemia da COVID-19. Métodos: Pesquisa quantitativa com delineamento transversal com dados secundários, provenientes do Sistema de Informação de Agravos e Notificação, referente ao período de 2020 e 2021. O desfecho em estudo foram os casos notificados de sífilis congênita, e as variáveis de exposição foram as sociodemográficas maternas: Idade, escolaridade, cor de pele, ocupação, se realizou o pré-natal na gestação, momento de diagnóstico da infecção, esquema de tratamento se foi adequado ou inadequado, e se o parceiro realizou o tratamento concomitantemente com a gestante referentes a ficha de notificação. Para análise dos dados, foi utilizado o software Statistical Package for the Social Sciense (SPSS). Foram realizadas análises descritivas, apresentando as frequências absolutas e relativas das variáveis, e intervalo de confiança de 95%. Resultados: A incidência de sífilis congênita no ano de 2021 foi 6,7 casos a cada 1.000 nascidos vivos, e a incidência no ano de 2020 foi de 5,8 casos a cada 1.000 nascidos vivos. A maioria dos casos, estavam concentrados nas regiões do Meio Oeste e Serra (10,7%) e Grande Florianópolis (8,8%). Em relação ao perfil epidemiológico materno, a maioria das mães residiam na Região da grande Florianópolis (23,2), idade entre 20 e 34 anos (71,5%), cor de pele branca (82,7%), ensino médio completo (49,1%) e eram do lar (67,0%). A maioria das mães realizaram o pré-natal na gestação atual (89,5%) e tiveram diagnóstico de sífilis durante o período de pré-natal (69,5%), apenas (16,1%) realizaram o tratamento de forma adequada e a maioria dos parceiros não realizaram o tratamento concomitantemente a gestante (69,6%). No que se refere à evolução final dos recém-nascidos, 88,3% tiveram evolução favorável permaneceram vivo, enquanto 6,7% evoluíram para aborto, 3,5% foram a óbito logo após ao nascimento e 1,3% foram a óbito por sífilis congênita. Conclusão: Os resultados encontrados neste estudo demonstram que o controle da sífilis congênita está deficiente no estado de Santa Catarina. Aproximadamente 90% das mulheres receberam assistência pré-natal, sugerindo baixa qualidade deste cuidado para a identificação e tratamento das gestantes com sífilis. Considerando que há diversas estratégias para o enfrentamento da sífilis no Brasil, torna-se fundamental a identificação das falhas na implementação das medidas de controle, assim como a busca de estratégias de prevenção da transmissão vertical, por meio da assistência pré-natal de qualidade onde inclui a captação precoce da gestante para o tratamento adequado em tempo oportuno através de ações de promoção e prevenção da saúde durante o período gestacional, que garantam a continuidade do seguimento pré-natal e a integralidade do cuidado.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectSífilis congênitapt_BR
dc.subjectSífilis congênita – Santa Catarinapt_BR
dc.subjectPerfil de saúdept_BR
dc.subjectCOVID-19, Pandemia de, 2020-pt_BR
dc.subjectIncidênciapt_BR
dc.titleSífilis congênita: incidência e perfil epidemiológico das mães durante a pandemia da COVID-19 no estado de Santa Catarinapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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